A tradição da sinfonia austríaca

Fabio Mechetti, regente

|    Allegro

|    Vivace

HAYDN
BRUCKNER
Sinfonia nº 96 em Ré maior, Hob. I:96, “Milagre”
Sinfonia nº 4 em Mi bemol maior, “Romântica”

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Programa de Concerto

Sinfonia nº 96 em Ré maior, Hob. I:96, “Milagre” | HAYDN

Na segunda metade do século XVIII, os gêneros musicais associados à forma sonata clássica, como a Sinfonia e o Quarteto de Cordas, chegaram à plena maturidade, sobretudo na obra de Haydn e Mozart. Sob esse aspecto, as 104 sinfonias de Haydn constituem um legado ímpar. Confinado aos palácios da família Esterházy, seus patrões por quarenta anos, Haydn vivia em grande isolamento artístico. Por outro lado, tinha uma excelente orquestra à sua disposição, podendo assim testar suas originais experiências musicais. Inevitavelmente, a fama de Haydn extrapolaria os domínios dos Esterházy. Com as duas longas viagens a Londres, realizadas entre 1791 e 1795, por conta do empresário e violinista Johan Peter Salomon, o compositor encontrou-se finalmente em contato direto com o grande público. O sucesso fenomenal dessas turnês marcou a história da música, pois Haydn, aos sessenta anos, aceitou o desafio de escrever obras realmente novas – as sinfonias Salomon (números 93 a 104) são de caráter experimental. No dia 11 de março de 1791, nos Hanover Square Rooms, a Sinfonia nº 96 foi apresentada, causando grande entusiasmo. O curioso subtítulo Milagre foi atribuído a essa sinfonia pelo biógrafo Dies, referindo-se à queda de um pesado candelabro no teatro, durante sua primeira apresentação. Por milagre, ninguém ficou ferido. Mais tarde, soube-se que esse fato se deu, na verdade, durante a estreia da Sinfonia nº 102, mas o subtítulo permaneceu ligado à Sinfonia nº 96.

Incompreendido por muitos de seus compatriotas, Anton Bruckner só veio a receber reconhecimento quando o célebre regente Hans Richter estreou sua Quarta Sinfonia, mais conhecida como “Romântica”, com grande sucesso. Em sua obra, o compositor austríaco pretendeu elaborar uma síntese dos elementos essenciais da música do século XIX, a partir de Beethoven, levando a orquestra a dimensões wagnerianas. As oito sinfonias de Bruckner foram compostas numa direção oposta à de Brahms, escolhendo adotar a liberdade formal da terceira fase beethoveniana. Para muitos, esse trabalho sinfônico representa a própria personalidade do compositor, visto como um grande artista, porém de trejeitos simplórios e humildes. Com seu talento musical, Bruckner adquiriu muito cedo um sólido domínio da técnica do órgão e do contraponto. Teve um início de vida extremamente difícil, até que, em 1855, foi contratado como organista da Catedral de Linz. Prosseguiu com os estudos de Composição e mais tarde conseguiu ser nomeado como organista da Capela da Corte de Viena. Foi na capital austríaca que Bruckner criou a maior parte de suas sinfonias, incluindo a Quarta, que não só lhe deu fama no período como, eventualmente, se tornou uma de suas obras mais populares.

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12 jul 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
de R$ 44,00 a R$ 116,00
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (44 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papeis.

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13 jul 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
de R$ 44,00 a R$ 116,00
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (44 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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