Fabio Mechetti Diretor Artístico e Regente Titular

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19/07/2013

Allegro VII

Filarmônica de Minas Gerais realiza dois concertos em homenagem ao bicentenário do compositor Giuseppe Verdi

Para celebrar o bicentenário de nascimento de Guiseppe Verdi, gênio da ópera italiana, a Filarmônica de Minas Gerais interpreta, nos dias 25 e 26 de julho, a majestosa Messa da Requiem. No palco, sob regência de Fabio Mechetti, estarão mais de 230 músicos: a soprano Mariana Ortiz, a mezzo-soprano Elise Quagliata, o tenor Fernando Portari, o baixo Denis Sedov e os corais líricos de Minas Gerais e do Theatro Municipal de São Paulo. As duas apresentações acontecem no Grande Teatro do Palácio das Artes, às 20h30.

A Messa da Requiem
De Giuseppe Verdi, a Filarmônica executa a Messa da Requiem. O compositor passou por constantes transformações estilísticas, mas, ainda assim, sua música manteve traços vigorosos e extremamente pessoais, o que fez de Verdi um músico de seu povo e de seu tempo. A Itália do Risorgimento, movimento pela independência e unificação do país no período pós-napoleônico, o elegeu como artista símbolo de seus ideais, uma vez que sua estética correspondia às mais profundas aspirações sociais da nação.

A Messa da Requiem é associada a outros dois artistas emblemáticos do nacionalismo italiano: o compositor Gioachino Rossini e o escritor Alessandro Manzoni. Quando Rossini morreu, Verdi sugeriu que doze compositores o homenageassem com um requiem. O projeto foi abandonado pelo comitê organizador, mas Verdi trabalhou a seção que lhe tinha sido reservada, o Libera me conclusivo. Cinco anos depois, morria o poeta Alessandro Manzoni. Verdi o admirava particularmente e assumiu, como um ato cívico, a tarefa de finalizar o antigo requiem — desta vez, sozinho. A Messa da Requiem de Verdi foi executada, pela primeira vez, na Igreja de São Marcos, em Milão, regida pelo próprio compositor, no dia do primeiro aniversário da morte de Manzoni.

A soprano Mariana Ortiz

Natural da Venezuela, estudou canto no Conservatório de Música de Aragua, além de se dedicar à Educação Musical na Universidade de Carabobo e de ser Mestre em Canto no Koninklijk Conservatorium Brussel. Entre os papéis que interpretou, estão Erste Dame em Die Zauberflöte (Mozart); Proserpina e Messagera em L’Orfeo (Monteverdi); Mimi e Musetta em La Bohème (Puccini); Comtessa em Bodas de Fígaro (Mozart); Donna Anna em Don Giovanni (Mozart); Isabel a Católica em Os Martírios de Colón (Ruiz); Pallade e Damigella em L’Incoronazzione di Poppea (Monteverdi). Foi Violeta Valery em La Traviata (Verdi), Salud de A Vida Breve (Falla) e Frasquita em Carmen (Bizet), além de ter cantado a 9ª Sinfonia de Beethoven, o Requiem de Mozart, a 2ª e a 4ª sinfonias de Mahler, Messias, de Haendel, Bachianas nº 5 e Floresta do Amazonas, de Villa-Lobos.

A mezzo-soprano Elise Quagliata

A artista norte-americana ganhou notoriedade pela beleza única de sua voz, assim como pela inteligência musical e pela versatilidade teatral. Recentemente, deixou o público perplexo com a comovente interpretação da Sister Helen em Dead Man Walking, de Jake Heggie. Outros sucessos foram o papel de Jo em Little Women, de Mark Adamo; o novo ciclo de Jake Heggie, The Breaking Waves; a protagonista Anya em The Wooden Sword, de Sheila Silver; Candy Mallow em The Golden Ticket, de Peter Ash; Cornélia em Giulio Cesare, de Handel; Carmen em La Tragedie de Carmen; e Musa/Nicklausse em Os contos de Hoffmann. Classificada entre os quatro vencedores da Competição Liederkranz Society’s Lieder, apresentou-se no Weill Recital Hall, no Carnegie Hall. Em 2005, venceu as audições distritais do Metropolitan Opera para a cidade de Nova York.

O tenor Fernando Portari

Estreou em 2010 com grande sucesso no mítico La Scala de Milão, em Fausto, de Gounod. Apresentou-se nos teatros La Fenice, em Veneza, na Ópera de Roma, no Teatro São Carlos de Lisboa, Massimo de Palermo, na Deutsche Oper de Berlim, Tokyo, Helsinki e Varsóvia. Atuou em Anna Bolena, no teatro Massimo, de Palermo, e em La Traviata, na Ópera de Hamburgo e em Colônia. Apresentou-se em La Bohème, na cidade de Berlim, e em Sevilha, além de ter representado Werther no Teatro Bellini de Catania e em La Coruña. Em São Paulo, interpretou vários protagonistas, além de atuar nas estreias mundiais das óperas A Tempestade, de Ronaldo Miranda, sobre texto de Shakespeare, e Olga, de Jorge Antunes, baseada na vida de Olga Benario. Brasileiro, Fernando Portari recebeu o Prêmio APCA e, por duas vezes, o Prêmio Carlos Gomes.

O baixo Denis Sedov

Com sua voz e presença marcantes, o cantor russo estreou recentemente na Royal Opera House como Fígaro, em As Bodas de Fígaro, e Leporello, em Don Giovanni, sob a batuta de Riccardo Muti no Teatro alla Scala, e, também, Colline, em La Bohème, na Ópera de Paris. O artista, que já se apresentou com todas as grandes orquestras do mundo, gravou, para o selo Deutsche Grammophon. Suas apresentações recentes incluem Colline, em La Bohème, e Ludovico, em Otello, na Ópera de Cincinnati; Raimundo, em Lucia di Lammermoor, com a Ópera de Pittsburgh; Frei Lourenço, em Romeu e Julieta, no Teatro Municipal Giuseppe Verdi de Salerno; Gremin, em Eugene Onegin, com a Ópera de Cincinnati; The Bells, de Rachmaninoff, com a Orquestra do Palau de la Musica, em Valencia, e Ivan, o Terrível, de Prokofieff, com a Orquestra Filarmônica de Málaga.

Coral Lírico do Theatro Municipal de São Paulo
Criado em 1939, teve a temporada de estreia marcada por dezesseis óperas inaugurais, preparadas pelo maestro Fidélio Finzi. Em 1947, Sisto Mechetti assume a função de maestro titular, consolidando o prestígio do grupo e o dirigindo por longo período. Esteve sob a regência de renomados maestros e compositores, como Tullio Serafin, Olivero De Fabritis, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi, Francisco Mignone, Heitor Villa-Lobos, Roberto Schnorremberg, Marcello Mechetti e Fabio Mechetti. Desde 1994, está sob o comando de Mário Zaccaro, que ampliou seu efetivo de cantores e introduziu inovações nas técnicas de preparação musical, obtendo excelentes resultados, entre eles, os prêmios de Melhor Conjunto Coral, pela APCA, e o Prêmio Carlos Gomes, na categoria ópera, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

Coral Lírico de Minas Gerais
Criado em 1979, é um corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado e um dos raros grupos corais com programação artística permanente e repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. O grupo se apresenta em cidades do interior de Minas e em capitais brasileiras contribuindo para a democratização do acesso de diversos públicos ao canto coral. Seu atual regente titular é o maestro Lincoln Andrade, premiado nos Estados Unidos e na Europa. Produtor musical, apresentador e entrevistador, Lincoln é também professor de regência e coordenador da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Nos festivais brasileiros, ministra palestras sobre regência e canto coral.

Fabio Mechetti, regente
Mariana Ortiz, soprano
Elise Quagliata, mezzo
Fernando Portari, tenor
Denis Sedov, baixo


VERDI Messa da Requiem

25 e 26 de julho, às 20h30
Grande Teatro do Palácio das Artes
Ingressos: R$ 60,00 (Plateia I), R$ 46,00 (Plateia II) e R$ 30,00 (Plateia superior).
Meia-entrada para estudantes e maiores de 60 anos, mediante comprovação.
Informações: (31) 3236-7400

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