A vertente religiosa de Rossini – filho

Fabio Mechetti, regente
Edna D’Oliveira, soprano
Luisa Francesconi, mezzo-soprano
Paulo Mandarino, tenor
Sávio Sperandio, baixo
Concentus Musicum de Belo Horizonte, coral
Iara Fricke Matte, regente do coral

ROSSINI
Pequena Missa Solene

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Uma das mais importantes sopranos na cena lírica brasileira, Edna D’Oliveira é aclamada por suas interpretações de Villa-Lobos, especialmente das Bachianas Brasileiras nº 5 e das canções de A Floresta do Amazonas, tendo gravado esta última com a Filarmônica de Minas Gerais. Seu repertório operístico inclui papéis em Rigoletto de Verdi, A flauta mágica de Mozart e O morcego de Johann Strauss Jr. Em Manaus e Belém, participou de várias edições do Festival Amazonas de Ópera. Trabalhou com os mais renomados regentes nacionais e internacionais, como Alastair Willis, John Neschling, Roberto Minczuck e Isaac Karabtchevsky. Aperfeiçoou-se na Inglaterra com os maestros Alex Imgram e Lionel Friend, da Ópera Nacional Inglesa, em lieder na Alemanha e em canto em Viena, com a soprano Eliane Coelho.

Luisa Francesconi tem excepcional capacidade para a execução de coloratura, destacando-se no repertório rossiniano e mozartiano ao interpretar papéis em óperas como O barbeiro de Sevilha, L’Italiana in Algeri, Così fan tutte e Don Giovanni. Ela canta com frequência nos principais teatros brasileiros e italianos e tem se apresentado regularmente também em Portugal. Seu repertório de concerto é vasto, com atuações marcantes em obras como a Rapsódia para contralto e a Missa em si Menor de Bach; o Requiem e a Missa da Coroação de Mozart; o Messias de Haendel; a Missa em Dó maior e a Fantasia Coral de Beethoven; as sinfonias números 2, 3 e 8 de Mahler; a Pequena Missa Solene de Rossini; e a Floresta do Amazonas de Villa-Lobos. Luisa gravou como solista a Nona de Beethoven e o Requiem Hebraico de Erich Zeisl, lançados em CD pelo selo Biscoito Fino.

Paulo Mandarino destaca-se no cenário lírico como intérprete de personagens que vão do clássico ao verismo. Ganhador da bolsa Virtuose, concedida pelo Ministério da Cultura a profissionais consagrados, estudou na Accademia Lirica Italiana, em Milão, com o tenor Pier Miranda Ferraro. Apresentou-se em concertos nas cidades de Paris, Milão, Roma, Viena e Budapeste. Sua estreia profissional foi como Edgardo, na ópera Lucia di Lammermoor, de Donizetti em sua cidade natal, Brasília. Desde então, deu voz a personagens como Rodolfo, em La Bohème; B. F. Pinkerton, em Madama Butterfly; Cavaradossi, em Tosca, de Puccini; Idomeneo, na ópera homônima de Mozart; Riccardo, em Um baile de máscaras; Duca di Mantova, em Rigoletto, de Verdi; o papel título de Édipo Rei, de Stravinsky; Fausto, de Berlioz. Como concertista, Mandarino tem se destacado por suas participações no Requiem e Inno delle Nazioni, de Verdi; Nona Sinfonia, de Beethoven; O Messias, de Haendel, entre outras obras. Trabalhou com maestros como Jacques Delacote, Isaac Karabtchevsky, Ligia Amadio, Roberto Minczuk, Marin Alsop, Victor Hugo Toro, Alessandro Sangiorgi, Roberto Tibiriçá e Guilherme Mannis, nos maiores teatros brasileiros como os municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Sala São Paulo, Teatro Amazonas e Palácio das Artes.

A voz e a presença cênica marcantes de Sávio Sperandio o fazem um dos artistas mais solicitados do Brasil, tendo se apresentado em óperas nos teatros municipais do Rio de Janeiro e São Paulo, Theatro da Paz (Belém), Teatro Amazonas (Manaus), Palácio das Artes de Belo Horizonte, entre outros. No exterior, cantou como Bartolo em O barbeiro de Sevilha no Teatro Colón (Argentina), no Festival de Ópera de Ercolano (Itália) e no Teatro Real de Madrid (Espanha). Também se apresentou no Rossini Opera Festival, no Teatro Arriaga de Bilbao e no Palau de les Arts Reina Sofia de Valência, entre outros. Trabalhou com nomes como Emilio Sagi, Alberto Zedda e Roberto Abbado. Recentemente, participou das montagens de The Rake's Progress, Nabucco, Romeo e Julieta e Aida.

O Concentus Musicum de Belo Horizonte é um grupo misto, com formação vocal e instrumental variável, dedicado à interpretação e difusão de obras dos períodos Barroco, Clássico e Renascentista, bem como de um seleto repertório contemporâneo. Foi idealizado pela maestrina Iara Fricke Matte e fez sua estreia em dezembro de 2016, junto à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, com quem mantém uma frutífera parceria. Entre seus projetos futuros, incluem-se a montagem de obras vocais e orquestrais de J. S. Bach, de seu contemporâneo Jan Dismas Zelenka e de compositores brasileiros coloniais, além de obras instrumentais do século XVIII e início do século XIX.

Regente coral e orquestral, Iara Fricke Matte vem se dedicando intensamente ao estudo e à apresentação de obras dos períodos Barroco, Renascentista e Contemporâneo, com ênfase na performance historicamente embasada. Seu repertório é formado de peças corais a capela, sinfônico-corais e sinfônicas, destacando sua grande afinidade com o repertório de J. S. Bach. Iara é Doutora e Mestre em Regência Coral pela Universidade de Indiana e pela Universidade de Minnesota (EUA), onde se especializou em Música Antiga e História da Música. Professora de regência da Escola de Música da UFMG, foi regente titular e diretora artística do coral Ars Nova, da mesma universidade, com o qual conquistou o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e o terceiro lugar na competição coro misto do 34º Festival de Música de Cantonigròs (Espanha). Em 2016, formou o grupo coral e orquestral Concentus Musicum de Belo Horizonte.

Programa de Concerto

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