Expedições: Estados Unidos (Festival Bernstein)

Fabio Mechetti, regente
Luisa Francesconi, mezzo-soprano
Stephen Powell, barítono
Rita Medeiros, soprano
Márcio Bocca, tenor
Vinícius Atique, barítono
André Heller-Lopes, diretor de cena

|    Fora de Série

BERNSTEIN/Sheng
BERNSTEIN
Árias e Barcarolas
Trouble in Tahiti

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Luisa Francesconi tem excepcional capacidade para a execução de coloratura, destacando-se no repertório rossiniano e mozartiano ao interpretar papéis em óperas como O barbeiro de Sevilha, L’Italiana in Algeri, Così fan tutte e Don Giovanni. Ela canta com frequência nos principais teatros brasileiros e italianos e tem se apresentado regularmente também em Portugal. Seu repertório de concerto é vasto, com atuações marcantes em obras como a Rapsódia para contralto e a Missa em si Menor de Bach; o Requiem e a Missa da Coroação de Mozart; o Messias de Haendel; a Missa em Dó maior e a Fantasia Coral de Beethoven; as sinfonias números 2, 3 e 8 de Mahler; a Pequena Missa Solene de Rossini; e a Floresta do Amazonas de Villa-Lobos. Luisa gravou como solista a Nona de Beethoven e o Requiem Hebraico de Erich Zeisl, lançados em CD pelo selo Biscoito Fino.

O dinâmico barítono norte-americano Stephen Powell traz sua “rica, lírica e dominante presença e profunda musicalidade” a uma ampla gama de repertórios (Wall Street Journal). Ao longo de sua carreira, Stephen interpretou papéis de destaque em muitas produções, como em Rigoletto com a Lyric Opera Baltimore e a Cincinnati Opera; Scarpia em Tosca com a Sinfônica do Colorado; Sweeney Todd e Falstaff com a Virginia Opera; Sharpless em Madama Butterfly com as óperas de São Francisco e Los Angeles; Germont em La traviata com a New York City Opera; Tonio em Pagliacci com a San Diego Opera; e o Conde di Luna em Il trovatore com a Cincinnati Opera. Como solista orquestral, tem cantado com grandes orquestras nos Estados Unidos e no exterior, como as sinfônicas de Cleveland, Boston, Zurique, Cincinnati, São Francisco, Baltimore, Atlanta e a Nacional (Washington/EUA). Colaborou com grandes regentes como Leonard Slatkin, Robert Spano, Andrew Litton, Charles Dutoit, David Zinman e Michael Tilson Thomas.

Natural de Belo Horizonte, Rita Medeiros integrou o Coral Ars Nova, sob regência de Carlos Alberto Pinto Fonseca, atuando como solista em vários teatros brasileiros, nos Estados Unidos e na Europa. Em seu repertório de concertos, cantou como solista a Litaniae de Beata Virgine, a Vesperae solennes de confessore e a Missa em dó menor de Mozart; o Magnificat de Bach; El amor brujo de Falla; o Messias de Haendel; entre outros. No repertório operístico, interpretou os papéis de Lola, na Cavalleria rusticana de Mascagni; Marcellina em As bodas de Fígaro de Mozart; a personagem-título de Carmen de Bizet; Rosina em O barbeiro de Sevilha de Rossini; entre outros. Também se apresentou em convenções mundiais de contrabaixos interpretando obras do compositor Fausto Borém.

Márcio Bocca é natural de São João del-Rei, onde iniciou seus estudos no Conservatório Estadual de Música Padre José Maria Xavier. Bacharel em Música com habilitação em Canto Lírico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), cursou Licenciatura em Música/Canto na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Atua como professor de Canto, Técnica Vocal, Canto Coral, Musicalização e Teoria Musical. Estudou sob a supervisão de Mauro Chantal, Denise Tavares e Helenis Guimarães. Participou de diversos festivais e masterclasses, dentre elas com Veruschka Mainhard, Ricardo Tuttmann, Eiko Senda, Denise de Freitas e Raminta Lampsatisha. Como corista do Ars Nova, participou da gravação do CD Conceição e Assunção de Nossa Senhora, de 2002, sob direção Carlos Alberto Pinto Fonseca. Foi solista em diversas produções, como Missa Sancti Nicolai de Haydn, Fantasia Coral de Vaughan Williams, Requiem de Krafft, Requiem de Mozart e Fantasia Coral de Beethoven. Márcio Bocca é músico efetivo do Coral Lírico de Minas Gerais.

Com participações em montagens elogiadas pela crítica, Vinícius Atique vem ganhando destaque na cena lírica nacional. Recentemente, cantou o papel de Stárek em Jenufa de Janácek, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e protagonizou o ciclo de canções Winterreise, de Schubert, no Theatro Municipal de São Paulo. Também foi Fígaro em O barbeiro de Sevilha; Silvio em Pagliacci; e Don Giovanni na obra homônima. Como solista, já cantou o Messias de Haendel; a Theresienmesse de Haydn; o Oratório de Natal de J. S. Bach; o Requiem de Mozart; El Pessebre de Casals, dentre outras obras sinfônicas. Atique foi aluno da mezzo-soprano Dolora Zajick e, na Universidade de Montréal, do barítono Mark Pedrotti.

André Heller-Lopes é professor da Escola de Música da UFRJ e especialista em ópera e música de concerto. Ganhou por três vezes consecutivas o prêmio Carlos Gomes de Melhor Diretor Cênico de Ópera do Brasil e foi indicado ao Opera Awards em 2014, com o espetáculo Sonho de uma noite de verão. Especializou-se na Royal Opera House Covent Garden de Londres, na Ópera de São Francisco e na Metropolitan Opera de Nova York. Foi Diretor Artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e dirigiu óperas e concertos por todo o país e também na América Latina, além de passagens elogiadas por Portugal, Estados Unidos, Áustria, Inglaterra e Malásia. Heller-Lopes também é conhecido por seus trabalhos de formação de novos talentos e popularização do teatro lírico no Brasil.

Programa de Concerto

Árias e Barcarolas | BERNSTEIN/Sheng

Última obra completa de Bernstein, Árias e Barcarolas foi composta inicialmente para quatro cantores e piano a quatro mãos, e logo depois revisada para mezzo-soprano, barítono e piano a quatro mãos. Bernstein desejou orquestrá-la, mas a agenda cheia e a saúde debilitada o impediram de fazê-lo. Não obstante, pôde supervisionar a orquestração levada a cabo por seu assistente, Bright Sheng, para mezzo-soprano, barítono, cordas e percussão. Segundo Bernstein, o título sugestivo veio de um comentário pitoresco do presidente Dwight D. Einsenhower após um concerto na Casa Branca, em 5 de abril de 1960, onde a Orquestra Filarmônica de Nova York executou um concerto de Mozart e a Rhapsody in blue de Gershwin: "O presidente [me] disse: ‘Você sabe, eu gostei da última peça que você tocou – ela tem um tema. Você entende o que quero dizer?’. Nós não sabíamos o que ele queria dizer, e até minha esposa, que era muito boa em momentos socialmente desconfortáveis, não sabia o que dizer. Obviamente ele estava entediado com o Mozart. Finalmente eu disse: ‘Acho que sei o que quer dizer, senhor presidente, tem uma batida’. ‘Não’, ele disse, ‘quero dizer um tema. Eu gosto de música com tema, não dessas árias e barcarolas’. Pobre Mozart! Eu imediatamente anotei aquilo, como um título para usar um dia." Todas as canções do ciclo são escritas sobre textos de Bernstein, exceto a terceira, sobre texto de sua mãe, Jennie Bernstein, e a sexta, sobre Yankev-Yitskhok Segal.

Trouble in Tahiti de Bernstein é uma crítica profunda à sociedade norte-americana. A ópera conta a história de um dia na vida do casal Sam e Dinah, que vive em um subúrbio de classe média alta. Embora, aparentemente, tivessem todas as condições da vida moderna para ser as criaturas mais felizes da Terra, eles são, na verdade, duas pessoas extremamente amarguradas. Incapazes de se comunicarem um com o outro, desejam ardentemente derrubar as paredes que os separam e recuperar o amor que perderam, mas, no final, acabam optando pela manutenção da fantasia. Trouble in Tahiti foi estreada no dia 12 de junho de 1952 na Brandeis University, em Waltham, Massachusetts, sob a regência do próprio compositor. Trata-se da única obra teatral de Bernstein para a qual ele tenha escrito música e texto.

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21 jul 2018
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
de R$ 44,00 a R$ 116,00
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Os ingressos para este concerto estarão disponíveis a partir do dia 17 de julho, terça-feira, às 12h.

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