Expedições: Rússia

Fabio Mechetti, regente
Philip Hansen, violoncelo
Ara Harutyunyan, violino
Rodrigo M. Braga, violino
Katarzyna Druzd, viola
Robson Fonseca, violoncelo

|    Fora de Série

RACHMANINOV
BORODIN/Rimsky-Korsakov
TCHAIKOVSKY
TCHAIKOVSKY/Fitzenhagen
RIMSKY-KORSAKOV
PROKOFIEV
Quarteto de cordas nº 1 em sol menor: Romance e Scherzo
Noturno
Andante cantabile
Pezzo capriccioso, op. 62
O galo de ouro: Suíte
O amor das três laranjas, op. 33: Marcha e Scherzo

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Violoncelo Principal da Filarmônica desde 2015, Philip é conhecido pela transitoriedade entre diversos gêneros musicais e participação em projetos educacionais e comunitários. Foi embaixador do Departamento de Estado de Cultura dos Estados Unidos na Rússia e artista residente nos conservatórios centrais de Pequim e Shangai, além de membro por longa data da Académie Internationale Musicale em Provença, na França. É fundador e Diretor Artístico do Festival de Música de Câmara Quadra Island, no Canadá. Possui um álbum solo dedicado ao tango, Bragatissimo, que vem sendo tocado em rádios importantes como a NPR dos Estados Unidos e a CBC. Philip também compôs a música tema de Charlie the Cello, um livro infantil e também produção teatral de Deborah Nicholson, em que toca junto à Filarmônica de Calgary (Canadá).

Ara nasceu em uma família de músicos em Yerevan, na Armênia, onde começou a estudar violino aos oito anos. Ao longo de sua carreira, apresentou-se como solista e músico de câmara em seu país e também na Rússia, Geórgia, Quirguistão, Suíça, Líbano, Síria e Estados Unidos. Venceu o Jacoby Soloist Competition da Universidade de Wyoming e foi nomeado finalista nacional do MTNA Young Artist String Competition, ambas nos Estados Unidos. Como solista, músico de câmara e spalla da orquestra da Universidade de Wyoming, realizou muitos concertos na América do Norte, e lecionou violino como membro do String Project da instituição. Ara foi spalla assistente da Sinfônica de Cheyenne durante um ano, antes de se mudar para o Brasil, em 2014, para assumir o mesmo cargo na Filarmônica.

Rodrigo foi violinista da Orquestra do Theatro Municipal de São Paulo e spalla frente a grupos como Camerata Fukuda, Camerata Zajdenbaum, Promété, Ostinato e Académie Nice Festival Orchestra. No início da carreira, recebeu o segundo lugar no Concurso Nacional de Cordas Paulo Bosísio (2005) e venceu o Prêmio Eleazar de Carvalho e o programa Prelúdio da TV Cultura, ambos em 2006. Diplomou-se pelo Conservatório de Paris na classe de Suzanne Gessner e pela École Normale de Musique de Paris na classe de Devy Erlih. Frequentou aulas de música de câmara com o Quarteto Ysaÿe e participou de masterclasses com Patrice Fontanarosa, Stephan Picard, Roland Daugareil, Luc Héry e Maxim Vengerov. É membro da Filarmônica desde 2013.

Integrante da Filarmônica desde seu primeiro ano, Katarzyna é uma violista de grande experiência internacional, tendo se apresentado na Áustria, Irlanda, China, Japão, Rússia, Alemanha, Finlândia e muitos outros países. Participou de vários grupos de câmara e orquestras, entre elas as sinfônicas da Polish National Radio, da Silesian Philharmonic, da Zabrze Philharmonic e da Czestochowa Philharmonic, além da Silesian Chamber Orchestra. No Brasil, integrou o quarteto Taron e atualmente faz parte do quarteto Horizonte. Katarzyna iniciou seus estudos musicais aos sete anos em sua cidade natal, Bytom, no sul da Polônia. Concluiu sua formação dezoito anos depois, na Academia de Música Karol Szymanowski. Já como musicista profissional, participou de masterclasses com músicos como Avri Levitan e Doris Lederer e de concursos e festivais de música como o Youth Orchestra Festival.

Mineiro de São João del-Rei, Robson já se apresentou nas principais salas de concerto do país, como recitalista e camerista. Em 2009, formou-se pela USP, instituição pela qual obteve o I Prêmio Olivier Toni. No ano seguinte, teve aulas com Matias de Oliveira Pinto na Alemanha, e, em 2011, concluiu seus estudos na Universidade de Münster e ingressou na Filarmônica. Durante seis anos, foi chefe de naipe dos violoncelos da Sinfônica de Ribeirão Preto e professor na Escola de Música de Sertãozinho. Robson também foi bolsista do Festival de Campos do Jordão e participou de vários outros festivais nacionais, além de ter se apresentado no Teatro Cólon (Buenos Aires) e em Montevidéu. Foi integrante do Quarteto Mineiro de Cordas, com o qual venceu o Concurso de Música de Câmara da UFMG. Hoje, Robson é membro do quarteto Horizonte e dos trios Belo Horizonte e Villa-Lobos.

Programa de Concerto

Quarteto de cordas nº 1 em sol menor: Romance e Scherzo | RACHMANINOV

A música de câmara de Rachmaninov foi praticamente toda composta no início de sua carreira: dois trios, uma sonata para violoncelo e piano, algumas peças para violino e piano e algumas dezenas de canções, além de dois quartetos de cordas incompletos. O Romance e Scherzo são os dois únicos movimentos que restaram do Quarteto de cordas no 1, composto por volta de 1889, quando Rachmaninov tinha apenas dezesseis anos de idade e era ainda estudante do Conservatório de Moscou. O Romance é doce, enquanto o Scherzo é leve e brilhante. Ambos estavam esquecidos e foram descobertos somente após a morte do compositor.

Quando Borodin morreu, Rimsky-Korsakov e Glazunov assumiram a hercúlea tarefa de organizar, completar, orquestrar e preparar para edição a herança musical do compositor. Além da ópera Príncipe Igor, restavam três sinfonias e um sem-número de obras inacabadas. Com o intuito de tornar a música do amigo mais conhecida no Ocidente, Rimsky-Korsakov orquestrou, para violino e orquestra, o terceiro movimento (Noturno) do Quarteto de cordas no 2 de Borodin, composto em 1881 e dedicado à sua esposa, Ekaterina Protopopova. A ideia provou ser boa. Com suas melodias arrebatadoras, o Noturno tem conquistado o público há mais de um século.

Em 1871, prestes a completar trinta e um anos, Tchaikovsky ficou lisonjeado com o convite de Anton Rubinstein para preparar um programa de concerto com novas obras suas. Mas, como o orçamento não comportaria uma orquestra completa, Tchaikovsky preferiu voltar-se para o quarteto de cordas. Nascia, assim, seu Quarteto de cordas no 1, cujo segundo movimento (Andante cantabile), de tão belo, levaria Leon Tolstoi às lágrimas. Em 1888, já famoso mundo afora, quando da ocasião de um concerto privado em Paris, Tchaikovsky arranjou o Andante cantábile para violoncelo e orquestra de cordas, conservando a essência da versão original.

Foi no dia 28 de fevereiro de 1888, em um concerto privado em Paris, que Tchaikovsky estreou o Pezzo capriccioso, sua segunda obra composta originalmente para violoncelo e orquestra (a primeira foi Variações sobre um tema Rococó, de 1877) e sua última composição completa para solista e orquestra (ele deixaria inacabados um Concerto para piano no 3 e um Andante para piano e orquestra, ambos da década de 1890). O Pezzo capriccioso foi composto no mês de agosto de 1887, tanto na versão para violoncelo e piano como para violoncelo e orquestra. A peça consiste de duas seções, uma melancólica, a outra, enérgica. Logo após a exposição, ambas são reapresentadas de maneira reduzida.

O galo de ouro foi a última ópera de Rimsky-Korsakov. Composta em 1907, contendo três atos, um prólogo e um epílogo, foi baseada no conto de fadas O conto do galo de ouro, de Alexander Pushkin. Pelas fortes conotações políticas, a censura da época sugeriu enormes cortes na história. Rimsky-Korsakov recusou-se a modificar uma vírgula sequer de sua ópera. Acabaria falecendo no ano seguinte sem vê-la no palco. Sua estreia, com cortes, só viria a acontecer em 1909. Após a sua morte, Aleksander Glazunov e Maksimilian Steinberg compilaram quatro dos melhores episódios orquestrais da ópera e os organizaram na forma de uma suíte de concerto.

No início do ano de 1918, logo após a Revolução Russa, Prokofiev abandonou seu país natal e rumou para a Califórnia. Sua primeira encomenda nos Estados Unidos foi a composição de uma ópera para a Chicago Opera Association. Nascia assim, em 1919, a ópera O amor das três laranjas, baseada na peça homônima de Carlo Gozzi, com libreto em francês do próprio compositor, escrito com a assistência da soprano brasileira Vera Janacópulos. A estreia da ópera se deu em 1921, em Chicago, sob a regência do compositor. A Marcha e o Scherzo são, respectivamente, o terceiro e quarto movimentos da suíte em seis movimentos que Prokofiev compilou, em 1924, com trechos da ópera.

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26 mai 2018
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
de R$ 44,00 a R$ 116,00
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IMPORTANTE: este concerto acontecerá normalmente.

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