Sala de Imprensa
todas as notícias
01/12/2011
Allegro XI
Homenagem a Liszt encerra a Temporada 2011
Considerado um dos maiores pianistas da história, Liszt escreveu obras de grande dificuldade técnica, como o Concerto para piano em Mi bemol maior, que integra o programa do último concerto da Temporada 2011 da Filarmônica de Minas. O compositor também escreveu diversos poemas sinfônicos e uma das peças mais importantes do Romantismo, a Sinfonia “Fausto”, baseada na obra de Goethe. “O público terá a rara oportunidade de escutar uma obra de grande impacto, com a participação do tenor Martin Muehle e do elenco masculino do Coral Lírico de Minas Gerais”, ressalta o maestro Fabio Mechetti.
Os solistas
O solo do Concerto Liszt fica a cargo da painista Vanessa Cunha. Brasileira residente em Nova York, a musicista tem sido aclamada por sua “eletricidade brilhante” e sua “vontade musical de ferro”. Recentemente, como ganhadora da Artists International Auditions, em Nova York, a musicista interpretou um recital de estreia, aclamado pela crítica no Weil Hall, no Carnegie Recital Hall. Ativamente envolvida com o século XX e a nova música, Vanessa Cunha tem interpretado trabalhos de compositores como Marlos Nobre, Ronaldo Miranda, Edino Krieger, Jouko Tötterström, entre outros.
O outro solista da noite, o gaúcho Martin Muehle, iniciou seus estudos de canto em Montevidéu, com o barítono Jean-Charles Gebelin. Em 1992, radicou-se na Alemanha e continuou os estudos em Hamburgo. Entre 1996 e 1998, foi membro do elenco do teatro de Bremerhaven. Em Fausto, Muehle será acompanhado do elenco masculino do Coral Lírico de Minas Gerais, considerado um dos principais corais sinfônicos do Brasil. Um dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado, prima pela versatilidade de seu repertório, o que inclui desde a música renascentista até óperas, operetas, oratórios, concertos sinfônico-corais e a capela.
O repertório
Em 1830, Franz Liszt (Hungria, 1811 – Alemanha, 1886) anotou os principais temas de seu primeiro concerto para piano. Naquele mesmo ano, leu Kant, Lamartine, Lamennais, Montaigne e Voltaire. A aproximação com a filosofia e a literatura refletiu-se em toda a sua obra, mais claramente, nos poemas sinfônicos, gênero de obra orquestral estruturada, a partir de textos literários ou filosóficos. Ouviu Paganini, pela primeira vez, em 1831. Impressionado, redirecionou sua música para a exploração virtuosística de todas as possibilidades do instrumento.
No ano de 1849, Liszt finalizou seu primeiro concerto para piano e orquestra. A obra é dedicada a Henry Litolff, pianista e compositor que experimentava uma ideia de concerto nova e ampliada, o concerto sinfônico. O novo gênero apresenta um piano solo e uma orquestra, responsável pela maior parte do peso temático. Inspirado em Litolff e Schubert, trata-se de obra orgânica, na qual os quatro movimentos enlaçam-se tonal e tematicamente, tocados sem interrupções. De orquestração colorida e vigorosa presença do solista, o concerto apresenta um allegro maestoso, um quasi adagio, um allegro vivace – allegro animato e um allegro marziale animato.
Em 1848, Liszt interrompeu sua triunfal carreira de concertista para instalar-se em Weimar, onde desenvolveu trabalho fecundo como compositor, organizador de festivais, concertos e óperas, responsável absoluto pela vida musical da cidade. Seus programas incluíam obras do passado próximo (Mozart, Schubert, Beethoven). Na cidade alemã, o compositor organizou três festivais Berlioz (1852, 1855 e 1856) e o novo contato com a obra do compositor francês (particularmente, a Sinfonia Fantástica) lhe revelou a possibilidade de compor para orquestra, contornando o quase inevitável modelo beethoveniano.
Foi também através de Berlioz que Liszt conheceu Fausto, a obra-prima de Goethe. O caráter sinistro da lenda faustiana impressionou profundamente o grande pianista, que tinha na religiosidade um dos traços marcantes de sua personalidade. Por outro lado, a magia de seu excepcional virtuosismo, tal como o de Paganini, frequentemente era associada a um pacto diabólico, e Liszt já fora descrito como um “Mefistófeles em vestes de abade”. A princípio, o compositor cogitou escrever uma ópera, com libreto de Dumas ou Nerval. Finalmente, em 1854, escreveu a Sinfonia "Fausto". A obra estreou três anos depois e, para a ocasião, o compositor acrescentou, como Coda, o Chorus mysticus, com o texto retirado do final da segunda parte do drama de Goethe. A versão completa da sinfonia foi então dedicada a Berlioz.
Os solistas
O solo do Concerto Liszt fica a cargo da painista Vanessa Cunha. Brasileira residente em Nova York, a musicista tem sido aclamada por sua “eletricidade brilhante” e sua “vontade musical de ferro”. Recentemente, como ganhadora da Artists International Auditions, em Nova York, a musicista interpretou um recital de estreia, aclamado pela crítica no Weil Hall, no Carnegie Recital Hall. Ativamente envolvida com o século XX e a nova música, Vanessa Cunha tem interpretado trabalhos de compositores como Marlos Nobre, Ronaldo Miranda, Edino Krieger, Jouko Tötterström, entre outros.
O outro solista da noite, o gaúcho Martin Muehle, iniciou seus estudos de canto em Montevidéu, com o barítono Jean-Charles Gebelin. Em 1992, radicou-se na Alemanha e continuou os estudos em Hamburgo. Entre 1996 e 1998, foi membro do elenco do teatro de Bremerhaven. Em Fausto, Muehle será acompanhado do elenco masculino do Coral Lírico de Minas Gerais, considerado um dos principais corais sinfônicos do Brasil. Um dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado, prima pela versatilidade de seu repertório, o que inclui desde a música renascentista até óperas, operetas, oratórios, concertos sinfônico-corais e a capela.
O repertório
Em 1830, Franz Liszt (Hungria, 1811 – Alemanha, 1886) anotou os principais temas de seu primeiro concerto para piano. Naquele mesmo ano, leu Kant, Lamartine, Lamennais, Montaigne e Voltaire. A aproximação com a filosofia e a literatura refletiu-se em toda a sua obra, mais claramente, nos poemas sinfônicos, gênero de obra orquestral estruturada, a partir de textos literários ou filosóficos. Ouviu Paganini, pela primeira vez, em 1831. Impressionado, redirecionou sua música para a exploração virtuosística de todas as possibilidades do instrumento.
No ano de 1849, Liszt finalizou seu primeiro concerto para piano e orquestra. A obra é dedicada a Henry Litolff, pianista e compositor que experimentava uma ideia de concerto nova e ampliada, o concerto sinfônico. O novo gênero apresenta um piano solo e uma orquestra, responsável pela maior parte do peso temático. Inspirado em Litolff e Schubert, trata-se de obra orgânica, na qual os quatro movimentos enlaçam-se tonal e tematicamente, tocados sem interrupções. De orquestração colorida e vigorosa presença do solista, o concerto apresenta um allegro maestoso, um quasi adagio, um allegro vivace – allegro animato e um allegro marziale animato.
Em 1848, Liszt interrompeu sua triunfal carreira de concertista para instalar-se em Weimar, onde desenvolveu trabalho fecundo como compositor, organizador de festivais, concertos e óperas, responsável absoluto pela vida musical da cidade. Seus programas incluíam obras do passado próximo (Mozart, Schubert, Beethoven). Na cidade alemã, o compositor organizou três festivais Berlioz (1852, 1855 e 1856) e o novo contato com a obra do compositor francês (particularmente, a Sinfonia Fantástica) lhe revelou a possibilidade de compor para orquestra, contornando o quase inevitável modelo beethoveniano.
Foi também através de Berlioz que Liszt conheceu Fausto, a obra-prima de Goethe. O caráter sinistro da lenda faustiana impressionou profundamente o grande pianista, que tinha na religiosidade um dos traços marcantes de sua personalidade. Por outro lado, a magia de seu excepcional virtuosismo, tal como o de Paganini, frequentemente era associada a um pacto diabólico, e Liszt já fora descrito como um “Mefistófeles em vestes de abade”. A princípio, o compositor cogitou escrever uma ópera, com libreto de Dumas ou Nerval. Finalmente, em 1854, escreveu a Sinfonia "Fausto". A obra estreou três anos depois e, para a ocasião, o compositor acrescentou, como Coda, o Chorus mysticus, com o texto retirado do final da segunda parte do drama de Goethe. A versão completa da sinfonia foi então dedicada a Berlioz.
15 de dezembro, quinta-feira, às 20h30
Grande Teatro do Palácio das Artes
Fabio Mechetti, regente
Vanessa Cunha, piano
Martin Muehle, tenor
Coral Lírico de Minas Gerais (elenco masculino)
LISTZ Concerto nº 1 para piano e orquestra em Mi bemol maior
LISTZ Sinfonia “Fausto”
-
Temporada 2011
No mês de março, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais abre a Temporada 2011 com seus concertos no Grande Teatro do Palácio das Artes, nas séries Allegro e Vivace, e apresenta seu novo regente assistente, o maestro Marcos Arakaki.continue lendo
-
Novidades 2011
Dando continuidade às atividades iniciais da Temporada 2011, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais apresenta seu novo regente assistente, Marcos Arakaki, e lança o Festival Tinta Fresca 2011 em sua primeira edição nacional.continue lendo
-
Allegro I
Na próxima quinta-feira, 3 de março, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais apresenta o primeiro concerto de sua Temporada 2011.continue lendo
Mais Noticias


