Schnyder, Rossini, Ewald e Tchaikovsky em Câmara

Rodrigo Bustamante, violino
Laura von Atzingen, violino
Gerry Varona, viola
Camilla Ribeiro, violoncelo
Alexandre Braga, flauta
Jonatas Bueno, clarinete
Victor Morais, fagote
Lucas Filho, trompa
Marlon Humphreys-Lima *, trompete
Érico Fonseca, trompete
Evgeni Gerassimov, trompa
Mark John Mulley, trombone
Rafael Mendes, tuba
Luka Milanovic, violino
Wesley Prates Lima, violino
Mikhail Bugaev, viola
Valentina Shmyreva, viola
Lucas Barros, violoncelo

|    Filarmônica em Câmara

SCHNYDER
ROSSINI/Berr
EWALD
TCHAIKOVSKY
Quarteto de cordas nº 4, "Great Places"
Quarteto nº 5 em Ré maior
Quinteto para metais nº 1 em si bemol menor, op. 5
Sexteto para cordas em ré menor, op. 70, "Souvenir de Florença"

Rodrigo Bustamante, violino

Antes de juntar-se à Filarmônica em 2012, Rodrigo foi spalla da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro (RS) entre 2005 e 2010, grupo com a qual também foi solista. Atuou ainda na Sinfônica de Porto Alegre, na New Eastman Symphony, na Eastman Virtuosi, na Orquestra de Câmara da Ulbra, entre outras. Mantém frequente atividade camerística, com destaque para atuações e turnês ao lado do Offenburger Streichtrio, do violinista canadense Guillaume Tardif e dos quartetos Libertas e Guignard. Recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Grupo de Câmara e foi indicado ao prêmio de Melhor Instrumentista pela atuação no álbum Kinematic, com o Musitrio. Rodrigo é graduado em Violino pela UFRGS, onde também atuou como professor substituto, e é Mestre em Violin Performance and Literature pela Eastman School of Music, na classe de Ilya Kaler e Mitchell Stern.

Laura von Atzingen começou a estudar violino aos três anos com a professora Luciene Vilani. Concluiu seu bacharelado em Violino na UFMG na classe do professor Edson Queiroz. Durante sua graduação, foi segundo lugar do Concurso Nacional de Cordas Paulo Bosísio (2011) e venceu os concursos para jovens solistas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (2012) e da Orquestra da Escola de Música da UFMG (2012). Em 2018, no Festival de Juiz de Fora, apresentou Desafio III de Marlos Nobre com a Orquestra de Câmara Sesiminas. Laura participou de festivais, como o de Campos do Jordão, em 2007 e 2008, e o Festival junger Künstler Bayreuth (2010) na Alemanha, onde trabalhou com regentes como Kurt Masur, Osvaldo Ferreira, Alex Klein e Patrick Lange. Em 2017, Laura concluiu seu mestrado em Performance pela Duquesne University (Pittsburgh, EUA), na classe do professor Charles Stegeman. Para a realização do curso, teve bolsa completa da Universidade e foi spalla da orquestra da instituição, bem como integrante do seu quarteto de cordas. Ainda nos EUA, foi violinista substituta nas sinfônicas de Westmoreland e Wheeling. De 2012 a 2019, Laura integrou o naipe de Primeiros Violinos da Orquestra de Câmara Sesiminas. É instrumentista da Filarmônica desde 2019.

O filipino Gerry é integrante da Filarmônica desde 2012, e tem um apreço especial pela música de câmara e por composições contemporâneas. Foi chefe de naipe na IU Philharmonic e assistente de chefe de naipe na orquestra Evansville Philharmonic e nas sinfônicas de Baton Rouge, Acadiana e Owensboro. Venceu o primeiro lugar no National Music Competition, nas Filipinas, e em outros concursos de viola nos Estados Unidos. Realizou seu mestrado na Universidade de Indiana, com bolsa da Fellowship Barbara and David Jacobs, e, ao longo dos anos, estudou com alguns dos violistas mais reconhecidos do mundo, tais como Jerzy Kosmala, Atar Arad e Matthew Daline. Como solista, já se apresentou com a IU Chamber, sob a regência de Jaime Laredo, a LSU Symphony, a Musicoop e a Peace Philharmonic Philippines.

Com passagens pelas orquestras Jovem do Estado de São Paulo, Sinfônica de Santo André e Experimental de Repertório, Camilla integra, desde 2011, o naipe de violoncelos da Filarmônica. Já se apresentou com a Osesp como musicista convidada e frequentou o Festival Internacional de Campos do Jordão, o Festival de Música de Santa Catarina, o Rio International Cello Encounter, entre outros. Como camerista, aperfeiçoou-se no Projeto Serioso, liderado por Richard Young, do Quarteto Vermeer, e colaborou com diversos grupos. Atualmente, Camilla é integrante do Quarteto Guignard. Natural de Belém, Pará, iniciou seus estudos no Conservatório Carlos Gomes e, em 2005, obteve primeiro lugar no Concurso Nacional de Cordas Paulo Bosísio.

Alexandre iniciou seus estudos musicais em 1986 no Conservatório Estadual de Varginha, sua cidade natal. Graduou-se em Flauta pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na classe do professor Artur Andrés. Participou de masterclasses com Norton Morozowicz, Odete Ernest Dias, Pauxy Nunes, Maurício Freire, Nicola Mazzanti, Jean-Louis Beaumadier e outros. Atuou como solista nas orquestras Sinfônica da Bahia, Sinfônica da UFMG, Experimental da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), Sesiminas, de Câmara Uni-BH e de Câmara de Itaúna. Foi Primeira Flauta e piccolista solo da Orquestra Experimental da UFOP e flautista e piccolista da Sinfônica de Minas Gerais. Como professor, lecionou Flauta e Teoria Musical no Conservatório de Varginha e, desde 2005, é professor de Flauta no Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado. É flautista da Filarmônica desde 2008.

Nascido em São Paulo, Jonatas iniciou seus estudos na Emesp e graduou-se em Clarinete pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), sob orientação do professor Sérgio Burgani. Participou de masterclasses com Wenzel Fuchs, Christoph Muller, Michael Gurfinkel, Ovanir Buosi e Cristiano Alves. Em 2012, ganhou o primeiro lugar na categoria Música de Câmara no concurso Pré-Estreia da TV Cultura, com o Quarteto Nó na Madeira. Com o grupo, apresentou-se como solista em concerto da Orquestra Jovem Tom Jobim, interpretando obras de Léa Freire com arranjo de Luca Raele. Também venceu as edições 2010 e 2011 do concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica Jovem de Guarulhos e a edição 2009 do Jovens Solistas da Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. É músico da Filarmônica desde 2013.

Victor Morais começou seus estudos musicais na ONG Músicos de Futuro aos dezoito anos, na cidade paulista de Taboão da Serra, onde teve como seu primeiro instrumento o saxofone. Foi aluno do maestro Edson Ferreira Nascimento e de Roberta Gondin até 2006. Neste ano recebeu uma bolsa de estudos na Faculdade Cantareira e então começou a estudar fagote com o professor Fabio Cury. Antes de juntar-se à Filarmônica de Minas Gerais como Principal Assistente, Victor integrou alguns grupos em São Paulo – a Banda Sinfônica do Colégio Jardim São Paulo, a Banda Jovem de São Paulo, a Orquestra Tom Jobim, a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, a Orquestra de Câmara da USP (Universidade de São Paulo) e as orquestras sinfônicas de Atibaia, Sorocaba e Heliópolis, atuando como Primeiro Fagote nas duas últimas. Em 2010, participou de turnê pela Europa com a Sinfônica Heliópolis sob a regência do maestro Roberto Tibiriçá. Teve a oportunidade de tocar Beethoven na terra de Beethoven, Bonn, na Alemanha. Ainda na Alemanha, apresentou-se em Berlim, Dresden e no Teatro Nacional de Munique. Tocou também em Londres e no palco do Concertgebouw, em Amsterdam. Em 2011, Victor foi solista no Concerto para fagote de Vivaldi com a Orquestra de Câmara do Festival de Poços de Caldas. Com a Orquestra Sinfônica de Sorocaba, foi solista em 2012 na Ciranda das sete notas de Villa Lobos.

Nascido de Belo Horizonte, Lucas iniciou sua formação musical com seu pai em 1999. Graduou-se pela Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) em 2011, na classe da professora Sarah Ramez. Na Orquestra Sinfônica da UEMG, Lucas foi Trompa Principal de 2007 a 2010. Atuou como Trompa Principal na Orquestra Jovem do Palácio das Artes de 2005 a 2007, época em que estudou com o professor Ailton Ramez no Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado. Participou de aulas e festivais com os professores Bostjan Lipovsek, José Costa, Luiz Garcia, Nigel Downing, Samuel Hanzen, Stefan Dohr e Will Sanders. Integra o quinteto de metais Quintetando desde 2007, desenvolvendo uma intensa atividade de música de câmara em Minas Gerais. Atuou como músico convidado das orquestras de Câmara de Ouro Branco, Filarmônica do Espírito Santo e Sinfônica de Minas Gerais. Ao lado da Neojibá, orquestra jovem do Estado da Bahia, Lucas apresentou-se na abertura do festival Young Euro Classic, no KonzertHall, em Berlim, no Victoria Hall, em Genebra, com participação da pianista Maria João Pires, e no Royal Festival Hall, em Londres, como parte da turnê do pianista Lang Lang.

Natural de São Paulo, teve sólida formação musical com Gilberto Siqueira e foi vencedor do Prêmio Weril (2000). Com bolsa de estudos da Vitae, aperfeiçoou-se em Chicago com Mark Ridenour e Aldoph Herseth. Foi solista na Civic Orchestra of Chicago e trabalhou com a Chicago Symphony, Grand Park Symphony, Rochester Philharmonic e Oak Park Symphony. No Japão, foi membro fundador e solista da Hyogo Performing Arts Center Orchestra e participou do Pacific Music Festival. Trabalhou com os maiores regentes da atualidade, destacando-se Valery Gergiev, Daniel Barenboim e Pierre Boulez. A convite de Valery Gergiev, participa da World Orchestra for Peace.

Natural de Nova Friburgo, graduou-se em Trompete e Pedagogia Musical no Conservatoire de Fribourg, Suíça, e é Mestre em Práticas Interpretativas pela Haute-école de Musique de Suisse Romande. Aluno de Jean-François Michel, fez masterclasses com André, Hardenberger, Agnas, Herseth, Masseurs, Stockhausen e Friedrich. Foi primeiro trompete da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, participou das sinfônicas de Biel e de Berna e foi solista das orquestras de Câmara de Praga e Sinfônica de Argaau. Segundo lugar no Jeunesses Musicales na Chaux-de-Fonds, vencedor no Yamaha Foundation for Europe e finalista no Yamaha Trumpet Contest. Foi professor no Conservatoire de Fribourg e academista da Sinfônica da Ópera de Zurich.

Evgueni nasceu na Bielorrússia e é naturalizado brasileiro. Aos oito anos de idade, deu início aos seus estudos musicais em piano na Escola Estadual de Minsk, em seu país natal. Aos quatorze, entrou para o Colégio Estadual de Música em Minsk, onde então começou a se dedicar à trompa. Entre 1991 e 1996, estudou na Academia Estadual de Música em Minsk, época em que passou a integrar a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Ópera e Balé da mesma cidade. Como convidado, Evgueni se apresentou com a Filarmônica Nacional da Bielorrússia, a Orquestra Nacional de Rádio e TV, Orquestra Nacional de Câmara e Orquestra Klassik-Avangard. Entre 1993 e 1997, fez várias turnês pela Europa e participou dos festivais Rugen Oper e Shlezvig-Holstain, na Alemanha, e o Yehudi Menuhin, na Suíça. Antes de se juntar à Filarmônica, Evgueni vivia em Manaus, onde integrou a Orquestra Amazonas Filarmônica por onze anos e participou do Festival Amazonas de Ópera de 1996 a 2007.

Mark John Mulley nasceu na Inglaterra, onde iniciou seus estudos ainda criança, com formação no London College of Music e pós-graduação no Royal College of Music. Estudou com os trombonistas Anthony Parsons da BBC Symphony Orchestra, Tom Winthorpe da Royal Opera House Orchestra, Peter Bassano e Arthur Wilson da Philharmonia Orchestra. Participou de masterclasses com Ian Bousfield, Ralph Sauer e Christian Lindberg. Lecionou Música no Richmond Adult College e na Brunel University, na Inglaterra, e Trombone na Orquestra Real Sinfônica, em Oman. Na Coldstream Guards Band, foi Principal Trombone. Integrou a Orquestra Sinfônica da BBC, a Philharmonia Orchestra, Wren Orchestra, Hanover Orchestra e a London Festival Orchestra. Com a Orquestra das Nações, gravou a Oitava Sinfonia de Bruckner. No jazz, tocou nos festivais Ealing Jazz, Soho Jazz e West End Show. Com o grupo Rio Bossa Jazz tocou jazz, blues e bossa nova. Desde 2008, Mark é Principal Trombone na Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

Luka Milanovic nasceu em Belgrado, Sérvia, onde estudou violino na Escola Primária e Secundária Kosta Manojlovic, com a professora Sanda Dramićanin. Em seu país, conquistou o primeiro lugar na Republic Competition of Chamber Duos em 2002, foi laureado na competição Vojislav Vučković em 2002 e 2003, anos em que também foi premiado na competição Smederevski Dani. Em 2011, formou-se pela Faculdade de Música da Universidade de Belgrado na classe da professora Jasna Maksimović. Em 2020, tornou-se Mestre pela UFMG. Atuou como solista e membro da orquestra do grupo folclórico Frula em apresentações nos EUA, Alemanha e Chipre. Tocou com a Berliner Jugendorchestra em Belgrado como um dos convidados da Sérvia. Luka integra a Filarmônica de Minas Gerais desde 2008. Tanto na música de câmara quanto na música popular mineira, mantém rotina de gravações e apresentações com artistas como Rafael Martini, Felipe José, Davi Fonseca e Paulim Sartori. Frequentou masterclasses de Igor Ozim, Vadim Gluzman, Rachel Barton Pine e Augustin Hadelich. Desde 2020, está sob mentoria de Robert Lakatos.

Wesley nasceu em São Paulo, onde iniciou seus estudos aos 11 anos com Renata Jaffé. Posteriormente, sob orientação da professora, apresentou-se como solista em salas de concerto em São Paulo, na Argentina, na Itália e nos Estados Unidos, ocasiões em que tocou o Scherzo Tarantelle de Wieniawski e a Primavera d’As quatro estações de Vivaldi. O violinista participou de diversos festivais no Brasil e também do Summer Camp da Pensacola Christian College, na Flórida (EUA). Como vencedor de um concurso em que tocou a Chaconne de J. S. Bach, ganhou bolsa integral para o Festival de Música da Palm Beach Atlantic University, também na Flórida. Em 2010, venceu o Concurso Nacional de Solistas da Fundação Eleazar de Carvalho, solando o Concerto nº 1 de Max Bruch com a Filarmônica de Itu. De 2013 a 2018, Wesley integrou a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e a Orquestra Sinfônica Municipal de Santos, onde foi também solista interpretando o Concerto nº 2 de Wieniawski e o Concerto para quatro violinos de Vivaldi. Nesse período, recebeu orientações dos violinistas Cláudio Cruz, Maria Fernanda Krug e Marcelo Soares. Wesley é licenciado em Música pela Universidade Metropolitana de Santos.

Mikhail Bugaev nasceu em Novosibirsk, Rússia. Durante sua formação no Conservatório Estatal de Novosibirsk, onde estudou com Yuri Mazchenko, Mikhail iniciou sua carreira profissional como membro da Orquestra Sinfônica de Novosibirsk e da Novosibirsk Kamerata. Em 2009, mudou-se para os Estados Unidos para prosseguir os estudos e, em 2013, completou seu doutorado na Michigan State University, sob orientação de Yuri Gandelsman. Nos Estados Unidos, Bugaev tocou regularmente com Kalamazoo, Flint, Lansing e as sinfônicas de West Michigan e Traverse; foi músico convidado nas orquestras sinfônicas de Minnesota, Grand Rapids, Arkansas e West Virginia. Como solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfônica de Novosibirsk, a Novosibirsk Kamerata e a Orquestra Sinfônica de Livingston. É um ativo músico de câmara, tendo participado de festivais com o Quarteto São Petersburgo, Yuri Gandelsman, Ilya Kaler, Suren Bagratuni e Walter Verdehr. Como educador, foi membro do corpo de professores do Blue Lake Fine Art Camp de 2012 a 2018.

Natural de Novosibirsk, a violista russa Valentina Shmyreva completou o bacharelado e o mestrado em performance no Conservatório Estatal de sua província natal. Após trabalhar alguns anos na Orquestra de Câmara de Novosibirsk, tornou-se membro da Orquestra Sinfônica de Novosibirsk em 1992. Ingressou na Novosibirsk Kamerata em 1995, sendo violista principal do grupo a partir de 2001.

Valentina atuou como solista com a Orquestra Sinfônica de Novosibirsk e a Novosibirsk Kamerata. Como musicista desses grupos participou de turnês na França, Inglaterra, Alemanha, Suíça, Espanha e Japão. Ao longo de sua carreira, trabalhou com artistas como Mstislav Rostropovich, Valery Gergiev, Alexander Lazarev, Vladimir Spivakov, Natalia Gutman, Vadim Repin, Maxim Vengerov, Mikhail Pletnev, Alexander Knyazev e Denis Matsuev.

Nos Estados Unidos, participou do Cello Plus Music Festival na Universidade Estadual de Michigan e atuou nas orquestras sinfônicas de Grand Rapids, Kalamazoo, Lansing, Traverse, West-Michigan e West Virgina. Valentina foi membro da Midland Symphony e violista principal assistente das orquestras South-West Michigan e Battle Creek Symphony.

Lucas Barros nasceu em uma família de músicos. Começou pelo violino e oboé com seus tios e, aos nove anos de idade, decidiu seguir os estudos com o violoncelo, orientado por Antonio Viola, da Universidade Estadual de Minas Gerais. Dois anos mais tarde, passou a aperfeiçoar-se com Fabio Presgrave, na Escola de Música de São Brás do Suaçuí. Também foi regularmente orientado por seu tio Eliseu Barros, professor de violino na Universidade Federal de Minas Gerais. Concluiu o bacharelado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte em 2018, na classe do Prof. Dr. Fabio Presgrave. Participou de diversos festivais, como o Internacional de Campos do Jordão, o Música nas Montanhas e o Villa-Lobos. Atuou como solista com as orquestras Filarmônica e Sinfônica de Minas Gerais, Filarmônica de Goiás, Sinfônica da UFRN, a de Câmara Sesiminas, entre outras. Apresentou-se também na temporada de concertos do BNDES, no Rio de Janeiro.Lucas recebeu o Primeiro Prêmio no VI David Popper International Cello Competition (Hungria – 2015); o segundo lugar geral e o prêmio Nanny Devos para o brasileiro mais bem colocado no Rio International Cello Encounter (2013); o primeiro lugar no Concurso para Jovens Solistas da Sinfônica de Minas Gerais (2010 e 2011). Em 2015, venceu o concurso promovido pelo Mozarteum Brasileiro, que lhe proporcionou um ano na academia da Deutsches Symphonie-Orchester Berlin (DSO Berlin). Lá estudou com Matias de Oliveira Pinto, Mathias Donderer e Fabio Presgrave. Lucas é violoncelista na Filarmônica desde 2017.

Programa de Concerto

O Sexteto "Souvenir de Florença" – para dois violinos, duas violas e dois violoncelos – foi escrito por Pyotr Ilyich Tchaikovsky no verão de 1890 e é dedicado à Sociedade de Música de Câmara de São Petersburgo, em resposta à nomeação do compositor como membro honorário da instituição. Durante sua estadia em Florença, onde criava a ópera A Dama de Espadas, Tchaikovsky esboçou um dos temas do Sexteto (daí a origem do nome). Segundo cartas que escreveu aos amigos, após ouvir seu opus 70 sendo tocado em um concerto fechado no apartamento em que vivia no Hotel Rossiya, em São Petersburgo, o compositor russo estava descontente e preocupado com a qualidade da peça, comunicando as intenções de "alterá-la radicalmente". "Souvenir de Florença" foi revisada entre 1891 e 1892, quando, no mês de novembro, estreou publicamente com o famoso professor Leopold Auer tocando a parte do primeiro violino, a protagonista e tecnicamente mais exigente de todas. O Sexteto é dividido em quatro movimentos para os quais Tchaikovsky deixou registradas as indicações de estilo: Allegro con spirito, "Para ser tocado com grande fogo e paixão"; Adagio cantabile e con moto, "Cantabile, no tempo de Adagio mas com o espírito de Andante"; Allegretto moderato, "Scherzo"; e Allegro con brio e vivace, "Brilhante e entusiasmado".

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31 Maio 2022
terça-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

28 jun 2022
terça-feira, 20h30

Sala Minas Gerais