Filarmônica em Câmara

Rommel Fernandes, violino
Ara Harutyunyan, violino
Lucas Barros, violoncelo
Marcelo Cunha, contrabaixo
Arthur Vieira Terto, violino
Gideôni Loamir, violino
Nathan Medina, viola
William Neres, violoncelo
Hyu-Kyung Jung, violino
Flávia Motta, viola
Lina Radovanovic, violoncelo
Ayumi Shigeta, piano
Maria Fernanda Gonçalves, oboé
Luis Andrés Moncada, violino
Valentina Shmyreva, viola

|    Filarmônica em Câmara

ROSSINI
MOZART
PEJACEVICH
FRANÇAIX
Sonata para cordas nº 1 em Sol maior
Quarteto de cordas em Ré maior n° 21, K. 575, “Prússia nº 1”
Quarteto com piano em ré menor, op. 25
Quarteto para corne inglês, violino, viola e violoncelo

Rommel Fernandes, violino

Rommel Fernandes é spalla associado da Filarmônica e mantém intensa atividade como recitalista e músico de câmara. Foi solista frente a diversas orquestras, incluindo a Filarmônica de Minas Gerais, a Osesp (como vencedor do concurso Jovens Solistas), Orquestra Unisinos, Orquestra de Câmara da Unesp, Advent Chamber e Northwestern University Chamber Orchestra. Destaca-se também como intérprete de música contemporânea, atuando com os grupos Oficina Música Viva e Sonante 21. Realizou primeiras audições mundiais de obras de Douglas Boyce (Floruit Egregiis, para violino e cello) e Silvio Ferraz (Partita II, para violino solo), além de estreias brasileiras de obras de Pierre Boulez (Anthèmes I, para violino solo) e Mario Mary (Aarhus, para violino e eletrônica). Foi músico convidado das sinfônicas de Boston e Chicago, colaborou com o grupo Fifth House Ensemble, fez parte do corpo docente da North Park University e foi membro da Chicago Civic Orchestra.

Ara nasceu em uma família de músicos em Yerevan, na Armênia, onde começou a estudar violino aos oito anos. Ao longo de sua carreira, apresentou-se como solista e músico de câmara em seu país e também na Rússia, Geórgia, Quirguistão, Suíça, Líbano, Síria e Estados Unidos. Venceu o Jacoby Soloist Competition da Universidade de Wyoming e foi nomeado finalista nacional do MTNA Young Artist String Competition, ambas nos Estados Unidos. Como solista, músico de câmara e spalla da orquestra da Universidade de Wyoming, realizou muitos concertos na América do Norte, e lecionou violino como membro do String Project da instituição. Ara foi spalla assistente da Sinfônica de Cheyenne durante um ano, antes de se mudar para o Brasil, em 2014, para assumir o mesmo cargo na Filarmônica.

Lucas Barros nasceu em uma família de músicos. Começou pelo violino e oboé com seus tios e, aos nove anos de idade, decidiu seguir os estudos com o violoncelo, orientado por Antonio Viola, da Universidade Estadual de Minas Gerais. Dois anos mais tarde, passou a aperfeiçoar-se com Fabio Presgrave, na Escola de Música de São Brás do Suaçuí. Também foi regularmente orientado por seu tio Eliseu Barros, professor de violino na Universidade Federal de Minas Gerais. Participou de diversos festivais, como o Internacional de Campos do Jordão, o Música nas Montanhas e o Villa-Lobos. Atuou como solista com as orquestras Filarmônica e Sinfônica de Minas Gerais, Filarmônica de Goiás, Sinfônica da UFRN, a de Câmara Sesiminas, entre outras. Apresentou-se também na temporada de concertos do BNDES, no Rio de Janeiro. Lucas recebeu o Primeiro Prêmio no VI David Popper International Cello Competition (Hungria – 2015); o segundo lugar geral e o prêmio Nanny Devos para o brasileiro mais bem colocado no Rio International Cello Encounter (2013); o primeiro lugar no Concurso para Jovens Solistas da Sinfônica de Minas Gerais (2010 e 2011). Em 2015, venceu o concurso promovido pelo Mozarteum Brasileiro, que lhe proporcionou um ano na academia da Deutsches Symphonie-Orchester Berlin (DSO Berlin). Lá estudou com Matias de Oliveira Pinto, Mathias Donderer e Fabio Presgrave. Lucas é violoncelista na Filarmônica desde 2017.

Marcelo nasceu em Belo Horizonte, onde deu início aos seus estudos com o professor Hector Espinosa na antiga Scola Cantorum do Palácio das Artes. Posteriormente, passou a estudar com Antonio Arzolla no Rio de Janeiro. Obteve licenciatura em Música pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), bacharelado em Contrabaixo pela Unicamp e mestrado em Música pela Unirio. Integrou as orquestras Sinfônica de Minas Gerais, Sinfônica de Campinas e Sinfônica de Santo André. Aperfeiçoou-se em masterclasses com Gary Karr, Wolfgang Gutler, Diana Gannett, David Neubert, Milton Masciadri, Fausto Borem e Michael Cameron. Participou dos festivais de inverno de Juiz de Fora, da UFMG, de Ouro Preto e da cidade carioca de Campos. Frequentou também o Festival Internacional de Brasília, o II Encontro Nacional de Contrabaixos em São Paulo, o I Seminário de Pesquisa em Performance na UFMG, o IV Encontro Internacional de Contrabaixistas em Goiânia e o Festival de Música de Brive-la-Gaillarde, na França. Atualmente, também é professor de Contrabaixo da Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais.

Arthur nasceu em Belo Horizonte, onde iniciou seus estudos no Centro de Musicalização Infantil da UFMG. Graduou-se pela mesma universidade em 2005 e participou de diversas masterclasses no Brasil e nos Estados Unidos. Integrou o Jung Quartet de 1998 a 1999 e o Quarteto Vivace de 2002 a 2005. Venceu o concurso Jovens Solistas da UFMG e recebeu o segundo lugar no Concurso Nacional de Cordas Paulo Bosísio em 2003 e 2005. Atuou como solista frente às orquestras Sinfônica da Escola de Música da UFMG e do Sesiminas. Já se apresentou com a Sinfônica de Minas Gerais como músico convidado e fez parte da Orquestra Experimental da UFOP. Arthur também foi professor da Orquestra Sinfônica Jovem do Palácio das Artes. É membro da Filarmônica desde 2008 e integra o Quarteto Musik desde 2016.

Gideôni iniciou seus estudos de violino aos oito anos de idade no projeto Cidade da Música, em Volta Redonda, interior do Rio de Janeiro. Durante seus nove anos na instituição, foi orientado pelos professores Maria José dos Campos, Paulo Bosísio e Ricardo Amado. Em 2010, ingressou no projeto Música nas Escolas como instrumentista e professor, sob supervisão de Ana de Oliveira, atuando também como spalla na Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. Em 2015, formou-se sob orientação de Davi Graton na Academia da Osesp, onde também teve aulas com Emmanuele Baldini. O violinista participou de festivais como o de Música de Pelotas (2014 e 2015) e de Campos do Jordão (2013). Atuou como spalla nas edições 2012 e 2013 da orquestra do Festival de Música de Santa Catarina, tendo recebido o prêmio de aluno revelação na primeira. Aperfeiçoou-se também no curso de prática de improvisação no Instituto de Artes Califórnia, em Los Angeles, no ano de 2011.

Nathan Medina começou a estudar música aos sete anos em Portland (EUA), sua cidade natal. Teve aulas de violino com Kathy Walden e Robert Hertzel. Aos dezoito anos, ganhou bolsa para aperfeiçoar-se com Kelly Farris na Eastern Washington University e tocar na Spokane Symphony, sob direção de Fabio Mechetti. Nos verões de 1994 e 1995, começou seus estudos em viola e continuou se dedicando ao violino na Meadowmount School of Music com Alan Bodman. Graduou-se em Violino pela Eastern Washington University e é Mestre pela Universidade de Washington, sob orientação de Steven Staryk e Robert Davidovici. Nathan foi Viola Principal na Yakima Symphony de 1998 a 2000. Nesse mesmo período, foi chefe dos Segundos Violinos da Federal Way Symphony e da Spokane Symphony. Em 2001, iniciou doutorado pela Universidade de Washington, recebendo bolsa Brechemin para estudar viola com Helen Callus e violino com Ronald Patterson. Aperfeiçoou-se na Le Domaine Forget Académie de Music, no Canadá, de 2003 a 2004.

William Neres é graduado em Música pela Universidade Federal de São João del-Rei, com período de mobilidade acadêmica na Universidade Federal de Uberlândia, nas classes dos professores Abel Moraes e Kayami Satomi, respectivamente. Especializou-se em Violoncelo e Música de Câmara na École Normale de Musique de Paris, sob orientação de Roland Pidoux e Chantal De Buchy. Foi premiado nos concursos Paulo Bosísio, Eleazar de Carvalho e Música XXI. Junto ao violonista Adriano D. Melo, participou das séries Segunda Musical (BH), Jovem Músico BDMG (BH) e Semana do Violão (Juiz de Fora). Com o UDI Cello Ensemble, realizou turnês pelo Brasil e França. Apresentou-se também com as orquestras sinfônicas de Poços de Caldas e Pouso Alegre e com a Jazz Sinfônica de São José do Rio Pardo.

Hyu-Kyung Jung nasceu em Seul, Coreia do Sul, mas foi em Hamburgo, na Alemanha, que iniciou seus estudos de violino aos seis anos, recebendo aos onze anos a sua primeira premiação no Jugend Musiziert, em Frankfurt. Após concluir seu bacharelado em 2006 na Kyung Hee University em Seul, retornou à Alemanha, onde concluiu o Mestrado e o Artist Diploma na Musikhochschule Münster. Seus orientadores foram Ji-Yoon Ahn, Helge Slaatto e Martin Dehning. Também fez cursos com Malcolm Goldstein, Michael Gaiser e Young-Mi Cho. Hyu-Kyung foi membro da EuroAsian Symphony Orchestra e da Sinfonieorchester Münster, além de spalla da Kammerorchester Westfalen. Violinista do Emsland Quartett, apresentou-se na Holanda, no Chile e no prestigiado festival Schleswig-Holstein, na Alemanha. Ainda como camerista, atuou na WDR3 Musikfest e na Deutscher Rundfunk. Trabalhou com os compositores Rudolf Kelterborn, Kurt Schwertsik e Sidney Corbett em diferentes festivais de música contemporânea.

Flávia Motta iniciou seus estudos musicais aos sete anos em sua cidade natal, Juiz de Fora. Aperfeiçoou-se com Jadenir Lacorte, Jairo Diniz, Alexandre Razera e Marco Lavigne. Bacharel em Viola pela Unirio, venceu o Concurso Jovens Solistas Paulo Bosísio 1999. Foi membro da Orquesta de Jóvenes Latinoamericanos e musicista convidada da Sinfônica Simón Bolívar. Integrou a a orquestra do Festival de Música Schleswig-Holstein por dois anos e com ela realizou turnês pela Europa e Estados Unidos. Flávia apresentou-se sob regência de Claudio Abbado, Gustavo Dudamel, Christoph Eschenbach, Eiji Oue, Iván Fischer, Mstislav Rostropovich, Christoph von Dohnányi e Semyon Bychkov. Participou de masterclasses com Ingrid Zur, Wilfried Strehle, Urlich Knozer, Clemens Weigel, Benhard Gmelin e Csaba Erdelyi. Antes de se juntar à Filarmônica, integrou as orquestras Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, Sinfônica Brasileira, Petrobras Sinfônica, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a Camerata Antiqua de Curitiba, as duas últimas como Primeira Viola.

Lina está com a Filarmônica desde sua criação, em 2008. Antes disso, integrou a orquestra de cordas Dusan Skovran, em Belgrado, e a Orquestra Jovem de Sarajevo, na Bósnia. Por três anos, foi musicista da Filarmônica de Belgrado. Nascida na Sérvia, graduou-se pela Faculdade de Música de Belgrado, na classe do professor Dejan Bozic. Lina recebeu diversas premiações em seu país, inclusive o terceiro prêmio do Concurso Internacional Petar Konjovic e o primeiro e segundo prêmio do Concurso da República da Sérvia. Participou do Seminário Internacional de Música de Câmara em 2004 e, durante o evento, apresentou-se por diversas cidades da Itália, Eslovênia e Áustria. Aperfeiçoou-se com professores como Rubén Dubrovsky, Alban Gerhardt, Mark Kosower e Mineo Hayashi.

Camerista premiada em diversos concursos nacionais, Ayumi apresentou-se como solista na Filarmônica de São Paulo, na Orquestra da Rádio e Televisão Cultura e na Osesp, onde tem atuado também como tecladista convidada. Aperfeiçoou-se em festivais, aulas e masterclasses com professores e pianistas renomados, como Paul Rutman, Paul Badura-Skoda e Gilberto Tinetti. Natural de Hyogo-ken, Japão, Ayumi se mudou para o Brasil em 1977. Aos quinze anos, realizou seu primeiro recital solo, no Masp, executando o Concerto de Brandemburgo nº 5 de Bach. Estudou na Escola Municipal de Música de São Paulo e na Fundação Magda Tagliaferro, onde é professora de piano desde 2000. Graduou-se pela Faculdade Mozarteum e é Mestre pela Unicamp, sob orientação de Eduardo Garcia e Mauricy Martin. Com bolsa da Fundação Vitae, formou-se em Cravo sob a orientação de Ilton Wjuniski na Fundação Magda Tagliaferro. É Tecladista Principal da Filarmônica desde 2010.

Maria Fernanda Gonçalves iniciou seus estudos musicais na Banda Filarmônica Cardeal Leme, em Espírito Santo do Pinhal, SP, prosseguindo na Escola Municipal de Música, na capital paulista, com Benito Sanchez. Formou-se Bachareal em Música pela FIAM FAAM com Éser Menezes. Estudou ainda com Alexandre Ficarelli, Peter Apps e Washington Barella. Entre os festivais brasileiros, participou do Festival de Inverno de Campos do Jordão, Festival Música nas Montanhas de Poços de Caldas e Oficina de Música de Curitiba. Na Alemanha, participou de Masterkurs em Markneukirchen, com Ingo Goritzki e Gregor Witt, e em Bruhl, com Christian Wetzel. Realizou masterclass com Alex Klein, Humbert Lucarelli, Andreas Wittmann, Tomas Indermuhle, Isaac Duarte e Albrecht Mayer. Maria Fernanda integrou a Orquestra Experimental de Repertório e com o grupo venceu o Concurso Jovens Solistas duas vezes. Foi membro da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, atuando também como solista, e da Orquestra Sinfônica de Santo André. Como musicista da Orquestra Sinfônica Brasileira, teve a oportunidade de trabalhar com maestros como Lorin Maazel, Semyon Bychkov, Eiji Oue e Pinchas Zukerman. Integra ainda o Quarteto Françaix. Maria Fernanda faz parte do naipe de Oboés da Filarmônica como corne inglês solo.

O venezuelano Luis Andrés Moncada formou-se na Academia Latino-americana de Violino, parte do El Sistema, sob orientação de Sergio Celis e José Francisco del Castillo. Participou de festivais de música na Venezuela, em outros países latinos e também na Europa, recebendo aulas de Felicitas Clamor-Hofmeister, Daniel Stabrawa, Christian Stadelmann, Alexis Cardenas, Virginie Robbiliard, Donald Weilerstein e Markus Daunert. De 2007 a 2017, sob regência de Christian Vásquez, foi chefe de naipe da Sinfônica Teresa Carreño, na Venezuela. Com o grupo, apresentou-se em festivais como o de Salzburgo, o de Lucerna e o BBC Proms de Londres, e em salas como a Philharmonie de Berlim, o Concertgebouw de Amsterdam, o Konzerthaus de Viena, Teatro alla Scala de Milão e o National Performing Arts de Pequim. Já trabalhou com Claudio Abbado, Sir Simon Rattle, Gustavo Dudamel, Plácido Domingo, Itzhak Perlman, Yo-Yo Ma, Lang Lang, Yuja Wang, Juan Diego Flórez, Pinchas Zukerman, Rafael Frühbeck de Burgos, Ricardo Castro e Martha Argerich. Luis foi membro do Quarteto Teresa Carreño, com o qual venceu as três últimas edições do Concurso Nacional de Música de Câmara de Caracas. Entre 2017 e 2018, antes de se juntar à Filarmônica, trabalhou com o Neojiba e integrou a Orquestra Sinfônica da Bahia. Toda a sua carreira teve o apoio e a orientação do maestro José Antonio Abreu, fundador do El Sistema.

Natural de Novosibirsk, a violista russa Valentina Shmyreva completou o bacharelado e o mestrado em performance no Conservatório Estatal de sua província natal. Após trabalhar alguns anos na Orquestra de Câmara de Novosibirsk, tornou-se membro da Orquestra Sinfônica de Novosibirsk em 1992. Ingressou na Novosibirsk Kamerata em 1995, sendo violista principal do grupo a partir de 2001.

Valentina atuou como solista com a Orquestra Sinfônica de Novosibirsk e a Novosibirsk Kamerata. Como musicista desses grupos participou de turnês na França, Inglaterra, Alemanha, Suíça, Espanha e Japão. Ao longo de sua carreira, trabalhou com artistas como Mstislav Rostropovich, Valery Gergiev, Alexander Lazarev, Vladimir Spivakov, Natalia Gutman, Vadim Repin, Maxim Vengerov, Mikhail Pletnev, Alexander Knyazev e Denis Matsuev.

Nos Estados Unidos, participou do Cello Plus Music Festival na Universidade Estadual de Michigan e atuou nas orquestras sinfônicas de Grand Rapids, Kalamazoo, Lansing, Traverse, West-Michigan e West Virgina. Valentina foi membro da Midland Symphony e violista principal assistente das orquestras South-West Michigan e Battle Creek Symphony.

Programa de Concerto