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11 de abril de 2012

Conrad Tao: de "Mary had a little lamb" a "Rapsódia sobre um tema de Paganini"

Por aqui, o jovem músico sino-americano ocupa o banco do piano, mas ele também se dedica à composição e ao violino.

De Mary had a little lamb [Maria tinha um carneirinho] à Rapsódia sobre um tema de Paganini passaram-se aproximadamente 15 anos na vida de Conrad Tao. A primeira é uma canção de ninar estadunidense do século XIX que Tao, então com 18 meses, dedilhou no piano. A segunda, uma obra composta em 1934 pelo russo Sergei Rachmaninoff, que conta com solo de Tao em concerto desta quinta-feira.

Em crítica publicada em fevereiro deste ano por Vivien Schweitzer no The New York Times, ele foi definido como “uma estrela promissora em ascensão acima do horizonte”. Esse é apenas um dos muitos elogios rendidos ao músico sino-americano nos últimos tempos. Robert Battey escreveu em novembro de 2010 para o The Washington Post: “Tao, no entanto, é de fato um jovem homem extraordinariamente talentoso. Depois de abrir com três prelúdios de Debussy, ele estreou uma de suas próprias canções Three Songs - miniaturas bem construídas explorando diferentes humores e texturas sobre o piano”. Além de pianista, ele é compositor e violinista.

Ano passado, Tao entrou para a lista “30 under 30: the youngest stars in the music business” da Forbes, algo como "30 menores de 30: as mais jovens estrelas da indústria da música". Alguns dos outros 29 nomes são nomes que não saem das estações de rádio como Adele, Lady Gaga, Lil Wayne e Katy Perry. De todos, apenas Tao e o fenômeno Justin Bieber têm menos de 20 anos. Não é só em listas que o mundo de Tao se encontra com o universo pop. Prova mais que suficiente desse flerte é Eyelids, álbum digital que lançou no mês passado e que poderia facilmente ser encontrado na prateleira de artistas indie de uma loja de discos (caso, obviamente, o músico não fosse um entusiasta das plataformas web). Aqui, ele responde por uma espécie de “alterego”: Tau Tau.


Vídeo da performance de Conrad Tao na festa dos "30 under 30" promovida pela Forbes.

Um prodígio pouco comum
Conrad Tao é calouro do programa Columbia-Julliard Exchange, que, como o próprio nome adianta, reúne duas das mais prestigiadas instituições de ensino do mundo, a Universidade de Columbia (Nova York) e a Julliard School, oferecendo apenas 15 vagas anuais a alunos “excepcionalmente talentosos”. Trajetórias como a de Tao dificilmente escapam do perigo dos rótulos e o mais frequente deles talvez seja o de prodígio. Não que ele não o seja, mas a impressão é que o pianista-compositor-violinista lida com uma tranquilidade assombrosa e maturidade invejável com as pressões que recaem sobre os gênios, com o bônus de não se render a estrelismos.

Recentemente escreveu em seu blog: “Muitas vezes me perguntam se fico nervoso ou não antes de uma performance. A resposta é sempre um resoluto 'sim'. Eu não posso imaginar que artista não experimenta momentos de tensão antes de pisar no palco. Mas há mais do que isso; sinto que a própria natureza da performance baseia-se no que as pessoas chamam de "medo do palco" - você sabe, tudo se reduz a um borrão quando mais alto soa o coração – reação característica do estresse agudo ”.

Foto: Vanessa Briceno

Categorias: Piano, Solistas, Temporada 2012

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