O Concerto da Coroação

Fabio Mechetti, regente
Lucas Thomazinho, piano

|    Allegro 2021

|    Vivace 2021

ELGAR
MOZART
BEETHOVEN
Serenata para cordas em mi menor, op. 20
Concerto para piano nº 26 em Ré maior, K. 537
Sinfonia nº 2 em Ré maior, op. 36

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Aos nove anos de idade, Lucas Thomazinho ganhou seu primeiro concurso como pianista. Desde então, já recebeu mais de uma dezena de prêmios no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Alemanha. Nascido em 1995, o jovem pianista é graduado em Música na Universidade de São Paulo (USP), onde foi orientado pelo pianista Eduardo Monteiro. Atualmente cursa o Master Degree no New England Conservatory, na classe dos professores Wha Kyung Byun e Alessio Bax, com bolsa da Cultura Artística. Desde o início de seus estudos, foi bolsista na Fundação Magda Tagliaferro, sendo aluno dos professores Zilda Candida dos Santos, Armando Fava Filho e Flavio Varani. Thomazinho já atuou como solista de diversas orquestras, como a espanhola Sinfônica da RTVE, a portuguesa Filarmonia das Beiras, a Sinfônica do Estado de São Paulo, a Sinfônica de Campinas e a Filarmônica de Minas Gerais. Como recitalista, já se apresentou na Sala São Paulo, Casa da Música (Portugal), Masp, Sala Cecília Meireles e outros. Em 2017 lançou seu primeiro álbum pelo selo KNS Classical.

Programa de Concerto

Serenata para cordas em mi menor, op. 20 | ELGAR

Composta em 1892, a Serenata para cordas em mi menor em nada se liga às grandes obras de Edward Elgar, pelas quais o conhecemos melhor. Sua estreia se deu em 1896, na Antuérpia, Bélgica, quando o compositor, então com 39 anos, ainda não tinha iniciado as criações que o tornariam um dos mais amados compositores britânicos. No entanto, é um dos primeiros trabalhos do compositor em que encontramos traços de sua maturidade. O opus 20 é uma peça que parecia evocar um trabalho para cordas em três movimentos cujo manuscrito se perdeu. Também construída em três breves movimentos, a Serenata para cordas soa fresca, natural e docemente sonora. Até o fim de sua vida, Elgar citaria a peça como uma de suas obras mais queridas.

Em 23 de setembro de 1790, Wolfgang Amadeus Mozart, seu cunhado violinista Franz de Paula Hofer e um serviçal partiram em carruagem para Frankfurt am Main, onde o Grão-duque Leopoldo da Toscana seria eleito soberano do Sacro Império Romano-Germânico. A sagração de Leopoldo II ocorreu a 9 de outubro e, no final da manhã do dia 15, Mozart apresentou dois de seus concertos para piano e orquestra: o número 19, em Fá maior, KV 459, e o número 26, em Ré maior, KV 537. Ambos ficariam conhecidos pelo nome “Coroação”. A obra desfrutou de enorme prestígio durante o século XIX. Em 1935, Friedrich Blume considerou-o “o mais conhecido e o mais executado” dos concertos para piano de Mozart. A situação mudaria ainda no segundo quartel do século XX. Em 1939, Cuthbert Gliderstone declarou-o “um dos mais pobres e vazios”, e outros nomes prosseguiriam na mesma veia. A balança voltaria a pender para o outro lado nos anos 1970. Para Charles Rosen (1971) o KV 537 é historicamente o mais progressista de todos os trabalhos de Mozart.

Embora seja uma obra característica de sua primeira fase, a Segunda Sinfonia já mostra claramente o afastamento de Beethoven da ascendência de seu mestre Haydn. É tida como uma das últimas composições desse período. Notam-se nela, por isso, algumas particularidades: Beethoven já substitui, aí, o minueto clássico pelo scherzo. “Plena de ideias novas, originais e poderosas” é como a descreve em 1804 um crítico do Musikalische Zeitung de Leipzig. Talvez por isso mesmo ela tenha sido um choque em sua estreia, antecipando a Eroica, que haveria de vir. A obra foi terminada no verão de 1802, durante a estada de Beethoven em Heiligenstadt. Em outubro do mesmo ano, ele escreve o patético Testamento, que comprova a consciência trágica da sua ainda incipiente surdez.

15 abr 2021
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

16 abr 2021
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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