Expedições: Alemanha

Marcos Arakaki, regente
Alexandre Silva, clarinete
Roberto Papi, viola
Ayumi Shigeta, piano

|    Fora de Série

SCHUMANN
R. STRAUSS
MENDELSSOHN
BEETHOVEN
Contos de fadas, op. 132
Suíte em Si bemol maior, op. 4
Sinfonia nº 5 em Ré maior, op. 107, “Reforma”
Egmont: Abertura

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Colaborou com artistas de renome, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, Sofya Gulyak, entre outros. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi Regente Titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Nos últimos anos, Arakaki tem contribuído de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de 70 cidades brasileiras.

Alexandre iniciou seus estudos na Sociedade Musical Euterpina Juvenil Nazarena em sua cidade natal, Nazaré da Mata, Pernambuco. É Mestre em Performance Musical pelo Conservatório da Suíça Italiana, na classe de François Benda, e Bacharel pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na classe de Maurício Loureiro. Com a Orquestra do Conservatório da Suíça Italiana, foi solista no Concerto para clarinete nº 2 de Bernhard Crusell e no Concerto para clarinete nº 2 de Ludwig Spohr, estreando este último no Brasil, como vencedor do concurso Jovens Solistas da UFMG. Alexandre integrou o grupo de música contemporânea 900 e, em 2010, foi bolsista da Williamson Foundation for Music e da Familien-Vontobel-Stiftung. É clarinetista da Filarmônica desde 2011.

Antes de se juntar à Filarmônica em 2012, Papi vivia em Miami, onde integrava a New World Symphony. O violista já se apresentou em festivais na Itália e nos Estados Unidos, incluindo o Spoleto Festival dei Due Mondi, Tanglewood Music Center, Aspen Music Festival, Texas Music Festival e Amelia Island Chamber Music Festival. Com uma intensa atividade camerística, apresentou-se com James Dunham, Roberto Díaz, Norman Fischer, Christopher Rex, Jeffrey Khaner e outros. Antes de se dedicar à viola, Papi começou estudando violino sob orientação de Fabrizio Ammetto, em Spoleto, na Itália. Graduou-se em Música pela Vanderbilt University (Estados Unidos), na classe de Kathryn Plummer, e obteve seu mestrado em Música pela Rice University, com James Dunham.

Camerista premiada em diversos concursos nacionais, Ayumi apresentou-se como solista na Filarmônica de São Paulo, na Orquestra da Rádio e Televisão Cultura e na Osesp, onde tem atuado também como tecladista convidada. Aperfeiçoou-se em festivais, aulas e masterclasses com professores e pianistas renomados, como Paul Rutman, Paul Badura-Skoda e Gilberto Tinetti. Natural de Hyogo-ken, Japão, Ayumi se mudou para o Brasil em 1977. Aos quinze anos, realizou seu primeiro recital solo, no Masp, executando o Concerto de Brandemburgo nº 5 de Bach. Estudou na Escola Municipal de Música de São Paulo e na Fundação Magda Tagliaferro, onde é professora de piano desde 2000. Graduou-se pela Faculdade Mozarteum e é Mestre pela Unicamp, sob orientação de Eduardo Garcia e Mauricy Martin. Com bolsa da Fundação Vitae, formou-se em Cravo sob a orientação de Ilton Wjuniski na Fundação Magda Tagliaferro. É Tecladista Principal da Filarmônica desde 2010.

Programa de Concerto

Contos de fadas, op. 132 | SCHUMANN

Robert Schumann viveu o Romantismo de maneira radical (até o fascínio e os terrores da loucura) e converteu em estímulos musicais várias aspirações do movimento – o mistério da noite, a infância, a floresta encantada, as terras distantes. Manifestando a pluralidade de seu mundo interior, toda sua música traz um aspecto biográfico. Mestre incontestável nas peças para piano e nos LiederContos de fadas, op. 132, preservam o dom genial de Schumann para criar, em poucos compassos, um intenso sentimento poético – comovente confidência de seus últimos momentos de lucidez.

Os filósofos românticos valorizaram a Música como singular caminho para o reino espiritual, capaz de exprimir sentimentos profundos não contidos nas palavras. Ao mesmo tempo, o Romantismo cultivou o ideal grego das artes irmãs, incentivando entre elas um diálogo permanente. Consagrada por Berlioz, Liszt e Wagner, desenvolveu-se a ideia do poematismo, ou seja, a ordenação do discurso sonoro pela lógica motriz de ideias extramusicais. A partir do final do século XIX, Richard Strauss, em seus muitos poemas sinfônicos, contribuiu de maneira muito pessoal para a continuidade da música programática. Entretanto, a formação inicial de Strauss fora marcada pela orientação conservadora do pai, trompista famoso, antiwagneriano declarado que só apreciava os compositores clássicos. A Suíte para sopros é uma obra da juventude, composta aos vinte anos de idade. Os dois primeiros movimentos revelam sua matriz mozartiana. Nos dois últimos, já se vislumbra o estilo sinfônico do grande orquestrador Strauss, um dos maiores compositores alemães da geração pós-wagneriana, também célebre por sua brilhante trajetória como regente.

Com o advento dos concertos pagos, o Romantismo trouxe para a música a ideia do artista independente, genial, respeitado e endeusado pelo público. Um dos músicos mais festejados de sua época, Felix Mendelssohn exemplifica essa nova ordem social. Filho de um poderoso banqueiro israelita, menino prodígio, recebeu uma educação sofisticada, abrangendo ciências, artes e o melhor do cânone da música ocidental. Suas obras aliam a elegância e o refinamento da escrita clássica a um espírito já romântico que se mantém sincero, bem-comportado, às vezes idílico. Na Sinfonia nº 5, Mendelssohn emprega algumas melodias tradicionais da liturgia luterana, visando à celebração, em Augsburgo, do tricentenário da Reforma de 1530 – entre elas, o coral utilizado por Bach, em 1730, para a mesma comemoração. Por motivos políticos, a Sinfonia só estreou em 1832, em Berlim, regida pelo próprio compositor. Como maestro, Mendelssohn foi ousado e exerceu forte influência na vida musical de seu tempo. Reapresentou a Paixão segundo São Mateus de Bach, exatamente um século após sua estreia; revelou ao público a Grande Sinfonia em Dó maior de Schubert e divulgou, em primeiras audições, a música renovadora de Schumann, cuja carreira incentivou incondicionalmente.

A peça Egmont, de J. W. Goethe, tem como tema central a liberação política no século XVI, quando o conde Egmont lidera o povo flamengo em sua revolta contra a tirania espanhola sobre a região de Flandres. Terminou de ser escrita em 1787, quando Beethoven contava então com dezesseis anos. Foi durante esse seu período de adolescência que o jovem gênio teve contato com o trabalho de Goethe e outros autores alemães associados ao movimento literário Sturm und Drang, que valorizava os sentimentos e a originalidade em oposição ao formalismo cultuado anteriormente. A leitura de Goethe e Schiller, principalmente, canalizou aspirações artísticas de Beethoven para os ideais inflamados de liberação pessoal e revolução social. A força comunicativa dessas peças provocava intensa reação do público, e elas certamente tornaram-se modelos estéticos fundamentais para o jovem compositor, que visava ampliar o conteúdo emocional de suas obras. A música de Egmont, porém, só seria escrita anos mais tarde, para uma reapresentação vienense da peça, em maio de 1810. Compõe-se de nove números, incluindo duas canções para a heroína Clärchen. Raramente é executada integralmente; a Abertura, em compensação, tornou-se célebre e permanece obrigatória no repertório das grandes orquestras.

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20 out 2018
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
de R$ 22,00 a R$ 44,00
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Os ingressos para este concerto estarão disponíveis a partir do dia 16 de outubro, terça-feira, às 12h.

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada. Para isso, é preciso comprovar o direito ao benefício no acesso à Sala Minas Gerais.

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