Filarmônica em Câmara | Verdi, Bax e Schubert

Luka Milanovic, violino
Hyu-Kyung Jung, violino
Mikhail Bugaev, viola
William Neres, violoncelo
Maria Fernanda Gonçalves, corne inglês
Clémence Boinot, harpa
Luis Andrés Moncada, violino
Ana Paula Schmidt, violino
Valentina Shmyreva, viola
Eduardo Swerts, violoncelo
Frank Haemmer, violino
Camila Pacifico, violoncelo
Marcos Lemes, contrabaixo
Ayumi Shigeta, piano

|    Filarmônica em Câmara

VERDI
BAX
SCHUBERT
Quarteto de cordas em mi menor
In Memoriam
Quinteto em Lá maior, op. 114, D. 667, "A Truta"

Luka Milanovic, violino

Luka Milanovic nasceu em Belgrado, Sérvia, onde estudou violino na Escola Primária e Secundária Kosta Manojlovic, com a professora Sanda Dramićanin. Em seu país, conquistou o primeiro lugar na Republic Competition of Chamber Duos em 2002, foi laureado na competição Vojislav Vučković em 2002 e 2003, anos em que também foi premiado na competição Smederevski Dani. Em 2011, formou-se pela Faculdade de Música da Universidade de Belgrado na classe da professora Jasna Maksimović. Em 2020, tornou-se Mestre pela UFMG. Atuou como solista e membro da orquestra do grupo folclórico Frula em apresentações nos EUA, Alemanha e Chipre. Tocou com a Berliner Jugendorchestra em Belgrado como um dos convidados da Sérvia. Luka integra a Filarmônica de Minas Gerais desde 2008. Tanto na música de câmara quanto na música popular mineira, mantém rotina de gravações e apresentações com artistas como Rafael Martini, Felipe José, Davi Fonseca e Paulim Sartori. Frequentou masterclasses de Igor Ozim, Vadim Gluzman, Rachel Barton Pine e Augustin Hadelich. Desde 2020, está sob mentoria de Robert Lakatos.

Hyu-Kyung Jung nasceu em Seul, Coreia do Sul, mas foi em Hamburgo, na Alemanha, que iniciou seus estudos de violino aos seis anos, recebendo aos onze anos a sua primeira premiação no Jugend Musiziert, em Frankfurt. Após concluir seu bacharelado em 2006 na Kyung Hee University em Seul, retornou à Alemanha, onde concluiu o Mestrado e o Artist Diploma na Musikhochschule Münster. Seus orientadores foram Ji-Yoon Ahn, Helge Slaatto e Martin Dehning. Também fez cursos com Malcolm Goldstein, Michael Gaiser e Young-Mi Cho. Hyu-Kyung foi membro da EuroAsian Symphony Orchestra e da Sinfonieorchester Münster, além de spalla da Kammerorchester Westfalen. Violinista do Emsland Quartett, apresentou-se na Holanda, no Chile e no prestigiado festival Schleswig-Holstein, na Alemanha. Ainda como camerista, atuou na WDR3 Musikfest e na Deutscher Rundfunk. Trabalhou com os compositores Rudolf Kelterborn, Kurt Schwertsik e Sidney Corbett em diferentes festivais de música contemporânea.

Mikhail Bugaev nasceu em Novosibirsk, Rússia. Durante sua formação no Conservatório Estatal de Novosibirsk, onde estudou com Yuri Mazchenko, Mikhail iniciou sua carreira profissional como membro da Orquestra Sinfônica de Novosibirsk e da Novosibirsk Kamerata. Em 2009, mudou-se para os Estados Unidos para prosseguir os estudos e, em 2013, completou seu doutorado na Michigan State University, sob orientação de Yuri Gandelsman. Nos Estados Unidos, Bugaev tocou regularmente com Kalamazoo, Flint, Lansing e as sinfônicas de West Michigan e Traverse; foi músico convidado nas orquestras sinfônicas de Minnesota, Grand Rapids, Arkansas e West Virginia. Como solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfônica de Novosibirsk, a Novosibirsk Kamerata e a Orquestra Sinfônica de Livingston. É um ativo músico de câmara, tendo participado de festivais com o Quarteto São Petersburgo, Yuri Gandelsman, Ilya Kaler, Suren Bagratuni e Walter Verdehr. Como educador, foi membro do corpo de professores do Blue Lake Fine Art Camp de 2012 a 2018.

William Neres é graduado em Música pela Universidade Federal de São João del-Rei, com período de mobilidade acadêmica na Universidade Federal de Uberlândia, nas classes dos professores Abel Moraes e Kayami Satomi, respectivamente. Especializou-se em Violoncelo e Música de Câmara na École Normale de Musique de Paris, sob orientação de Roland Pidoux e Chantal De Buchy. Foi premiado nos concursos Paulo Bosísio, Eleazar de Carvalho e Música XXI. Junto ao violonista Adriano D. Melo, participou das séries Segunda Musical (BH), Jovem Músico BDMG (BH) e Semana do Violão (Juiz de Fora). Com o UDI Cello Ensemble, realizou turnês pelo Brasil e França. Apresentou-se também com as orquestras sinfônicas de Poços de Caldas e Pouso Alegre e com a Jazz Sinfônica de São José do Rio Pardo.

Maria Fernanda Gonçalves iniciou seus estudos musicais na Banda Filarmônica Cardeal Leme, em Espírito Santo do Pinhal, SP, prosseguindo na Escola Municipal de Música, na capital paulista, com Benito Sanchez. Formou-se Bachareal em Música pela FIAM FAAM com Éser Menezes. Estudou ainda com Alexandre Ficarelli, Peter Apps e Washington Barella. Entre os festivais brasileiros, participou do Festival de Inverno de Campos do Jordão, Festival Música nas Montanhas de Poços de Caldas e Oficina de Música de Curitiba. Na Alemanha, participou de Masterkurs em Markneukirchen, com Ingo Goritzki e Gregor Witt, e em Bruhl, com Christian Wetzel. Realizou masterclass com Alex Klein, Humbert Lucarelli, Andreas Wittmann, Tomas Indermuhle, Isaac Duarte e Albrecht Mayer. Maria Fernanda integrou a Orquestra Experimental de Repertório e com o grupo venceu o Concurso Jovens Solistas duas vezes. Foi membro da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, atuando também como solista, e da Orquestra Sinfônica de Santo André. Como musicista da Orquestra Sinfônica Brasileira, teve a oportunidade de trabalhar com maestros como Lorin Maazel, Semyon Bychkov, Eiji Oue e Pinchas Zukerman. Integra ainda o Quarteto Françaix. Maria Fernanda faz parte do naipe de Oboés da Filarmônica como corne inglês solo.

Clémence Boinot apaixonou-se pela harpa aos cinco anos e iniciou os estudos do instrumento sob orientação de Isabelle Lagors em sua cidade natal, Cergy-Pontoise, na França. Aos 20 anos ingressou na Haute École de Musique de Genebra e, orientada por Florence Sitruk, concluiu o bacharelado em 2013. Possui mestrado em Pedagogia e em Soloist Performance. Ingressou na Orquestra Filarmônica de Minas Gerais em 2017 como Harpista Principal.

Paralelamente aos estudos, realizou música de câmara e foi membro-fundadora do grupo Ensemble Caravelle, premiado na categoria Music and Stage Art pelas Universidades de Alta Especialização do Oeste da Suíça.

Clémence apresentou-se em muitas salas de concerto, desde novos espaços, como Sala Santa Cecilia em Roma, Opera di Firenze, Philharmonie de Paris e Sala Minas Gerais; salas tradicionais como Theatro Municipal do Rio, Victoria Hall de Genebra e Abadia de Romainmôtier; e em espaços atípicos transformados, como um estábulo, uma usina e um abrigo antiaéreo.

Em 2020, teve a possibilidade de retomar suas atividades como professora, parte fundamental da sua prática musical. Com o maior entusiasmo, Clémence participou da Academia Virtual Filarmônica, encontrando jovens harpistas brasileiros e acompanhando o desenvolvimento artístico de cada um.

O venezuelano Luis Andrés Moncada formou-se na Academia Latino-americana de Violino, parte do El Sistema, sob orientação de Sergio Celis e José Francisco del Castillo. Participou de festivais de música na Venezuela, em outros países latinos e também na Europa, recebendo aulas de Felicitas Clamor-Hofmeister, Daniel Stabrawa, Christian Stadelmann, Alexis Cardenas, Virginie Robbiliard, Donald Weilerstein e Markus Daunert. De 2007 a 2017, sob regência de Christian Vásquez, foi chefe de naipe da Sinfônica Teresa Carreño, na Venezuela. Com o grupo, apresentou-se em festivais como o de Salzburgo, o de Lucerna e o BBC Proms de Londres, e em salas como a Philharmonie de Berlim, o Concertgebouw de Amsterdam, o Konzerthaus de Viena, Teatro alla Scala de Milão e o National Performing Arts de Pequim. Já trabalhou com Claudio Abbado, Sir Simon Rattle, Gustavo Dudamel, Plácido Domingo, Itzhak Perlman, Yo-Yo Ma, Lang Lang, Yuja Wang, Juan Diego Flórez, Pinchas Zukerman, Rafael Frühbeck de Burgos, Ricardo Castro e Martha Argerich. Luis foi membro do Quarteto Teresa Carreño, com o qual venceu as três últimas edições do Concurso Nacional de Música de Câmara de Caracas. Entre 2017 e 2018, antes de se juntar à Filarmônica, trabalhou com o Neojiba e integrou a Orquestra Sinfônica da Bahia. Toda a sua carreira teve o apoio e a orientação do maestro José Antonio Abreu, fundador do El Sistema.

Ana Paula Schmidt começou a dedicar-se ao violino aos seis anos de idade com José Carlos Lima. Em 1998, passou a estudar na classe do professor Marcello Guerchfeld, no curso de extensão na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde, posteriormente, graduou-se sob orientação de Hella Frank. Nos Estados Unidos, foi aluna de Charles Stegeman na Califórnia e, em 2013, concluiu seu mestrado na Michigan State University, sob orientação de Dmitri Berlinsky. Em 2016, recebeu o Diploma Artístico pela Azusa Pacific University, sob a orientação de Nathan Cole. Aperfeiçoou-se também em diversos festivais, como o de Campos do Jordão, de Santa Catarina, o Música nas Montanhas e Interharmony Festival, na Itália. A violinista integrou as orquestras Filarmônica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, de Câmara do Theatro São Pedro e a Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul. Atuou também como convidada na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, na Lansing Symphony Orchestra e na West Michigan Symphony Orchestra. Integra nossa Orquestra desde 2016.

Natural de Novosibirsk, a violista russa Valentina Shmyreva completou o bacharelado e o mestrado em performance no Conservatório Estatal de sua província natal. Após trabalhar alguns anos na Orquestra de Câmara de Novosibirsk, tornou-se membro da Orquestra Sinfônica de Novosibirsk em 1992. Ingressou na Novosibirsk Kamerata em 1995, sendo violista principal do grupo a partir de 2001.

Valentina atuou como solista com a Orquestra Sinfônica de Novosibirsk e a Novosibirsk Kamerata. Como musicista desses grupos participou de turnês na França, Inglaterra, Alemanha, Suíça, Espanha e Japão. Ao longo de sua carreira, trabalhou com artistas como Mstislav Rostropovich, Valery Gergiev, Alexander Lazarev, Vladimir Spivakov, Natalia Gutman, Vadim Repin, Maxim Vengerov, Mikhail Pletnev, Alexander Knyazev e Denis Matsuev.

Nos Estados Unidos, participou do Cello Plus Music Festival na Universidade Estadual de Michigan e atuou nas orquestras sinfônicas de Grand Rapids, Kalamazoo, Lansing, Traverse, West-Michigan e West Virgina. Valentina foi membro da Midland Symphony e violista principal assistente das orquestras South-West Michigan e Battle Creek Symphony.

Eduardo integrou orquestras no Brasil, na Alemanha, no Festival delle Nazioni na Itália e, durante duas temporadas, foi Violoncelo Principal da Orquestra das Américas. Apresentou-se como solista em Portugal, na Alemanha e na estreia de Dos Pampa Sur, de Rufo Herrera, com a Orquestra de Câmara Ouro Preto. Venceu o Concurso de Música de Câmara de Münster com a pianista Risa Adachi, apresentando-se na Alemanha, na Grécia e em Portugal. Ainda na Alemanha, concluiu o mestrado, o Artist Diploma e fez cursos de Música de Câmara na Musikhochschule Münster e na Robert Schumann Hochschule. Lá, também atuou como professor em escolas de música durante três anos. Nascido em Belo Horizonte, Eduardo graduou-se em Música pela UEMG e é membro da Filarmônica desde 2012.

Frank Haemmer graduou-se com pontuação máxima e concluiu pós-graduação em Violino-Performance na Escola Superior de Música Franz Liszt, na sua Alemanha natal. Atuou em diversas orquestras alemãs, como Rundfunk Musikschul Orchester, Orquestra da Escola Franz Liszt, Jenaer Philharmonie e Staatskapelle Weimar, da qual também foi solista. No Brasil, apresentou-se com a Orquestra Jovem de Florianópolis, Osesp e Amazonas Filarmônica, onde liderou os segundos violinos. Ingressou na Filarmônica de Minas Gerais em 2008. Em música de câmara, aperfeiçoou-se com Petersen-Streichquartett, U. Beetz, N. Brainin e D. Dewich. No Brasil, fundou o Quarteto de Cordas Taron-Weimar.

Camila iniciou seus estudos aos sete anos, com o professor Abel Moares, em Belo Horizonte. Foi premiada pelo Concurso Nacional de Cordas Pró-Música em Juiz de Fora nas edições 1999 e 2001. Foi escolhida como Artista Revelação em Belo Horizonte em 2001 e venceu o Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica da Bahia em 2000. Em 2002, participou da Orquestra do Festival de Schleswig-Holstein, na Alemanha, onde ocupou a posição de Concertino de Violoncelos. Obteve o conceito máximo no Künstlerische Instrumentalausbildung pela Escola Superior de Música de Detmold, na classe do professor Márcio Carneiro, onde estudou de 2003 a 2007. De 2008 a 2010, cursou mestrado na classe do professor Antonio Meneses pela Escola Superior de Música em Berna, Suíça, país onde atuou na Sinfônica de Biel. Em 2006 e 2007, participou da Verbier Festival Orchestra, realizando turnês pela Ásia, Estados Unidos e diversos países europeus, sob direção de maestros como Charles Dutoit, James Levine, Zubin Mehta, Esa-Pekka Salonen e Herbert Blomstedt. Em 2007 e 2008, realizou turnê pelo Brasil, México, Argentina e Grécia com grupo de câmara selecionado pela Verbier Orchestra. Como camerista, apresentou-se com o violoncelista Antonio Meneses em 2005 no Palácio de Versalhes, em Paris, na abertura do Ano do Brasil na França.

Marcos graduou-se na The Buchmann-Mehta School of Music, da Universidade de Tel Aviv, em colaboração com a Filarmônica de Israel, na classe do professor Nir Comforty. Nesse período, fez prática orquestral na Filarmônica de Israel sob a batuta de Zubin Mehta, Kent Nagano, Christoph von Dohnányi, Peter Oundjian e Lahav Shani. Em 2015, por sua performance no programa de treinamento da Buchmann-Mehta, recebeu o Certificate of Honor for Outstanding Achievment. Na Buchmann-Mehta Symphony, por várias vezes como Primeiro Contrabaixo, fez diversas turnês e apresentou-se em salas como Carnegie Hall, na Alte Oper de Frankfurt e na Sala São Paulo. Nascido em Guaratinguetá, Marcos começou seus estudos musicais aos dezenove anos, sob orientação de Umberto Bertrami. Aperfeiçoou-se ainda com Sérgio de Oliveira e com Gael Lhoumeau.

Camerista premiada em diversos concursos nacionais, Ayumi apresentou-se como solista na Filarmônica de São Paulo, na Orquestra da Rádio e Televisão Cultura e na Osesp, onde tem atuado também como tecladista convidada. Aperfeiçoou-se em festivais, aulas e masterclasses com professores e pianistas renomados, como Paul Rutman, Paul Badura-Skoda e Gilberto Tinetti. Natural de Hyogo-ken, Japão, Ayumi se mudou para o Brasil em 1977. Aos quinze anos, realizou seu primeiro recital solo, no Masp, executando o Concerto de Brandemburgo nº 5 de Bach. Estudou na Escola Municipal de Música de São Paulo e na Fundação Magda Tagliaferro, onde é professora de piano desde 2000. Graduou-se pela Faculdade Mozarteum e é Mestre pela Unicamp, sob orientação de Eduardo Garcia e Mauricy Martin. Com bolsa da Fundação Vitae, formou-se em Cravo sob a orientação de Ilton Wjuniski na Fundação Magda Tagliaferro. É Tecladista Principal da Filarmônica desde 2010.

Programa de Concerto