Expedições: Itália

Fabio Mechetti, regente
Renata Xavier, flauta
Jonatas Bueno, clarinete
Andrew Huntriss, fagote
Evgueni Gerassimov, trompa

|    Fora de Série

ROSSINI
ROSSINI
RESPIGHI
PUCCINI
VERDI
Quarteto de sopros nº 1 em Fá maior
Serenata per piccolo complesso
Rossiniana
Capricho Sinfônico
A força do destino: Abertura

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Integrante da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, Renata começou a estudar música aos sete anos no Conservatório Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Pouso Alegre (MG), cidade onde nasceu. Concluiu seu bacharelado em 2002 na Universidade Estadual Paulista, sob orientação de Jean Noel Saghaard, tendo também sido aluna de Rogério Wolf. Renata participou dos principais festivais de música do país, dentre eles o de Campos do Jordão, a Oficina de Música de Curitiba e o Música nas Montanhas, em Poços de Caldas. Como convidada, apresentou-se junto às sinfônicas de São José dos Campos, de Rio Claro e de Santos. A flautista também integrou outros grupos brasileiros, como as bandas sinfônicas Jovem do Estado de São Paulo e de Cubatão e as orquestras Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, a Jovem de Guarulhos, a Sinfônica Heliópolis e a Sinfônica da USP.

Nascido em São Paulo, Jonatas iniciou seus estudos na Emesp e graduou-se em Clarinete pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), sob orientação do professor Sérgio Burgani. Participou de masterclasses com Wenzel Fuchs, Christoph Muller, Michael Gurfinkel, Ovanir Buosi e Cristiano Alves. Em 2012, ganhou o primeiro lugar na categoria Música de Câmara no concurso Pré-Estreia da TV Cultura, com o Quarteto Nó na Madeira. Com o grupo, apresentou-se como solista em concerto da Orquestra Jovem Tom Jobim, interpretando obras de Léa Freire com arranjo de Luca Raele. Também venceu as edições 2010 e 2011 do concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica Jovem de Guarulhos e a edição 2009 do Jovens Solistas da Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. É músico da Filarmônica desde 2013.

Desde 2011, o escocês Andrew Huntriss integra o naipe de fagotes da Filarmônica. Antes disso, trabalhou como Fagote Principal com a Orquestra do Norte, em Portugal, fez estágio na Filarmônica de Londres e se apresentou como convidado com a Sinfônica de Bournemouth, RTÉ National Symphony Orchestra da Irlanda e o Balé Nacional Inglês. Também se apresentou em transmissões ao vivo com a Sinfônica de Londres e gravou para os Bee Gees com a Filarmônica Real. Fã de música de câmara, Andrew participou de inúmeros grupos, tendo se apresentado no Festival Hall em Londres e realizado uma turnê por igrejas no interior no Reino Unido com seu quinteto de sopros. Filho de membros de orquestra, iniciou os estudos musicais ainda criança, começando no fagote aos doze. Estudou Música e Filosofia na Universidade de Birmingham, e continuou a aperfeiçoar-se na Guildhall School of Music and Drama, sob orientação de fagotistas da Sinfônica da BBC e da Philharmonia Orchestra, obtendo mestrado em Performance.

Evgueni nasceu na Bielorrússia e mudou-se para o Brasil em 1996, para integrar a Orquestra Amazonas Filarmônica, onde tocou por onze anos. Na Europa, foi membro da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Ópera e Balé de Minsk. Apresentou-se com a Filarmônica Nacional da Bielorrússia, a Orquestra Nacional de Rádio e TV, Orquestra Nacional de Câmara e Orquestra Klassik-Avangard. Com ampla experiência em música de câmara, Evgueni já integrou os quintetos de sopros do Teatro Bolshoi na Bielorrússia, do Festival Schleswig-Holstein na Alemanha e da Filarmônica do Amazonas, além do quarteto de trompas BH Horns. Naturalizado brasileiro, o trompista está com a Filarmônica desde 2008 e também integra o seu Quinteto de Metais.

Programa de Concerto

Quarteto de sopros nº 1 em Fá maior | ROSSINI

As Sei Sonate a Quattro de Rossini foram compostas por um jovenzinho de doze anos em 1804 e publicadas somente entre 1825 e 1826. Escritas originalmente para quarteto de cordas, muitas versões foram feitas dessas obras, a começar da versão para orquestra de cordas. A versão para quarteto de sopros mais comumente executada é a realizada pelo clarinetista Friedrich Berr, contemporâneo de Rossini, com quem ele teve contato em junho de 1825, em Paris. A obra mostra um Rossini fora do teatro de ópera, mas ainda brilhante melodista e plenamente capaz de dominar a linguagem instrumental.

A Serenata para Pequeno Conjunto (per Piccolo Complesso), composta em 1823, mostra um Rossini fora do teatro de ópera, mas ainda brilhante melodista e plenamente capaz de dominar a linguagem instrumental. É claro, porém, que a linguagem operística não deixa de estar presente, e na Serenata ouvem-se reminiscências de Semiramide, composta no mesmo período.

Depois de se retirar do cenário operístico, Gioachino Rossini dedicou-se a compor, despretensiosamente, pequenas peças para piano. Disso surgiram quatorze tomos que ele intitulou Péchés de Vieillesse (Pecados da Velhice). Baseado nessas peças é que Ottorino Respighi volta duas vezes seu olhar para Rossini. Na primeira, em 1919, ele compõe um balé (La Boutique Fantasque). Na segunda, em 1925, ele compõe uma suíte orquestral, baseada em quatro peças do décimo segundo tomo, intitulado Quelques Riens (“Coisas à Toa”): Rossiniana. Mais ou menos como nas suas Danças e Árias Antigas para Alaúde, Respighi realiza, tanto no balé quanto na suíte, uma espécie de transcrição livre, que denota não apenas respeito pelas obras originais, mas uma intervenção intencional do próprio Respighi, na orquestração, na seleção e organização dos movimentos.

O nome de Puccini é muito pouco associado à música sinfônica, porém sua palheta orquestral é de inegável riqueza. O Capricho Sinfônico é uma de suas principais obras de juventude, apresentada quando de sua graduação no Conservatório de Milão, em 1883, e já traz o que virá a ser considerado por muitos o stile pucciniano, que busca unir a tradição da melodia italiana à elaboração temática e orquestração wagnerianas. É tal o brilho de sua orquestração que a obra parecia prenunciar um grande compositor de sinfonias. Entretanto, Puccini ganharia notoriedade como operista, graças a obras populares como Manon Lescaut (1893) e La Bohème (1896), sendo que essa última apresenta uma famosa citação ao Capricho. Sucesso desde sua estreia, o Capriccio Sinfonico foi um anúncio do talento do jovem compositor italiano. Sua versão integral, porém, só seria editada quase 90 anos depois, em 1978, graças a Pietro Spada, a quem se deve também a publicação do Prelúdio Sinfônico, outra importante obra de Puccini em início de carreira.

O mais representado dos compositores de ópera atualmente, Verdi já era um homem célebre quando aceitou o convite do Teatro Imperial de São Petersburgo para escrever A força do destino, sobre um drama do escritor espanhol Angel Saavedra. O libreto de Francesco Piave, colaborador habitual de Verdi, manteve-se muito fiel ao original, com diversas passagens traduzidas literalmente da língua de Cervantes. A obra estreou na Rússia, em 1867. Entretanto, insatisfeitos com o resultado, compositor e libretista iniciaram uma segunda versão em 1869, modificando, sobretudo, o princípio e o final. A Abertura, extremamente dramática, substitui o pequeno prelúdio da versão russa e tornou-se uma das peças mais ouvidas de Verdi. Sua força reside na habilidade do autor de entrelaçar diversos motivos, variando-os e intercalando-os com fragmentos melódicos, em contrastes repletos de simbolismo.

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17 mar 2018
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
R$ 44,00
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