Bachiana, Serenata e Beethoven – filho

Fabio Mechetti, regente

VILLA-LOBOS
ELGAR
BEETHOVEN
Bachianas Brasileiras nº 1
Serenata para cordas em mi menor, op. 20
Sinfonia nº 2 em Ré maior, op. 36

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Programa de Concerto

Bachianas Brasileiras nº 1 | VILLA-LOBOS

Feita para orquestra de violoncelos, a primeira das Bachianas Brasileiras foi composta em 1930 em São Paulo, logo após o retorno de Heitor Villa-Lobos ao Brasil. Sua estreia, no entanto, se deu somente em 13 de novembro de 1939, no Rio de Janeiro, sob a regência do próprio autor. Sem intenção de pastiche, os títulos e as formas são herdadas de Johann Sebastian Bach e, associadas a temas brasileiros, revelam as afinidades do autor barroco com a música de nossa terra. O segundo movimento, Modinha (Prelúdio), foi criado com a máxima simplicidade. O início e o fim envolvem o tema principal, em que ouvintes atentos podem notar um eco do uso de padrões rítmicos encontrados em Bach.

Composta em 1892, a Serenata para cordas em mi menor em nada se liga às grandes obras de Edward Elgar, pelas quais o conhecemos melhor. Sua estreia se deu em 1896, na Antuérpia, Bélgica, quando o compositor, então com 39 anos, ainda não tinha iniciado as criações que o tornariam um dos mais amados compositores britânicos. No entanto, é um dos primeiros trabalhos do compositor em que encontramos traços de sua maturidade. O opus 20 é uma peça que parecia evocar um trabalho para cordas em três movimentos cujo manuscrito se perdeu. Também construída em três breves movimentos, a Serenata para cordas soa fresca, natural e docemente sonora. Até o fim de sua vida, Elgar citaria a peça como uma de suas obras mais queridas.

Embora seja uma obra característica de sua primeira fase, a Segunda Sinfonia já mostra claramente o afastamento de Beethoven da ascendência de seu mestre Haydn. É tida como uma das últimas composições desse período. Notam-se nela, por isso, algumas particularidades: Beethoven já substitui, aí, o minueto clássico pelo scherzo. “Plena de ideias novas, originais e poderosas” é como a descreve em 1804 um crítico do Musikalische Zeitung de Leipzig. Talvez por isso mesmo ela tenha sido um choque em sua estreia, antecipando a Eroica, que haveria de vir. A obra foi terminada no verão de 1802, durante a estada de Beethoven em Heiligenstadt. Em outubro do mesmo ano, ele escreve o patético Testamento, que comprova a consciência trágica da sua ainda incipiente surdez.

Quero ser lembrado deste concerto.
adicione à agenda 30/07/2021 8:30 PM America/Sao_Paulo Bachiana, Serenata e Beethoven – filho false DD/MM/YYYY