Itinerários Sonoros – Itália

José Soares, regente
Gideôni Loamir, violino

|    Concertos para a Juventude

MONTEVERDI
VIVALDI
ROSSINI
VERDI
PUCCINI
VERDI
Orfeu: Abertura
As quatro estações, op. 8: Concerto para violino nº 1 em Mi maior, RV 269, "Primavera"
Cinderela: Abertura
Nabucco: Abertura
Manon Lescaut, Ato III: Intermezzo
Aida: Marcha Triunfal e Balé

José Soares, regente

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, tendo sido seu Regente Assistente desde as duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio (Tokyo International Music Competition for Conducting 2021), recebendo também o prêmio do público. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou com o maestro Claudio Cruz e teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin. Foi orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Pelo Prêmio de Regência recebido no festival, atuou como regente assistente da Osesp na temporada 2018. José Soares foi aluno do Laboratório de Regência da Filarmônica e convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Gideôni iniciou seus estudos de violino aos oito anos de idade no projeto Cidade da Música, em Volta Redonda, interior do Rio de Janeiro. Durante seus nove anos na instituição, foi orientado pelos professores Maria José dos Campos, Paulo Bosísio e Ricardo Amado. Em 2010, ingressou no projeto Música nas Escolas como instrumentista e professor, sob supervisão de Ana de Oliveira, atuando também como spalla na Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. Em 2015, formou-se sob orientação de Davi Graton na Academia da Osesp, onde também teve aulas com Emmanuele Baldini. O violinista participou de festivais como o de Música de Pelotas (2014 e 2015) e de Campos do Jordão (2013). Atuou como spalla nas edições 2012 e 2013 da orquestra do Festival de Música de Santa Catarina, tendo recebido o prêmio de aluno revelação na primeira. Aperfeiçoou-se também no curso de prática de improvisação no Instituto de Artes Califórnia, em Los Angeles, no ano de 2011.

Programa de Concerto

A releitura para o conto de fadas de Charles Perraut foi uma das vinte óperas escritas por Gioacchino Rossini num intervalo de oito anos. Cinderela, em italiano, La Cenerentola, foi escrita entre o fim de 1816 e o início de 1817, bem a tempo da estreia durante temporada de Carnaval em Roma, em 25 de janeiro, no Teatro Valle. Tendo enfrentado problemas com a censura do Vaticano em trabalhos anteriores no Teatro Valle, Rossini questionou se o libretista Jacopo Ferretti teria "coragem" de escrever uma adaptação para os palcos de uma obra tão clássica. Desafiado, Ferretti produziu o esboço em uma madrugada e o entregou a Rossini no dia de Natal. O libreto ficou pronto em vinte e dois dias. Como em uma prova de revezamento, em que libretista e compositor caminham praticamente juntos, Rossini veio logo atrás, terminando a partitura em vinte e quatro dias. As performances iniciais receberam críticas indecisas, mas, pouco tempo depois, Cinderela decolou, tornando-se uma das óperas mais amadas do século XIX. Para conseguir entregar a partitura a tempo dos ensaios e da estreia, o compositor acabou por pegar emprestado alguns temas de outras óperas. E dessa maneira foi criada a Abertura desse trabalho.

Aida é a única montagem pertencente ao rol das grandes óperas a ter sua estreia em solo africano. Encomendada a Giuseppe Verdi pelo governador do Egito, por sugestão do arqueólogo Auguste Mariette, Aida conheceu o mundo em 24 de dezembro de 1871, no Teatro da Ópera do Cairo. O grandioso palco havia sido inaugurado dois anos antes, em celebração à abertura do Canal de Suez. Principal nome da ópera mundial havia pelo menos dez anos, Verdi não atravessou o Mediterrâneo para acompanhar a estreia. Mas sua mais importante ópera viajou não somente por aquele mar, mas por tantos outros – mares e oceanos – nos anos seguintes. Em dez anos, foi montada em mais de 150 palcos ao redor do globo. Atendendo ao pedido de algo com tamanha pompa e epicidade, o bastante para competir em popularidade com os trabalhos de Giacomo Meyerbeer, Verdi idealizou no segundo ato a dramática cena da marcha com o inimitável som do trompete. Um dos maiores monumentos de Aida, a Marcha triunfal e balé foi inspirada na tradição francesa da grand opéra.

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