Expedições: França

Fabio Mechetti, regente
Daniel Leal, trompete
Alma Maria Liebrecht, trompa
Diego Ribeiro, trombone

|    Fora de Série

POULENC
GOUNOD
DEBUSSY/Caplet
SATIE/Debussy
Sonata para trompa, trompete e trombone
Pequena Sinfonia
La boîte à joujoux
Gymnopédies 3 e 1

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Natural do Rio de Janeiro, Daniel iniciou seus estudos na Escola de Música Villa-Lobos e formou-se Bacharel em Trompete pela UEMG. Ingressou na Filarmônica aos 18 anos, e, após cinco temporadas, conquistou a vaga de Principal Assistente. Antes disso, atuou como primeiro trompete nas orquestras sinfônicas de Heliópolis e na Brasileira Jovem. No âmbito camerístico, Daniel já se apresentou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na UFRJ e na UEMG. Também foi trompetista do quinteto de metais BH Brass, com o qual participou de importantes festivais no Brasil. No Festival internacional de Santa Catarina, integrou o Quinteto de Metais dos professores, ao lado de Martin Angerer, Luiz Garcia, Andreas Martin e J. Pablo Fenolio. Outras participações em festivais incluem o Collegium Musicum Schloss Pommersfelden, na Alemanha, e o Festival de Campos do Jordão.

O envolvimento de Alma com a música começou aos seis anos, primeiro com o violino e depois com a trompa, aos 12, sob orientação de Olivia Gutoff. Nascida nos Estados Unidos, estudou também com Jerome Ashby no Curtis Institute of Music e com William Purvis na Universidade de Yale, onde concluiu seu mestrado. Tocando música de câmara, Alma já se apresentou em diversos festivais importantes, como o Artes Vertentes, o Savannah Music Festival e o Wien Modern, na Áustria. Nesse formato, também tocou com músicos da Filarmônica de Viena e grupos de destaque, como o Chamber Music Society do Lincoln Center, o New York Wind Soloists e o Jupiter Chamber Players. Em 2010, Alma ajudou a fundar o grupo de câmara Decoda, dedicado ao engajamento comunitário através da música. Integra a Filarmônica como Trompa Principal desde 2013.

Diego nasceu no Rio de Janeiro, onde começou a estudar música aos nove anos de idade na igreja que frequentava. Deu sequência à sua formação no curso técnico da Faetec de Quintino, também no Rio e, desde então, já atuou como Primeiro Trombone na Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, sob regência do maestro Marcos Arakaki, e na Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. Em 2013, ingressou na Academia de Música da Osesp, sob orientação de Wagner Polistchuk, seu tutor até hoje. Antes de se juntar à Filarmônica em 2015, Diego integrou a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Frequentou importantes festivais, como o Projeto Bone Brasil e o Festival de Campos de Jordão, e participou de masterclasses com Jörgen van Rijen, Brandt Attema, Zachary Bond, entre outros.

Programa de Concerto

Sonata para trompa, trompete e trombone | POULENC

Caçula do famoso Grupo dos Seis, Francis Poulenc dedicou a Satie, em 1917, uma Rapsodie Nègre que causou escândalo no Conservatório de Paris, para grande satisfação do destinatário. Simplicidade satienista marca o contraponto das três sonatas para sopros que Poulenc escreveu nos anos 1920. A segunda – para trompa, trompete e trombone – estreou em 1923, no Théâtre des Champs-Elysées. O concerto foi inteiramente dedicado a Satie e Poulenc.

Professor do Conservatório de Paris, o célebre flautista Paul Taffanel, criador da Societé de Musique de Chambre pour Instruments à Vent, foi o destinatário da Petite Symphonie de Gounod. A estreia aconteceu na Sala Pleyel no dia 30 de abril de 1885. A obra apresenta a instrumentação padrão do octeto de sopros mozartiano acrescida do papel de destaque da flauta e exemplifica as melhores qualidades de seu compositor. Gounod, músico de formação abrangente, ganhador do Prêmio de Roma, estudou na Itália, dedicando-se especialmente à arte de Palestrina. Amigo de Mendelssohn, familiarizou-se com Bach e os clássicos vienenses. Em sua obra, porém, percebe-se a fidelidade à tradição francesa, manifesta na pureza das melodias, na clareza e elegância de uma música avessa à exuberância dos efeitos fáceis. Fauré e Ravel consideravam-se seus herdeiros.

Na construção da modernidade musical na França, Claude Debussy ocupa um lugar privilegiado. Seu rompimento com o passado revela um pensamento sonoro totalmente novo que alterou de maneira definitiva a escuta musical. Manteve-se em constante renovação. Em 1913, cativado pelas ilustrações do livro infantil de André Hellé, Debussy terminou a partitura para piano de La boîte à joujoux, com um balé de marionetes em mente. Humor e ternura nortearam essa composição, dedicada à sua filha Chouchou – há citações de canções infantis e de óperas de Gounod e de Bizet. A I Guerra Mundial inviabilizou a apresentação dessa versão pianística. Debussy então começou a orquestrá-la, mas a doença e a morte interromperam o projeto. A versão sinfônica foi completada por seu discípulo André Caplet, e a estreia do balé só aconteceu a 10 de dezembro de 1919, sob a direção de Désiré–Émile Inghelbrecht.

Em uma noite de segunda-feira do ano de 1888, Gustave Doret estava em sua casa em Paris quando Erik Satie bateu à porta. Junto vinha Claude Debussy. Satie levava as partituras de sua nova série de peças para piano, as Gymnopédies. Sentou-se então ao instrumento e se pôs a tocá-las para Doret e Debussy, que prontamente o interrompeu dizendo: “Espere aí, meu velho amigo. Eu deixarei você ouvir a sua música”. Acontece que o excêntrico Erik estava longe de ser bom o suficiente para tirar o melhor resultado de suas próprias criações. E foi através das mãos milagrosas de Debussy que as Gymnopédies ganharam cores vivas e surpreendentes naquele dia. A Doret coube completar: “Resta agora orquestrá-las”. Debussy então replicou: “Muito bem! Se Satie não se opor, começo a trabalhar amanhã”. Em 20 de fevereiro de 1897, estreava na Société Nationale a versão orquestral de Debussy para as Gymnopédies 3 e 1 de Satie, em concerto sob regência de Doret.

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14 abr 2018
sábado, 18h00

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