O mundo dentro de uma sinfonia

Fabio Mechetti, regente
Denise de Freitas, mezzo-soprano
Concentus Musicum de Belo Horizonte, coral feminino
Iara Fricke Matte, regente do coral
Infantus, coral infantil
Ilcenara Klem, regente do coral

|    Allegro 2018

|    Vivace 2018

MAHLER
Sinfonia nº 3 em ré menor

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Dona de uma das mais importantes carreiras líricas do Brasil na atualidade, Denise de Freitas destaca-se como artista versátil e muito musical, tanto no repertório operístico quanto sinfônico. Sua voz de mezzo-soprano, extensa e de cor particularmente escura, faz dela uma intérprete única e sensível, elogiada por público e crítica tanto no drama como na comédia. Nascida em São Paulo, Denise tem se apresentado com os mais renomados maestros e nos mais importantes teatros e salas nacionais, além de bem-sucedidas turnês e aparições no exterior. Vencedora na categoria de melhor cantora do Prêmio Carlos Gomes em 2011, conquistou o mesmo troféu em 2004 e 2009 – neste último, por suas elogiadas criações de Dalila (Sansão e Dalila) e Compositor (Ariadne auf Naxos), ambas para o Municipal de São Paulo.

O Concentus Musicum de Belo Horizonte é um grupo misto, com formação vocal e instrumental variável, dedicado à interpretação e difusão de obras dos períodos Barroco, Clássico e Renascentista, bem como de um seleto repertório contemporâneo. Foi idealizado pela maestrina Iara Fricke Matte e fez sua estreia em dezembro de 2016, junto à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, com quem mantém uma frutífera parceria. Entre seus projetos futuros, incluem-se a montagem de obras vocais e orquestrais de J. S. Bach, de seu contemporâneo Jan Dismas Zelenka e de compositores brasileiros coloniais, além de obras instrumentais do século XVIII e início do século XIX.

Regente coral e orquestral, Iara Fricke Matte vem se dedicando intensamente ao estudo e à apresentação de obras dos períodos Barroco, Renascentista e Contemporâneo, com ênfase na performance historicamente embasada. Seu repertório é formado de peças corais a capela, sinfônico-corais e sinfônicas, destacando sua grande afinidade com o repertório de J. S. Bach. Iara é Doutora e Mestre em Regência Coral pela Universidade de Indiana e pela Universidade de Minnesota (EUA), onde se especializou em Música Antiga e História da Música. Professora de regência da Escola de Música da UFMG, foi regente titular e diretora artística do coral Ars Nova, da mesma universidade, com o qual conquistou o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e o terceiro lugar na competição coro misto do 34º Festival de Música de Cantonigròs (Espanha). Em 2016, formou o grupo coral e orquestral Concentus Musicum de Belo Horizonte.

Programa de Concerto

Sinfonia nº 3 em ré menor | MAHLER

As sinfonias de Mahler, de cunho fortemente autobiográfico, não falam apenas de seu criador. Elas representam, sobretudo, o mergulho em um terreno de comunhão, acima das idiossincrasias do compositor, e nos trazem à memória nossas próprias angústias, aflições, mas também nossas alegrias e deslumbramentos diante da Vida e da Natureza. Na Terceira Sinfonia, de modo particular, Mahler transcende as vicissitudes do destino humano e busca além. Parece mesmo, qual Prometeu, desafiador, perscrutar os mistérios da Criação. Seu primeiro movimento refere-se às forças telúricas e é atipicamente longo, tanto que sua dimensão fez com que o compositor dividisse a sinfonia em duas grandes partes, ficando a segunda para os cinco movimentos restantes, baseados em uma sucessão de indagações: o que me dizem as flores do campo; o que me dizem os animais da floresta; o que me dizem os homens; o que me dizem os anjos; e o que me diz o amor. Para o encerramento, Mahler nos reserva uma meditação à altura do movimento lento da Nona Sinfonia de Beethoven. Serenidade, ascese mais que meditação, esse é o momento que parece dar sentido e resumir a longa busca desta Terceira Sinfonia – através dos mistérios da Criação, saciar sua sede de Eternidade.

13 dez 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

14 dez 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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