O início de uma nova década

Fabio Mechetti, regente
Christina e Michelle Naughton, pianos

|    Presto 2018

|    Veloce 2018

NEPOMUCENO
MENDELSSOHN
TCHAIKOVSKY
O Garatuja: Prelúdio
Concerto para dois pianos em Mi maior
Sinfonia nº 5 em mi menor, op. 64

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Nascidas em Princeton, Nova Jersey (EUA), as gêmeas Christina e Michelle Naughton foram reconhecidas pela crítica do jornal Examiner pela "musicalidade estelar, domínio técnico e arte admiráveis". Já tocaram com diversas orquestras norte-americanas e se apresentaram na Europa, Ásia e América do Sul. Gravaram o primeiro álbum em 2012 e, em 2016, estrearam pelo selo Warner Classics, interpretando obras de Messiaen, Johann Sebastian Bach e John Adams. Ambas detentoras do Prêmio Festorazzi, as irmãs Naughton atraem o público em todo o mundo com a unidade criada por sua comunicação musical mística, o que fez com que o jornal The Washington Post as aclamasse como “um dos melhores duetos de piano de nosso tempo”.

Programa de Concerto

O Garatuja: Prelúdio | NEPOMUCENO

Tido pela crítica modernista do final da primeira metade do século XX como um arauto do nacionalismo musical brasileiro, Alberto Nepomuceno é conhecido por ser um dos primeiros a empregar sistematicamente elementos do nosso folclore em suas composições. Foi defensor ferrenho das causas republicana e abolicionista, e atuou como diretor do Instituto Nacional de Música e maestro da Associação de Concertos Populares, realizando um trabalho que teve consequências determinantes para a cultura musical do país. Seu grande interesse pela literatura brasileira e pela valorização da canção em língua portuguesa aproximou-o de alguns dos mais importantes escritores da época, como Coelho Netto, Machado de Assis e Olavo Bilac. O Garatuja é uma comédia lírica, baseada na obra homônima de José de Alencar, com libreto do próprio Nepomuceno. Segundo o compositor, trata-se de uma ópera verdadeiramente brasileira quanto à ambientação carioca, ao uso atualizado da língua portuguesa e à valorização dos ritmos populares, com a marcação sincopada do maxixe e do lundu. Nepomuceno dedicou a esse Prelúdio um longo trabalho, concluindo-o em 1904. Sua première ocorreu no mesmo ano, no Rio de Janeiro, sob a direção do autor. Poucos dias antes da morte de Nepomuceno em 1920, O Garatuja foi apresentado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro sob regência de Richard Strauss.

Tchaikovsky é conhecido pelo grande público principalmente por suas obras para balé, como O quebra-nozes e O lago dos cisnes. No entanto, é em suas seis sinfonias que seu gênio se exprime melhor. Compostas ao longo da vida (a primeira foi escrita aos 26 anos e a última, no ano de sua morte), elas expressam sinteticamente vários aspectos do trajeto que percorreu como compositor, desde o dilema entre o nacionalismo e a universalidade, até à procura por um caminho pessoal de expressão artística dentro do universo romântico. A Quinta Sinfonia foi composta entre maio e agosto de 1888 e conta, se isso for realmente possível em Tchaikovsky, com a presença evidente do elemento russo. Não se trata, porém, de citações ou releituras de material melódico da música tradicional do seu país, mas de uma filtragem e apropriação desse material, estilizado ao máximo no seio de uma linguagem romântica genuína e, por fim, transmutado em elaborações melódicas originais e próprias do compositor, que nunca ousa explorá-lo com excessos patrioteiros. No entanto, paradoxalmente, o segundo movimento – com seu célebre solo de trompa – apresenta um Tchaikovsky de inventividade livre e plena, inclusive nas técnicas de orquestração.

22 fev 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

23 fev 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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