O violino de Leipzig – filho

Fabio Mechetti, regente
Randall Goosby, violino

MENDES
MENDELSSOHN
KORNGOLD
Ponteio
Concerto para violino em mi menor, op. 64
Sinfonieta, op. 5

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia, Itália e Dinamarca. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School. Em 2022, fará sua estreia com a Filarmônica do Teatro Colón, em Buenos Aires, e a Sinfônica da Colômbia, em Bogotá.

"Pessoalmente, a música tem sido uma forma de inspirar os outros" – as próprias palavras de Randall Goosby resumem seu compromisso em ser um artista que faz a diferença. Aos 24 anos, o violinista norte-americano é aclamado por sua sensibilidade e intensidade, por sua determinação em tornar a música mais inclusiva e acessível, além de trazer à luz a música de compositores sub-representados. Randall já se apresentou com orquestras em todos os Estados Unidos, incluindo a Filarmônica de Nova York, a Orquestra de Cleveland, a Sinfônica de Nashville e a Sinfônica do Novo Mundo. Em junho de 2021, lançou seu primeiro disco, intitulado Roots, pela Decca, uma celebração da música afro-americana que explora sua evolução do spiritual até as composições atuais. Colaborando com o pianista Zhu Wang, Goosby criou um álbum que homenageia artistas negros pioneiros. No repertório estão trabalhos de Florence Price, William Grant Still, Coleridge-Taylor Perkinson e Xavier Foley. Goosby fez sua estreia com a Jacksonville Symphony aos nove anos de idade. Aos treze, apresentou-se com a Filarmônica de Nova York e tornou-se o mais jovem vencedor do Concurso da Sphinx. Foi vencedor do primeiro prêmio nas audições internacionais do Young Concert Artists de 2018. Graduado na Juilliard, ele continua seus estudos na escola, buscando seu mestrado em Artes sob a orientação de Itzhak Perlman e Catherine Cho.

Programa de Concerto

Ponteio | MENDES

Gilberto Ambrósio Garcia Mendes nasceu em Santos em 13 de outubro de 1922. Em casa, durante a infância, ouvia Chopin, Beethoven, Schubert e Liszt. Aos 18, passou a frequentar o Conservatório Musical de Santos, onde estudou teoria e harmonia com Savino de Benedicts e piano com Antonieta Rudge. Após um período de estudos independentes, foi aluno de Claudio Santoro, o que acabou por determinar seu percurso: inicialmente, durante os anos 1950, compôs obras de cunho nacionalista neoclássico. Entre elas, a Sonatina e a Sonata para piano, os cinco Prelúdios e o Pequeno Álbum, todas para piano; Peças, para clarinete solo e para clarinete e piano, Canções e a obra apresentada neste concerto, Ponteio, escrita em 1955.

Um fato menos conhecido da vida de Mendelssohn é que, além de compositor genial e regente ousado, foi também uma criança prodígio no violino e no piano – optando pelo último como seu instrumento principal. Antes dos dezenove anos, já havia escrito muitas de suas obras mais importantes, inclusive a abertura de Sonho de uma noite de verão. Quando contava ainda com 29 anos, escreveu a seu amigo e violinista Ferdinand David: “gostaria de escrever um concerto para você com um tema em mi menor que insiste ficar em minha cabeça”. Em meio a tantos projetos que cercavam sua vida, a partitura foi sendo completada aos poucos, sempre contando com a opinião do próprio David, principalmente em relação às cadências. A estreia só foi acontecer em março de 1845, em Leipizig, tendo David como solista e Niels Gade como regente, já que Mendelssohn estava doente. O próprio compositor só ouviria seu Concerto em 1847, um mês antes de falecer, com Josef Joachim como solista.

Uma obra solar e brincalhona. O nome nada tem a ver com seu tamanho. Um dos grandes exemplos do talento precoce de Korngold, e que comprova desde então sua potência como um dos maiores nomes da música do século XX, a Sinfonieta foi escrita em 1912 e estreada em 30 de novembro do ano seguinte pela a Filarmônica de Viena. Logo na adolescência, Korngold criou uma melodia denominada Motif of the Cheerful Heart, e este tema permeia cada um dos quatro movimentos de sua Sinfonieta. Motif of the Cheerful Heart aparece desde os primeiros rascunhos do compositor e pode ser encontrado em praticamente todos os seus trabalhos mais emblemáticos. A peça encantou o mentor de Korngold, Richard Strauss, e Jean Sibelius, que anotou em seu diário: “Nesta manhã ouvi a Sinfonieta de Korngold; ele é uma jovem águia”! A peça foi amplamente apresentada até 1933, quando quase desapareceu em consequência do ostracismo a que o regime nazista submeteu muitos dos seus artistas.

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