A orquestra moderna II

Fabio Mechetti, regente

|    Fora de Série 2021

RAVEL
PROKOFIEV
BARTÓK
Alborada del gracioso
O amor das três laranjas, op. 33bis: Suíte Sinfônica
Concerto para orquestra, BB 123

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Programa de Concerto

O Concerto para orquestra é uma obra de síntese e de superação. Nele, temas e procedimentos composicionais inspirados em tradições populares e na música erudita convivem, de forma orgânica, em um tecido composicional exuberante. A obra, por sua riqueza de atmosferas, de contrastes e, particularmente, por sua força e vitalidade, não deixa entrever as provações e os sofrimentos pelos quais passava Béla Bartók. Exilado nos Estados Unidos em virtude da ascensão do nazismo na Hungria, o compositor enfrentava dificuldades materiais, sentia falta da terra natal e, já nessa ocasião, sofria da doença que viria a vitimá-lo. Apesar disso, o Concerto dá mostras de transcendência diante das adversidades, como podemos depreender dos comentários do próprio compositor, em nota de programa na qual ressalta o percurso dos cinco movimentos. Para Bartók, essa obra, apesar do espírito extrovertido do segundo movimento, “apresentava uma transição gradual da severidade do primeiro” e da “lúgubre canção de morte do terceiro” em direção à “afirmação de vida” que marca o movimento conclusivo. Essa trajetória tem como ponto de partida uma atmosfera de música noturna – que lembra o quarto movimento da Suíte para piano, Ao ar livre, que Bartók havia composto em 1926 – e culmina no vigor e trepidação rítmica do movimento final.

6 nov 2021
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
Quero ser lembrado deste concerto.
adicione à agenda 06/11/2021 6:00 PM America/Sao_Paulo A orquestra moderna II false DD/MM/YYYY