05/03/2010
Tinta Fresca
Obras foram selecionadas por um júri composto pelos renomados compositores brasileiros Almeida Prado, Edino Krieger e Silvio Ferraz
Em 2010 a Filarmônica realiza a segunda edição do Festival Tinta Fresca, concurso destinado a premiar compositores mineiros ou residentes no Estado. O concerto de encerramento do concurso, com regência do maestro Marcelo Lehninger, acontece na próxima quinta-feira, dia 11, no Palácio das Artes, às 20h30, com entrada franca.
O Festival Tinta Fresca será, também, o concerto de estreia do novo regente assistente da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, o jovem maestro Marcelo Lehninger. Após sua primeira apresentação com a Orquestra, no Festival Tinta Fresca, Lehninger conduzirá a Filarmônica de Minas nos Concertos para a Juventude e Clássicos no Parque, além dos Concertos Didáticos e algumas turnês estaduais.
Durante o concerto, o público conhecerá as obras dos cinco finalistas – Andersen Viana, Jônatas Reis, Marcos Filho, Renato Goulart e Sergio Rodrigo – e também o grande vencedor do concurso, que receberá da Orquestra a encomenda de uma obra a ser apresentada na Temporada 2011. Os finalistas foram selecionados por um júri composto pelos renomados compositores brasileiros Almeida Prado, Edino Krieger e Silvio Ferraz.
O concurso Tinta Fresca foi lançado em 2008 e o vencedor foi o jovem Rafael Nassif, cujas obras – a vencedora e a encomendada – foram executadas pela Orquestra Filarmônica em concerto no Palácio das Artes, em outubro de 2009. Em entrevista à página da Orquestra na internet, Rafael Nassif, que atualmente cursa Mestrado na Alemanha, disse sentir-se “imensamente grato pela oportunidade de ver minha peça executada por uma orquestra da qualidade da Filarmônica, o que não é comum nem na Europa. Essa foi minha primeira experiência de grande público para ouvir minha música, que, geralmente, é apresentada em eventos muito específicos de música contemporânea. E o público foi receptivo”, conclui.
As obras e seus autores
Katharsis III, de Andersen Viana, é parte integrante de um projeto conceitual e teórico maior, intitulado Hibridismo, que está sendo desenvolvido pelo compositor desde 1986. Nele, diversas obras estariam conectadas através de células, motivos, frases, partes e até mesmo por movimentos inteiros, formando uma grande teia que conecta um número considerável de obras musicais durante um período significativo de tempo.
Louvor Sinfônico nº1: Adoração ao Criador da Terra, de Jônatas Reis, foi escrita numa linguagem musical pós-romântica, com ênfase nacionalista. A peça é concebida como um canto de louvor e adoração ao Criador da Terra.
Sinfonia Minas – 1º Movimento, de Marcos Filho, apresenta a poética da religiosidade do congado mineiro a partir de uma roupagem orquestral que mescla uma linguagem atonal livre e modal. O autor tem como referência o livro Os sons do Rosário – O Congado mineiro dos Arturos e Jatobá, de Glaura Lucas, bem como estudos de campo do folclore norte mineiro, sobretudo da região de Montes Claros.
Com a obra Stupor, Sérgio Rodrigo pretende fazer surgir, através de operações que configurem timbre e gesto, uma certa gama de qualidades harmônicas. Pensar a harmonia como um desses lugares que despertam admiração e assombro, que paralisam quem a observe mais de perto.
Três Momentos Sinfônicos, de Renato Goulart, reflete uma tentativa de descrever imagens e sensações que ficaram muito marcadas na infância e juventude do compositor.
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