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Notícias

01/03/2010
Filarmônica de Minas inicia série Allegro com participação da soprano norte-americana Indra Thomas

Concerto homenageia Samuel Barber, além de apresentar obras de Villa-Lobos e Stravinsky

O primeiro concerto da série Allegro desta temporada, na próxima quinta-feira, dia 04 de março, faz uma homenagem ao centenário de nascimento do compositor norte-americano Samuel Barber. O repertório apresenta, ainda, obras do brasileiro Villa-Lobos e do russo Stravinsky. A convidada da noite é a soprano norte-americana, Indra Thomas, que interpretará Knoxville: verão de 1915, de Barber, e Bachianas Brasileiras nº 5, de Villa-Lobos.

Samuel Barber nunca se filiou a qualquer estilo, sempre optando pela liberdade individual de expressão. Primeira obra a ser executada no concerto, A Escola do Escândalo, op. 5 teve sua abertura composta em 1931, quando o compositor tinha apenas 21 anos. Esta foi sua primeira composição para grande orquestra e já demonstra a excelência de Barber nas técnicas de composição e de orquestração. A Abertura da Escola do Escândalo é fundamentada na comédia homônima de Richard Brinsley Sheridan.

Knoxville: verão de 1915 baseia-se em uma breve obra em prosa de James Agee. Barber a compôs em um único movimento e a denominou uma “rapsódia lírica”, procurando refletir musicalmente algo da fluidez espontânea de Agee.

A intérprete Knoxville será a soprano norte-americana Indra Thomas, artista com vasta experiência com orquestras dos EUA, países da Europa e da Ásia. Considerada uma das mais destacadas Aidas da atualidade, Indra fez sua estreia profissional como solista no Requiem, de Verdi, com o New York Choral Society, no Carnegie Hall. 

Neste concerto, Indra Thomas – que gravou a Floresta do Amazonas, de Villa-Lobos – cantará a Bachianas Brasileiras n° 5, uma das peças de Villa mais conhecidas pelo mundo, composta originalmente para soprano e oito violoncelos. O texto de seu primeiro movimento, Ária, é de Ruth Valadares Corrêa; já o segundo, Dança, tem texto de Manuel Bandeira.

O balé Petrushka, de Stravinsky, encerra o concerto. Composta em 1911, a peça recebeu uma versão final em 1947, quando Stravinsky já estava estabelecido nos EUA. É considerada uma das três obras – junto a O Pássaro de Fogo e A Sagração da Primavera – que permitiram a emancipação estilística do jovem Stravinsky. Principal personagem do teatro popular russo de bonecos, Petrushka remonta ao início do século XVIII e, embora seja tradicionalmente um bufão, seu papel no balé de Stravinsky é extremamente trágico.

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