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voltar20 de abril de 2012
Cartão-postal sonoro
El Salón México apresenta as impressões do estadunidense Aaron Copland após viagem ao país dos mariachis
Aaron Copland (1900 – 1990) visitou o México pela primeira vez em 1932, quando começa a escrever El Salón México, obra impregnada do que o compositor chamou de suas “impressões turísticas”. El Salón foi concluída em 1936 e sua primeira audição pública aconteceu no ano seguinte na capital do país que dá nome à obra. Na época, o presidente dos Estados Unidos, país de Copland, era Franklin Delano Roosevelt, cujo governo ficou famoso principalmente por dois motivos: o New Deal, programa econômico criado a fim de resolver o caos “doméstico” instaurado pós-crise de 1929; e pela “Política da Boa Vizinhança”, que buscava aproximar o Tio Sam da América Latina, principalmente através de aspectos culturais (nós, brasileiros, podemos traduzir esse “espírito de camaradagem” na criação pela Walt Disney do personagem Zé Carioca, que ciceroneia o Pato Donald em visita ao Rio de Janeiro).
El Salón México é, portanto, uma das muitas respostas que surgiram naqueles anos para os anseios da política rooseveltiana de aproximação com o mundo latino-americano. Mas é fato que o valor estético da obra não se encerra em seu contexto. As referências do compositor não brotaram necessariamente do que viu e ouviu em solo asteca. Elas foram extraídas de um conjunto de temas mexicanos, as partituras de El palo verde, La jesusita, El mosco e El malacate, o que fez com que Copland qualificasse seu trabalho como um pot-pourri.
Existem alguns arranjos de El Salón México. O próprio compositor a adaptou em 1947 para o musical Fiesta. Além dele, Leonard Bernstein criou uma versão para piano solo e para dois pianos e Arturo Toscanini, em 1942, também transcreveu a obra para as teclas quando a incluiu em um concerto da emissora NBC que iria reger. El Salón México também ganhou uma versão animada – não em ritmo, já que isso nunca lhe faltou, mas sim em um curta-metragem homônimo para crianças concebido por Paul Glickman, que pode ser assistido na íntegra no Vimeo.
A Filarmônica interpreta El Salón México no dia 24 de abril em concerto com regência de Marcos Arakaki. Para saber dos detalhes e, inclusive, ler o programa completo da apresentação, clique aqui.
A Filarmônica interpreta El Salón México no dia 24 de abril em concerto com regência de Marcos Arakaki. Para saber dos detalhes e, inclusive, ler o programa completo da apresentação, clique aqui.
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