Câmara na Sala

Cássia Lima, flauta
Sérgio Aluotto, percussão
Ana Zivkovic, violino
Roberta Arruda, violino
Luciano Gatelli, viola
Philip Hansen, violoncelo
Gerry Varona, viola
Clémence Boinot, harpa
Rodrigo de Oliveira, violino
Luka Milanovic, violino
Rodrigo M. Braga, viola
Nathan Medina, viola
Eduardo Swerts, violoncelo
William Neres, violoncelo

|    Concertos de Câmara

TAKEMITSU
BEACH
DEBUSSY
TCHAIKOVSKY
Toward the sea
Quarteto de cordas em um movimento, op. 89
Sonata para flauta, viola e harpa
Sexteto de cordas em ré menor, op. 70, “Souvenir de Florença”

Cássia Lima, flauta

Cássia é Bacharel em Flauta pela Unesp e concluiu seu mestrado e Artist Diploma na Mannes College of Music, Nova York. Foi aluna de João Dias Carrasqueira, Grace Busch, Jean-Nöel Saghaard, Marcos Kiehl e Keith Underwood. Participou dos principais festivais de música do país e venceu concursos importantes, como o II Concurso Nacional Jovens Flautistas, o Jovens Solistas da Orquestra Experimental de Repertório, a Mannes Concerto Competition e o Gregory Award. Tem ampla atuação com música de câmara, integrando atualmente o Quinteto de Sopros da Filarmônica e diversos outros grupos em Belo Horizonte. Bolsista do Tanglewood Music Center, atuou como camerista e Primeira Flauta sob regência de James Levine, Kurt Masur, Seiji Ozawa e Rafael Frühbeck de Burgos. Na Minnesota Orchestra foi regida por Charles Dutoit. Foi Primeira Flauta e solista da Osesp, integrando-se à Filarmônica em 2009 como Flauta Principal.

Natural de Belo Horizonte, graduou-se em Percussão pela UFMG com Fernando Rocha. Estudou na Drummers Collective, Nova York, e teve aulas com Rubén Zuñiga, Eduardo Gianesella, Ricardo Bologna, Eduardo Leandro, John Rilley e Michael Lauren. Em 2004 foi selecionado no projeto Orquestra para Todos da Orquestra Sinfônica Brasileira. Na UFMG, participou da Orquestra e do Grupo de Percussão. Integrou a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra Ouro Preto. Compositor e intérprete, gravou o álbum Incipit e atuou com diversos músicos brasileiros. Integra a Filarmônica desde 2008.

Ana começou a tocar violino na Escola Primária de Música em sua cidade natal, Belgrado, onde seguiu os estudos na Escola de Música Dr. Vojislav Vuckovic. Após graduar-se pela Faculdade de Música de Belgrado na classe do professor Dejan Mihailovic em 2002, continuou aperfeiçoando-se na Academia de Música de Mannheim, na Alemanha, na classe do professor Roman Nodel até 2005. Recebeu o primeiro lugar no Serbia State em 1996 e os segundos lugares no Prêmio Nacional da Iugoslávia Novi Sad em 1996 e no Prêmio Internacional em Paris. Em duas ocasiões, Ana recebeu também o Prêmio Internacional de Streza, na Itália – primeiro em 1994, como solista, e depois em 1995, ao lado de um trio, ocupando a segunda posição. De 2000 a 2002, integrou o Quarteto de Cordas da Orquestra de Câmara Dusan Skovran de Belgrado e atuou como assistente de spalla na Orquestra de Câmara de Mannheim. Antes de se juntar á Filarmônica novembro de 2011, atuou nas orquestras Badische Staatskapelle Karlsruhe e Neue Philharmonie Westfalen.

Roberta começou a estudar música em Campinas aos sete anos de idade. Na juventude, participou dos mais importantes festivais brasileiros, tocou como solista em Campinas e São Paulo e, em 2001, integrou a Orquestra Jovem das Américas. Foi premiada no Concurso de Música de Câmara Henrique Nuremberg. Com uma bolsa da Fundação Vitae, estudou por dois anos na Academia Franz Liszt de Budapeste, na Hungria. Lá, entre outros, teve como professores membros do Quarteto Bartók. Após aperfeiçoar-se também em Munique, na Alemanha, mudou-se para os EUA, onde completou o mestrado. Ainda lá, no estado do Novo México, desenvolveu uma carreira ativa como musicista de câmara, além de ter tocado como solista e integrado diversos grupos, dentre eles o Santa Fe Pro Musica, onde foi Principal Assistente dos Segundos Violinos. Em 2012, passou a integrar o Quarteto La Catrina e a lecionar na New Mexico State University, onde ficou por três anos. Com o Quarteto, especializado em divulgar o repertório clássico latino, fez várias turnês pelos país.

Luciano começou sua ampla formação musical em Porto Alegre, com aulas de violino, viola, piano, canto e teoria musical, graduando-se posteriormente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sob orientação de Yuri Gandelsman, é doutor em Música pela Michigan State University, onde também obteve o seu mestrado em 2011 e da qual foi professor assistente. Em 2008, foi bolsista do Instituto Leonard Sorking de Música de Câmara da University of Wisconsin-Milwaukee. Durante sua passagem pela França, entre 2002 e 2008, estudou viola e música de câmara nos conservatórios de Basançon, Dijon e Bordeaux, sob a orientação de Dominique Burnier e Tasso Adamopoulos. Em 2005, venceu o Concurso Jeune Musicien de Besançon. Nos últimos anos, atuou intensamente em projetos de música de câmara no Brasil, França e Estados Unidos, tendo dividido o palco com músicos como Yuri Gandelsman, Dimitry Berlinsky e Suren Bagratuni.

Violoncelo Principal da Filarmônica desde 2015, Philip é conhecido pela transitoriedade entre diversos gêneros musicais e participação em projetos educacionais e comunitários. Foi embaixador do Departamento de Estado de Cultura dos Estados Unidos na Rússia e artista residente nos conservatórios centrais de Pequim e Shangai, além de membro por longa data da Académie Internationale Musicale em Provença, na França. É fundador e Diretor Artístico do Festival de Música de Câmara Quadra Island, no Canadá. Possui um álbum solo dedicado ao tango, Bragatissimo, que vem sendo tocado em rádios importantes como a NPR dos Estados Unidos e a CBC. Philip também compôs a música tema de Charlie the Cello, um livro infantil e também produção teatral de Deborah Nicholson, em que toca junto à Filarmônica de Calgary (Canadá).

O filipino Gerry é integrante da Filarmônica desde 2012, e tem um apreço especial pela música de câmara e por composições contemporâneas. Foi chefe de naipe na IU Philharmonic e assistente de chefe de naipe na orquestra Evansville Philharmonic e nas sinfônicas de Baton Rouge, Acadiana e Owensboro. Venceu o primeiro lugar no National Music Competition, nas Filipinas, e em outros concursos de viola nos Estados Unidos. Realizou seu mestrado na Universidade de Indiana, com bolsa da Fellowship Barbara and David Jacobs, e, ao longo dos anos, estudou com alguns dos violistas mais reconhecidos do mundo, tais como Jerzy Kosmala, Atar Arad e Matthew Daline. Como solista, já se apresentou com a IU Chamber, sob a regência de Jaime Laredo, a LSU Symphony, a Musicoop e a Peace Philharmonic Philippines.

Clémence é apaixonada pela harpa desde os cinco anos. Começou a estudar o instrumento orientada por Isabelle Lagors em sua cidade natal, Cergy-Pontoise, na França. Seu amor continuou a crescer e, aos 20, ingressou na Haute École de Musique de Genebra, na Suíça. Em 2013, após seis anos de aperfeiçoamento sob orientação de Florence Sitruk, Clémence concluiu seu bacharelado com honra. Dois anos depois, tornou-se Mestre em Pedagogia. Concluiu os estudos em 2017 com um mestrado em Solo Performance. Paralelamente, Clémence participou de vários projetos de música de câmara e foi membro-fundadora do grupo Caravelle. Clémence foi professora de harpa por muitos anos e adora compartilhar seu conhecimento com os estudantes. Em 2017, foi convidada a ensinar jovens harpistas no Neojiba, em Salvador, Bahia. Com essa dessa experiência, ela se encantou pelo Brasil e, poucos meses depois, juntou-se à Filarmônica de Minas Gerais.

Violinista da Filarmônica desde 2010, Rodrigo foi spalla da Camerata Zajdenbaum e das sinfônicas de Atibaia, Jovem de Taubaté e de São José dos Campos, tendo se apresentado como solista em todas elas. Participou dos festivais de Música de Santa Catarina, de Inverno de Campos do Jordão, do Música nas Montanhas e da Semana da Música em Ouro Branco. Aprimorou-se em masterclasses com músicos conceituados, como Charles Stegeman, Clara Takarabe, Igor Sarudiansky e Vadim Gluzman. Estudando desde os sete anos, Rodrigo foi aluno da Escola Municipal de Artes Maestro Fêgo Camargo, na classe de Jefferson Denis, e aperfeiçoou-se também com os professores Elisa Fukuda e Cláudio Micheletti.

Luka nasceu em Belgrado, Sérvia, onde estudou violino na Escola Primária e Secundária Kosta Manojlovic, com a professora Sanda Dramicanin, em Zemun. Em seu país, recebeu o primeiro lugar na Republic Competition of Chamber Duos em 2002, foi laureado na competição Vojislav Vuckovic em 2002 e 2003, anos em que também foi premiado na competição Smederevski Dani. Em 2003, foi admitido na Faculdade de Música da Universidade de Belgrado (Fakultet Muzicke Umetnosti), na classe da professora Jasna Maksimovic, onde se formou e obteve, em 2011, o título de Mestre. Atuou como solista e membro da orquestra do grupo folclórico Frula em apresentações nos EUA, Alemanha e Chipre. Tocou com a Berliner Jugendorchestra em Belgrado como um dos convidados da Sérvia. Antes de mudar-se para o Brasil em 2008, Luka integrou o quarteto de cordas Kalian-lu de 2004 a 2006.

Rodrigo foi violinista da Orquestra do Theatro Municipal de São Paulo e spalla frente a grupos como Camerata Fukuda, Camerata Zajdenbaum, Promété, Ostinato e Académie Nice Festival Orchestra. No início da carreira, recebeu o segundo lugar no Concurso Nacional de Cordas Paulo Bosísio (2005) e venceu o Prêmio Eleazar de Carvalho e o programa Prelúdio da TV Cultura, ambos em 2006. Diplomou-se pelo Conservatório de Paris na classe de Suzanne Gessner e pela École Normale de Musique de Paris na classe de Devy Erlih, e na classe de música de câmara formou-se com nota máxima. Frequentou aulas com o Quarteto Ysaÿe e participou de masterclasses com Patrice Fontanarosa, Stephan Picard, Roland Daugareil, Luc Héry e Maxim Vengerov. É um entusiasta do universo camerístico, apresentando-se em pequenas formações tanto no violino, quanto na viola, instrumento pelo qual também é apaixonado. É membro da Filarmônica desde 2013.

Nathan Medina começou a estudar música aos sete anos em Portland (EUA), sua cidade natal. Teve aulas de violino com Kathy Walden e Robert Hertzel. Aos dezoito anos, ganhou bolsa para aperfeiçoar-se com Kelly Farris na Eastern Washington University e tocar na Spokane Symphony, sob direção de Fabio Mechetti. Nos verões de 1994 e 1995, começou seus estudos em viola e continuou se dedicando ao violino na Meadowmount School of Music com Alan Bodman. Graduou-se em Violino pela Eastern Washington University e é Mestre pela Universidade de Washington, sob orientação de Steven Staryk e Robert Davidovici. Nathan foi Viola Principal na Yakima Symphony de 1998 a 2000. Nesse mesmo período, foi chefe dos Segundos Violinos da Federal Way Symphony e da Spokane Symphony. Em 2001, iniciou doutorado pela Universidade de Washington, recebendo bolsa Brechemin para estudar viola com Helen Callus e violino com Ronald Patterson. Aperfeiçoou-se na Le Domaine Forget Académie de Music, no Canadá, de 2003 a 2004.

Eduardo integrou orquestras no Brasil, na Alemanha, no Festival delle Nazioni na Itália e, durante duas temporadas, foi Violoncelo Principal da Orquestra das Américas. Apresentou-se como solista em Portugal, na Alemanha e na estreia de Dos Pampa Sur, de Rufo Herrera, com a Orquestra de Câmara Ouro Preto. Venceu o Concurso de Música de Câmara de Münster com a pianista Risa Adachi, apresentando-se na Alemanha, na Grécia e em Portugal. Ainda na Alemanha, concluiu o mestrado, o Artist Diploma e fez cursos de Música de Câmara na Musikhochschule Münster e na Robert Schumann Hochschule. Lá, também atuou como professor em escolas de música durante três anos. Nascido em Belo Horizonte, Eduardo graduou-se em Música pela UEMG e é membro da Filarmônica desde 2012.

William Neres é graduado em Música pela Universidade Federal de São João del-Rei, com período de mobilidade acadêmica na Universidade Federal de Uberlândia, nas classes dos professores Abel Moraes e Kayami Satomi, respectivamente. Especializou-se em Violoncelo e Música de Câmara na École Normale de Musique de Paris, sob orientação de Roland Pidoux e Chantal De Buchy. Foi premiado nos concursos Paulo Bosísio, Eleazar de Carvalho e Música XXI. Junto ao violonista Adriano D. Melo, participou das séries Segunda Musical (BH), Jovem Músico BDMG (BH) e Semana do Violão (Juiz de Fora). Com o UDI Cello Ensemble, realizou turnês pelo Brasil e França. Apresentou-se também com as orquestras sinfônicas de Poços de Caldas e Pouso Alegre e com a Jazz Sinfônica de São José do Rio Pardo.

Programa de Concerto

Toward the sea | TAKEMITSU

Com a flautista Cássia Lima e o percussionista Sérgio Aluotto. Toward the sea foi encomendada ao compositor japonês Toru Takemitsu para a campanha Salve as Baleias, do Greenpeace. Originalmente escrita para flauta em sol e violão (1981), há outras duas versões para a obra. Em ambas, a parte da flauta permanece a mesma, enquanto a do violão ganha variações para harpa (1989) – adaptando-se à idiomática e às diferentes possibilidades do instrumento – e para harpa e orquestra de cordas (1981) – agregando inúmeras cores e muito mais flexibilidade e amplitude de formas de ataque e dinâmicas. Na parte da flauta, são utilizados diversos recursos e efeitos sonoros. Para este programa, a parte original do violão foi adaptada para marimba e para o glockenspiel – este último responsável por executar os harmônicos do violão. Um dos motivos melódicos estruturais da peça utiliza as notas Eb (Mi bemol), E e A (Lá), que na sigla musical pode ser associada à palavra sea, mar em inglês. Takemitsu tinha um grande interesse pelo mar e também pela água de uma maneira mais ampla. Muitas de suas peças são relacionadas ao "mundo aquático", como Hear the water dreaming e e Water Music. Toward the sea é dividida em três seções: The Night [A Noite], Moby-Dick e Cape Cod [Cabo Cod], títulos que fazem alusão ao romance Moby-Dick de Herman Melville. "A música é uma homenagem ao mar que cria todas as coisas e é um rascunho para o mar da tonalidade", disse Takemitsu sobre a peça.

Com a flautista Cássia Lima, o violista Gerry Varona e harpista Clémence Boinot. A Sonata para flauta, viola e harpa – primeira peça na história escrita para essa formação – foi composta por Claude Debussy em 1915, um ano após o início da I Guerra Mundial. A música criada pelo ícone francês busca expressar os sentimentos e pensamentos dessa época de maneira bem única. É provável que uma das maiores características desse momento de guerra seja a desilusão. Desilusão na estrutura socioeconômica, na eficácia da nobreza em governar seus povos, nos meios de alcançar a algo através da espiritualidade, e, na arte, desilusão nas formas rígidas, calcificadas e velhas, heranças de um passado distante e irrelevante. Trocando em miúdos: os artistas procuravam um tipo de realismo que não era possível de ser corporificado com as ferramentas de seus antepassados. No caso de Debussy, uma ideia comum a todo seu legado e objetivo primeiro de sua arte é a expressão de sensações (bem diferente do Schoenberg, por exemplo, que colocou a realização do pensamento através da música abstrata – nem na sonoridade – como sua expressão máxima). Para Debussy, sentir e ter prazer são os domínios, os limites e o que há de mais importantes na música. Na busca desse objetivo, ao artista é permitido falar em qualquer linguagem que acredita ser a mais eficaz a fim de expressar ou afetar esse prazer. Como Debussy mesmo dizia, a única regra na música é a regra do prazer. Portanto, não há regras absolutas e divinas. Elas são ferramentas que ajudam na expressão, e rompê-las é permitido.

Com os violinistas Rodrigo de Oliveira e Luka Milanovic, os violistas Rodrigo M. Braga e Nathan Medina e os violoncelistas Eduardo Swerts e William Neres. O Sexteto "Souvenir de Florença" – para dois violinos, duas violas e dois violoncelos – foi escrito por Pyotr Ilyich Tchaikovsky no verão de 1890 e é dedicada à Sociedade de Música de Câmara de São Petersburgo, em resposta à nomeação do compositor como membro honorário da instituição. Durante sua estadia em Florença, onde criava a ópera A Dama de Espadas, Tchaikovsky esboçou um dos temas do Sexteto (daí a origem do nome). Segundo cartas que escreveu aos amigos, após ouvir seu opus 70 sendo tocado em um concerto fechado no apartamento em que vivia no Hotel Rossiya, em São Petersburgo, o compositor russo estava descontente e preocupado com a qualidade da peça, comunicando as intenções de "alterá-la radicalmente". "Souvenir de Florença" foi revisada entre 1891 e 1892, quando, no mês de novembro, estreou publicamente com o famoso professor Leopold Auer tocando a parte do primeiro violino, a protagonista e tecnicamente mais exigente de todas. O Sexteto é dividido em quatro movimentos para os quais Tchaikovsky deixou registradas as indicações de estilo: Allegro con spirito, "Para ser tocado com grande fogo e paixão"; Adagio cantabile e con moto, "Cantabile, no tempo de Adagio mas com o espírito de Andante"; Allegretto moderato, "Scherzo"; e Allegro con brio e vivace, "Brilhante e entusiasmado".

9 out 2018
terça-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
R$ 30,00
compre seu ingresso

Ingressos disponíveis apenas na Plateia Central.

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada.

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