Beethoven e Freire, dois favoritos

Fabio Mechetti, regente
Nelson Freire, piano

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BEETHOVEN
BRUCKNER
Concerto para piano nº 4 em Sol maior, op. 58
Sinfonia nº 3 em ré menor

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito destas duas últimas duas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos EUA e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

A história musical de Nelson Freire começou aos 5 anos de idade. Aos 12, já era finalista no I Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro, recebendo, do então presidente Juscelino Kubitschek, uma bolsa de estudos que o levou a Viena. Aos 19, conquistou o primeiro prêmio no Concurso Internacional Vianna da Motta, em Lisboa. Seu grande début deu-se aos 23 anos, numa apresentação em Londres. O Times chamou-o, então, de “jovem leão do teclado”. Um ano mais tarde, Freire fez sua estreia com a Filarmônica de Nova York, recebendo o seguinte comentário da revista Time: “um dos maiores pianistas desta ou de qualquer outra geração”. Ao longo de cinco décadas, com atuações em cerca de 70 países, Freire tornou-se estrela de máxima grandeza no cenário internacional.

Programa de Concerto

Concerto para piano nº 4 em Sol maior, op. 58 | BEETHOVEN

No percurso entre o balé Prometeu e o Concerto para piano nº 4, Beethoven deixou de ser um jovem compositor talentoso para se impor como grande mestre inovador. O opus 58, em Sol maior, abre um novo capítulo na história desse gênero. A obra, escrita em 1806, foi a última a ser estreada por ele mesmo como solista, afinal, sua surdez avançava rapidamente. Era também um período de desenvolvimento e extraordinária criatividade do compositor, quando produziu muitos de seus marcos.

Bruckner foi um homem simples até a humildade e religioso – de uma fé inabalável – até o misticismo. Embora possa ser temerário insistir em tecer paralelos entre a personalidade de um artista e características de sua obra, podemos dizer que o sinfonismo bruckneriano é atravessado por um senso de convicção, por uma sinceridade e espírito de devoção que aproximam suas sinfonias de suas obras religiosas. Além disso, o compositor dá mostras do vigor e da delicadeza que sempre o distinguiram e que transparecem – em uma orquestração para a qual o Bruckner organista trouxe a sonoridade de seu instrumento – tanto nas passagens densas e robustas, quanto nos momentos de transparência e leveza que lembram de perto registrações organísticas. Se atentarmos para a forma com a qual o compositor trabalha cada ideia musical – com a mesma paciência e obstinação que lhe marcaram o caráter –, compreenderemos um pouco por que é possível acompanhar a evolução das muitas ideias e temas musicais que circulam pela Sinfonia. Bruckner age como um dramaturgo que dá a cada tema, como daria a um personagem, o tempo que ele precisa para desempenhar seu papel na trama sinfônica.

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22 jun 2017
quinta-feira, 20h30

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sexta-feira, 20h30

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