Três momentos de Saint-Saëns

Fabio Mechetti, regente
Juliana Steinbach, piano

|    Presto 2021

|    Veloce 2021

SAINT-SAËNS
SAINT-SAËNS
SAINT-SAËNS
Sansão e Dalila: Bacanal
Concerto para piano nº 2 em sol menor, op. 22
Sinfonia nº 3 em dó menor, op. 78, "Órgão"

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

A brasileira Juliana Steinbach começou seus estudos musicais na França, com a professora Paule Delorme. Foi aluna dos conservatórios de Lyon (CNR) e de Paris (CNSM), da Academia Pianística de Ímola, na Itália, bem como de residências artísticas em Tel Aviv, Israel, e do Centro de Artes de Belgais, em Portugal. Em maio de 2007, formou-se na Juilliard School, em Nova York. Juliana Steinbach foi solista das sinfônicas de Toulon (França), Savary (Hungria), Mav de Butapeste (Hungria), Rishon Le Zion (Israel), da Paraíba, a Sinfônica e Lírica de Paris, a Filarmônica de Nice e as orquestras de Colonne de Paris, do Conservatório de Paris e a Rundfunk Blasorchester Leipzig (Alemanha). Em 2017, publicou seu disco mais recente, Pictures, com obras de Liszt, Debussy e Mussorgsky.

Programa de Concerto

Sansão e Dalila: Bacanal | SAINT-SAËNS

Quando encontrou Camille Saint-Saëns nas comemorações do centenário de Beethoven, Franz Liszt o encorajou a terminar sua ópera Sansão e Dalila. Depois de quase dez anos trabalhando na obra, Saint-Saëns tinha percebido que empresários parisienses não a queriam programar em suas casas por se tratar de uma história bíblica, feita a partir do Livro dos Juízes do Antigo Testamento. Por esta mesma razão, o jovem compositor pensou inicialmente em um oratório, mas a mudança para ópera veio por incentivo do libretista Ferdinand Lemaire, que considerava o enredo mais apropriado a uma ópera. Após atrasos causados pela Guerra Franco-Prussiana, a estreia se deu em Weimar, Alemanha, em 2 de dezembro de 1877, em um concerto patrocinado e dirigido por Liszt. Inicialmente, a França permaneceu indiferente ao trabalho; a Opéra de Paris só montou a produção em 1892. Após finalmente aceitarem o trabalho, Sansão e Dalila se tornou o maior sucesso entre as treze óperas do compositor. Bacanal se passa no terceiro ato (cena 2), quando Sansão vai até o templo de Dagom, onde os filisteus celebravam seu triunfo sobre os judeus e Sansão se sente impotente diante da manipulação de Dalila.

Entre mais de cento e cinquenta obras de Camille Saint-Saëns, em todos os gêneros musicais, figuram dez concertos: cinco para piano, três para violino e dois para violoncelo. O Concerto para piano nº 2, o mais famoso deles, foi escrito em dezessete dias, inspirado pela primavera parisiense de 1868. A obra surgiu da amizade entre Saint-Saëns e o pianista russo Anton Rubinstein, que a encomendara no intuito de se exibir como maestro para o público francês. A estreia do Concerto nº 2, ocorrida a 13 de maio de 1868, teve o próprio Saint-Saëns como pianista. A apresentação se deu na famosa Salle Pleyel, em Paris, onde o compositor, aos dez anos de idade, realizara seu début como solista de dois concertos. Afora o sucesso imediato do segundo movimento junto ao público, a crítica não demonstrou entusiasmo com a obra estreante e o próprio autor assumiu não ter tido tempo suficiente para se preparar. Talvez a beleza superficial, a polidez e a sabedoria no manejo das formas tradicionais tenham passado despercebidas pelos críticos como os verdadeiros ideais do compositor. Raras são as palavras que, como as de Alfred Cortot, nos explicam a música de Saint-Saëns: “ritmos claros e até brilhantes, mais inteligência do que sensibilidade, mais verve do que sentimentos”.

Em 1857, Saint-Saëns foi nomeado organista da Igreja de la Madeleine, em Paris, e lá permaneceu até 1877. Foi neste espaço que Liszt o ouviu improvisando e o saudou como o maior organista do mundo. Essa obra de maturidade no conjunto musical de Saint-Saëns foi escrita entre 1885 e 1886 sob encomenda da Sociedade Filarmônica de Londres. Sua estreia ocorreu no dia 19 de maio do mesmo ano, sob regência do próprio autor. Entre a estreia mundial e a francesa, em janeiro de 1887, o amigo e compositor Liszt, grande incentivador de sua carreira, morreu na Baviera, Alemanha. Várias influências lisztianas podem ser encontradas por toda a obra – e ela passou, assim, a ser dedicada ao compositor húngaro.

9 dez 2021
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

10 dez 2021
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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