Oito cellos, um violão e a Eroica – filho

Fabio Mechetti, regente
Fábio Zanon, violão

VILLA-LOBOS
CASTELNUOVO-TEDESCO
BEETHOVEN
Bachianas Brasileiras nº 1
Concerto para violão nº 1 em Ré maior, op. 99
Sinfonia nº 3 em Mi bemol maior, op. 55, "Eroica"

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Uma das figuras centrais no cenário internacional de violão clássico, como solista ou camerista, Fábio Zanon tem se apresentado por toda a Europa, Américas, Austrália e Oriente Médio. É também convidado regular de teatros como o Royal Festival Hall, Wigmore Hall, Carnegie Hall, Sala Verdi (Milão), Sala da Filarmônica de Varsóvia, Musikhalle de Hamburgo, Ateneu de Madri, KKR em Lucerna e todos as mais importantes casas do Brasil. Venceu por unanimidade o 30° Concurso Francisco Tarrega, na Espanha, e o 14° Concurso da Fundação Americana de Violão (GFA), nos Estados Unidos. A essas vitórias seguiu-se uma turnê de 56 concertos nos EUA e Canadá e o lançamento de seus primeiros álbuns. Sua gravação da obra completa de Villa-Lobos, pelo selo Music Masters, é considerada uma referência, e o álbum Guitar Recital (Naxos) foi escolhido pela revista Gramophone como o melhor de 1998. Desde 2008, Zanon é professor visitante da Royal Academy of Music de Londres. Em 2013 assumiu a coordenação artística e pedagógica do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.

Programa de Concerto

Bachianas Brasileiras nº 1 | VILLA-LOBOS

Feita para orquestra de violoncelos, a primeira das Bachianas Brasileiras foi composta em 1930 em São Paulo, logo após o retorno de Heitor Villa-Lobos ao Brasil. Sua estreia, no entanto, se deu somente em 13 de novembro de 1939, no Rio de Janeiro, sob a regência do próprio autor. Sem intenção de pastiche, os títulos e as formas são herdadas de Johann Sebastian Bach e, associadas a temas brasileiros, revelam as afinidades do autor barroco com a música de nossa terra. O segundo movimento, Modinha (Prelúdio), foi criado com a máxima simplicidade. O início e o fim envolvem o tema principal, em que ouvintes atentos podem notar um eco do uso de padrões rítmicos encontrados em Bach.

Ao lado de Heitor Villa-Lobos, Manuel Ponce, Joaquín Rodrigo e Leo Brouwer, o italiano Mario Castelnuovo-Tedesco pertence ao grupo dos mais importantes compositores para violão do século XX. Dotado de escrita límpida e, ao mesmo tempo, demonstrando apaixonado lirismo, seu Primeiro Concerto para violão é seu maior trabalho neoclássico, ponto alto do diálogo entre solista e orquestra. Composto em 1939, e adotando um estilo mozartiano, foi dedicado ao violonista espanhol Andrés Segovia, com quem o compositor colaborava desde 1932. Sucesso imediato, Segovia considerou o opus 99 de Castelnuovo-Tedesco o principal trabalho responsável por convencer a crítica de que era viável equilibrar violão e orquestra.

A Sinfonia Eroica é um marco fundamental de toda a produção sinfônica do século XIX. Com ela Beethoven altera não apenas o modo como uma obra deveria ser apreendida, como o público a quem ela se destina. Se, antes, o gênero sinfônico servia de entretenimento, dentro de um ambiente aristocrático, com a Terceira Sinfonia Beethoven compõe uma música que se destina a toda a humanidade. Trata-se da mais longa e mais complexa das sinfonias até então compostas por qualquer autor. Escrita entre 1802 e início de 1804, a primeira apresentação pública se deu no dia 7 de abril de 1805, no Theater an der Wien, em Viena, sob a regência do próprio Beethoven.

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adicione à agenda 19/03/2021 8:30 PM America/Sao_Paulo Oito cellos, um violão e a Eroica – filho false DD/MM/YYYY