Reapresentando nossa harmônica família

Marcos Arakaki, regente

|    Concertos para a Juventude

TCHAIKOVSKY
VILLA-LOBOS
DVORÁK
AMARAL VIEIRA
GUARNIERI
RAVEL
Capricho Italiano, op. 45
Bachianas Brasileiras nº 4: Prelúdio
Serenata em Mi maior, op. 22: Moderato
Entrada Festiva, op. 135
Estudo para instrumentos de percussão
Bolero

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Colaborou com artistas de renome, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, Sofya Gulyak, entre outros. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi Regente Titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Nos últimos anos, Arakaki tem contribuído de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de 70 cidades brasileiras.

Programa de Concerto

Capricho Italiano, op. 45 | TCHAIKOVSKY

Tchaikovsky chegou a Roma em 1879 para visitar seu irmão Modest. Embora fosse dezembro, o clima estava excelente e os irmãos aproveitaram para passear pela cidade. Tchaikovsky, estranhamente, não sentia vontade de trabalhar. Encantado com Roma, ele pouco a pouco concebeu a ideia de escrever uma obra sobre temas italianos, o que de fato começou a fazer em janeiro do ano seguinte. Em menos de um mês a Fantasia Italiana, como ele agora a chamava, estava totalmente esboçada: “[a peça] terá um futuro promissor… graças às melodias encantadoras que encontrei em coleções ou que escutei nas ruas”. Ele tinha razão. A partitura, terminada em 24 de maio e renomeada como Capriccio Italiano, tornou-se uma de suas mais conhecidas. Composta de um único movimento, a obra é uma coleção rapsódica de temas folclóricos enriquecidos por uma orquestração exuberante, que refletem as impressões de Tchaikovsky da cultura e dos cenários da Itália.

Em sua adolescência, Villa-Lobos descobriu e fascinou-se pela música de Bach, encontrando nela algumas analogias com a música tradicional brasileira. Já mais maduro, em uma homenagem ao compositor barroco, Villa escreveu uma série de nove peças, que chamou de Bachianas Brasileiras, cobrindo um espectro que vai do instrumental solo à grande orquestra, passando também pela música de câmara. A Bachiana de número 4 foi originalmente concebida em 1939 para piano solo e orquestrada dois anos depois. O Prelúdio é uma peça breve em que se escutam apenas as cordas.

Composto em 9 de fevereiro de 1953, o Estudo para Instrumentos de Percussão de Guarnieri é um marco: trata-se da primeira obra escrita no Brasil apenas para instrumentos de percussão. Pode parecer estranho se pensarmos na importância do ritmo na música do nosso país (basta lembrar do samba, do maracatu e do maxixe), mas composições dedicadas especialmente a essa formação camerística eram novidade não só aqui, como em todo o mundo – as primeiras peças datam de cerca de trinta anos antes da obra de Guarnieri. O manuscrito original de Guarnieri está no Instituto de Estudos Brasileiros da USP e traz na instrumentação triângulo, pandeiro, reco-reco, caixa clara, tambor militar, pratos, bumbo e dois tímpanos.

Quando Ravel criou o Bolero, jamais imaginou que seu nome ficaria para sempre ligado a essa obra. Nas suas palavras, tratava-se de “dezessete minutos de orquestra sem música”. Ao ser indagado por Honegger a respeito de suas grandes composições, Ravel disse, com um leve toque de ironia: “em toda a minha vida eu compus apenas uma obra-prima, o Bolero. Mas, infelizmente, ele é vazio de música”. Criado por encomenda da bailarina Ida Rubinstein, Ravel decidiu aproveitar na obra um tema que o perseguia há tempos: uma melodia com caráter insistente que ele utilizaria repetidamente, sem desenvolvimento, variando gradualmente o colorido orquestral. Para completar o primeiro tema, compôs um segundo. Muito mais que uma melodia individualizada, o segundo tema funciona como uma espécie de contratema, ou seja, uma melodia que se comporta como um complemento da melodia principal. O Bolero foi estreado no dia 22 de novembro de 1928, no Teatro Nacional da Ópera, em Paris, com o corpo de bailarinos de Rubinstein e coreografia de Bronislava Nijinska. O escândalo que a obra causou em suas diversas apresentações estimulou o compositor a tentar executá-la sem o balé. A versão de concerto foi estreada por Ravel em janeiro de 1930. Hoje uma das partituras mais executadas do repertório internacional, o Bolero pode parecer o resultado de uma composição bem calculada para causar impacto e ser bem sucedida nas salas de concerto. Mas foi com extrema dificuldade que a obra ganhou as graças do público.

4 nov 2018
domingo, 11h00

Sala Minas Gerais
concerto gratuito

Aguarde. Em fevereiro de 2018 divulgaremos como os ingressos serão distribuídos.

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