Fabio Mechetti Diretor Artístico e Regente Titular

Instrumentos

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    Flauta


    O mecanismo de produção sonora da Flauta é, teoricamente, muito simples. Um cilindro pelo qual o ar soprado pelo músico vibra, sendo a variação das notas controlada através de um maior ou menor fluxo de ar saindo por buracos no corpo do instrumento. Assim funcionavam as primeiras flautas, feitas de madeira já no final do século XVIII. Hoje, o instrumento é feito de metal, e os “buracos” são controlados por chaves que aperfeiçoam a técnica.

    Carmen Suíte nº 1 (III. Intermezzo) - Georges Bizet

    Flautim


    Com um tamanho bastante reduzido, quase metade da Flauta, o Flautim possui o som mais agudo da orquestra. Com o mesmo mecanismo da Flauta, tem pequena distância entre as chaves, o que o torna de difícil execução. Foi introduzido na orquestra no século XVIII, sendo utilizado apenas um Flautim.

    Carmen Suíte nº 2 (V. La garde montante) - Georges Bizet

    Oboé


    Com um formato ligeiramente cônico, o tamanho do Oboé é próximo ao do Clarinete. Seu funcionamento, porém, é diferente, pois possui 25 buracos com chaves que, ao serem pressionadas, alteram o fluxo do ar que vibra uma palheta dupla acoplada ao instrumento. A vibração dessa palheta produz o som do Oboé, que se caracteriza por um timbre delicado. Muito conhecido no Oriente desde a antiguidade, foi introduzido na Europa pelos cavaleiros que retornam das Cruzadas. O instrumento foi incorporado na orquestra por volta do século XVII.

    Samson et Dalila [Sansão e Dalila] - Camille Saint-Saëns

    Corne inglês


    O Corne inglês é um instrumento que, assim como o Oboé, utiliza de uma palheta dupla para produzir o som. Seu comprimento, porém, é ligeiramente maior, e a campânula é arredondada, com as extremidades curvadas para dentro, o que diminui o espaço pelo qual sai o som. O Corne inglês possui um timbre delicado, com um toque de melancolia.

    Quadros de uma Exposição (X. A Grande Porta de Kiev: Allegro alla breve) - Modest Mussorgsky

    Clarinete


    O Clarinete é constituído de um cilindro com orifícios, chaves que controlam o fluxo de ar que sai pelos orifícios, uma palheta, a boquilha por onde o músico sopra e uma campana na extremidade oposta. Existem variados tipos de clarinetes, com alcances sonoros dos mais diversos, possuindo três registros: grave (dramático), médio (expressivo) e agudo (estridente). Entre os instrumentos de sopro, foi o último a ser incorporado na formação orquestral.

    Pini di Roma [Os pinheiros de Roma] - Ottorino Respighi

    Clarone


    Assim como o Clarinete, o Clarone é um instrumento de sopro que se vale de uma palheta para produzir som. No entanto, o Clarone é duas vezes maior, e tem em sua estrutura uma boquilha mais extensa. Além disso, tem a extremidade oposta do instrumento, por onde sai o som, chamado de tudel, que, além de maior, é curvo. O som do Clarone é mais grave que o do Clarinete. Também é conhecido como Clarinete baixo.

    Concerto para violino e orquestra nº 1 - Dmitri Shostakovich

    Fagotes


    "Fagote", em italiano e alemão, significa "feixe de varetas", pois o instrumento é dobrado contra si mesmo. Inventado pelo cônego Afranio Albanese em 1525 na cidade de Ferrara, Itália, o Fagote foi incorporado na orquestra no início do século XVII. Sua principal característica é a presença de uma palheta dupla acoplada ao bocal. Possui um timbre grave, por vezes um tanto sombrio.

    Peer Gynt: suíte nº 1, op. 46 - Edvard Grieg

    Contrafagote


    O Contrafagote é o mais grave instrumento da orquestra. É também maior que o Fagote, sendo composto por quatro partes paralelas unidas por dobras. Seu som é profundo e seco, soando uma oitava abaixo do fagote normal.
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