Evelyn Glennie e a sensorialidade da percussão

Fabio Mechetti, regente
Evelyn Glennie, percussão

|    Allegro 2018

|    Vivace 2018

DEBUSSY
MACMILLAN
MUSSORGSKY/Mignone
Prelúdio para “A tarde de um fauno”
Veni, veni, Emmanuel
Quadros de uma exposição

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Evelyn Glennie é a primeira pessoa na história a criar e manter com sucesso uma carreira em tempo integral como percussionista solo. Ao longo dos anos, tem se apresentado por todo o mundo com os principais regentes, orquestras e artistas. Executou o primeiro concerto de percussão na história do BBC Proms, em 1992, no Royal Albert Hall, ajudando a popularizar os concertos para o instrumento. Gravou mais de 30 discos, tem mais de 200 obras comissionadas em seu nome e já recebeu mais de 80 prêmios internacionais, incluindo o Polar Music Prize, dois Grammy e uma indicação ao BAFTA. O documentário Touch the Sound e uma inspiradora palestra no TED Talks mostram a relação de Evelyn, surda desde a infância, com a música, e com a percussão em especial. Nascida na Escócia, foi convidada a se apresentar na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e recebeu o título de “Dame”, o maior da Ordem do Império Britânico, em 2007.

Programa de Concerto

Prelúdio para “A tarde de um fauno” | DEBUSSY

Se revoluções podem chegar suaves como o sopro de uma flauta, o Prelúdio para “A Tarde de um fauno” de Claude Debussy é a prova cabal disto. A partitura imaginada por ele é moderna, ligeiramente nebulosa, sedutora, de harmonia indescritível e tonalidades ambíguas. Trata-se de um verdadeiro banquete sonoro transcendental. Sobre ela, Debussy escreveu: “A música deste Prelúdio é uma ilustração muito livre do belo poema de Stéphane Mallarmé. Ela não reivindica ser uma síntese dos versos, mas sim uma sucessão de cenas pelas quais os desejos e sonhos do fauno avançam no calor de uma tarde. Então, exausto de perseguir o caminho por medo das ninfas e náiades, ele abandona a si mesmo em um sono inebriante, cheio de sonhos, e finalmente percebeu-se em plena posse no meio da natureza universal”. A estreia deixou a todos deslumbrados, tanto que os parisienses que estavam na Société Nationale de Musique naquele dia 22 de dezembro de 1894 insistiram para que a obra fosse imediatamente repetida.

Quadros de uma exposição foi composta por Mussorgsky para seu amigo Victor Hartmann, pintor talentoso que jamais conheceria o sucesso em vida. Hartmann morreu jovem, aos 39 anos de idade, vítima de um aneurisma. A morte do amigo deixou Mussorgsky inconsolável. Em 1874, a Associação dos Arquitetos de São Petersburgo realizou uma exposição com aproximadamente 415 obras do pintor, a qual Mussorgsky visitou inúmeras vezes. Desejoso de homenagear o amigo, ele comporia, no mesmo ano, a grandiosa suíte para piano intitulada Quadros de uma exposição. A obra é estruturada em dez quadros e cinco caminhadas (Promenade). Os quadros são inspirados nos desenhos, croquis e pinturas de Hartmann; as Promenades são o próprio compositor que caminha pela exposição. Após a morte de Mussorgsky, em 1881, a obra alcançaria um sucesso estrondoso no mundo inteiro e inúmeros compositores se empenhariam em orquestrá-la. Um deles foi o brasileiro Francisco Mignone. Porém, também de forma fúnebre, sua orquestração só foi encontrada após a sua morte, em 1986.

29 nov 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

30 nov 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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