O mundo dentro de uma sinfonia

Fabio Mechetti, regente
Denise de Freitas, mezzo-soprano
Concentus Musicum de Belo Horizonte, coral feminino
Iara Fricke Matte, regente do coral
Infantus, coral infantil
Ilcenara Klem, regente do coral

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MAHLER
Sinfonia nº 3 em ré menor

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Ganhadora do Prêmio APCA 2017, Denise de Freitas possui uma das mais importantes e sólidas carreiras líricas do Brasil na atualidade. Além de extenso repertório sinfônico, Denise tem grandes personagens para a voz de mezzo-soprano, destacando-se Carmem, Dalila de Sansão e Dalila, Laura de La Gioconda, Fenena de Nabucco, O Compositor em Ariadne auf Naxos, Fricka de A Valquíria e Siebel em Faust. Em 2017 interpretou grandes obras. Com a Filarmônica de Minas Gerais, cantou Il Tramonto de Respighi e El amor brujo de Falla, sob regência de Fabio Mechetti. Interpretou Carmem com a Filarmônica de Goiás e Neil Thomson. Na Sala São Paulo cantou a Nona de Beethoven com Marin Alsop, Herodíades em Salomé com Thomas Dausgaard e Sheherazade de Ravel com Markus Stenz. Em Berlim, Paris e Lisboa cantou Yerma de Villa-Lobos. Apresentou o Stabat Mater de Dvorák com Helmut Hilling em turnê europeia. Na Ópera de Bogotá, esteve em As bodas de Fígaro, Os Contos de Hoffmann e O barbeiro de Sevilha. Ao longo de sua carreira, recebeu três vezes o Prêmio Carlos Gomes, além dos prêmios Bidu Sayão, Talentos da Rádio MEC e o Concurso de Interpretação da Canção Brasileira. Com o CD Lembrança de Amor foi premiada pela APCA.

O Concentus Musicum de Belo Horizonte é um grupo misto, com formação vocal e instrumental variável, dedicado à interpretação e difusão de obras dos períodos Barroco, Clássico e Renascentista, bem como de um seleto repertório contemporâneo. Foi idealizado pela maestrina Iara Fricke Matte e fez sua estreia em dezembro de 2016, junto à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, com quem mantém uma frutífera parceria. Entre seus projetos futuros, incluem-se a montagem de obras vocais e orquestrais de J. S. Bach, de seu contemporâneo Jan Dismas Zelenka e de compositores brasileiros coloniais, além de obras instrumentais do século XVIII e início do século XIX.

Regente coral e orquestral, Iara Fricke Matte vem se dedicando intensamente ao estudo e à apresentação de obras dos períodos Barroco, Renascentista e Contemporâneo, com ênfase na performance historicamente embasada. Seu repertório é formado de peças corais a capela, sinfônico-corais e sinfônicas, destacando sua grande afinidade com o repertório de J. S. Bach. Iara é Doutora e Mestre em Regência Coral pela Universidade de Indiana e pela Universidade de Minnesota (EUA), onde se especializou em Música Antiga e História da Música. Professora de regência da Escola de Música da UFMG, foi regente titular e diretora artística do coral Ars Nova, da mesma universidade, com o qual conquistou o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e o terceiro lugar na competição coro misto do 34º Festival de Música de Cantonigròs (Espanha). Em 2016, formou o grupo coral e orquestral Concentus Musicum de Belo Horizonte.

O Coral Infantus de Pedro Leopoldo é um grupo formado por 24 cantores com idade entre nove e quatorze anos. Seu propósito é desenvolver o repertório sacro, erudito e popular para coros infantojuvenis. O Infantus foi idealizado pela maestrina Ilcenara Klem e vem participando ativamente da vida cultural da sua cidade, em concertos e festivais.

Ilcenara Klem é bacharel em Regência pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em Educação Musical pela mesma universidade. Possui o curso técnico de piano pelo Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandes de Montes Claros. Trabalhou como regente dos corais do Centro de Musicalização Infantil da UFMG e dos coros infantil e juvenil do Palácio das Artes, onde participou da produção da ópera Tosca de Giacomo Puccini, do oratório O Messias de Georg Friedrich Haendel e da cantata Carmina Burana de Carl Orff. Regeu também o grupo Meninos Cantores Amadeus e o coral do Jubileu do Sistema de Ensino Arquidiocesano, em Belo Horizonte, entre outros. Ilcenara atuou como professora do Curso de Especialização em Regência da UFMG por dois anos, na disciplina Coral Infantil. Atualmente, é regente do Coral Anos Dourados da Terceira Idade, do Coral Infantus e do Coro Feminino Fraterna, todos em Pedro Leopoldo.

Programa de Concerto

Sinfonia nº 3 em ré menor | MAHLER

As sinfonias de Mahler, de cunho fortemente autobiográfico, não falam apenas de seu criador. Elas representam, sobretudo, o mergulho em um terreno de comunhão, acima das idiossincrasias do compositor, e nos trazem à memória nossas próprias angústias, aflições, mas também nossas alegrias e deslumbramentos diante da Vida e da Natureza. Na Terceira Sinfonia, de modo particular, Mahler transcende as vicissitudes do destino humano e busca além. Parece mesmo, qual Prometeu, desafiador, perscrutar os mistérios da Criação. Seu primeiro movimento refere-se às forças telúricas e é atipicamente longo, tanto que sua dimensão fez com que o compositor dividisse a sinfonia em duas grandes partes, ficando a segunda para os cinco movimentos restantes, baseados em uma sucessão de indagações: o que me dizem as flores do campo; o que me dizem os animais da floresta; o que me dizem os homens; o que me dizem os anjos; e o que me diz o amor. Para o encerramento, Mahler nos reserva uma meditação à altura do movimento lento da Nona Sinfonia de Beethoven. Serenidade, ascese mais que meditação, esse é o momento que parece dar sentido e resumir a longa busca desta Terceira Sinfonia – através dos mistérios da Criação, saciar sua sede de Eternidade.

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13 dez 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
de R$ 44,00 a R$ 116,00
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (44 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papéis.

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14 dez 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
de R$ 44,00 a R$ 116,00
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (44 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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