Uma sinfonia nos versos de Byron – filho

José Soares, regente
Daniela Liebman, piano

MOZART
TCHAIKOVSKY
Concerto para piano nº 22 em Mi bemol maior, K. 482
Manfred, op. 58

José Soares, regente

Natural de São Paulo, José Soares iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho deste mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Nascida em Guadalajara, México, Daniela Liebman começou seus estudos no piano aos cinco anos e atualmente estuda com Tamás Ungár, em Fort Worth, Texas. Sua estreia foi aos oito anos com a Sinfônica de Aguascalientes. Como solista, já se apresentou ao lado das sinfônicas Nacional do Equador, Nacional do México, Nacional de Bogotá e a Fladamex, e as filarmônicas de Ontario, Orlando, Jalisco e da Cidade do México. Seu trabalho camerístico teve destaque ao estrear no Palacio de Bellas Artes, na Cidade do México, com a apresentação de Shostakovich e Mozart com a Orquestra de Câmara de Bellas Artes. Em Nova York, se apresentou no Carnegie Hall com a Orquestra de Câmara Park Avenue. Artista internacional Yamaha, estreou nas gravações em 2018 com o lançamento de seu disco homônimo.

Programa de Concerto

Concerto para piano nº 22 em Mi bemol maior, K. 482 | MOZART

No fim de 1785 e início de 1786, enquanto trabalhava na partitura de As bodas de Fígaro, Mozart escreveu três concertos para piano. Trabalhos pertencentes ao momento mais produtivo de toda a vida do compositor, os concertos para piano eram a ocasião ideal para o público acompanhar a interseção de seu lado compositor com sua face pianista. Desde sua mudança para Viena, em 1782, até 1786, Mozart escreveu nada menos que quinze obras do tipo, pois seu sustento financeiro dependia das apresentações. E o frescor das apresentações dependia, por sua vez, de obras inéditas. Justamente por razões financeiras, Mozart agendou três apresentações ao fim de dezembro de 1786. O Concerto para piano nº 22 foi terminado no dia 16, bem a tempo da estreia, no dia 23 de dezembro. Este foi o primeiro dos concertos para piano que Mozart concebeu com clarinetes em mente, e de fato incluiu clarinetes na instrumentação. A orquestra completa inclui flauta, dois clarinetes, dois fagotes, duas trompas, dois trompetes, tímpano e orquestra de cordas.

A Sinfonia Manfredo é a única obra sinfônica programática de Tchaikovsky escrita em mais de um movimento. Baseada no poema dramático Manfredo, de Lord Byron, a sinfonia começou a ser composta em maio de 1885 e ficou pronta em quatro meses. Custou a Tchaikovsky mais tempo e dedicação do que qualquer outra obra lhe custara até então. No primeiro movimento, extremamente dramático, Manfredo vagueia pelos Alpes, atormentado pela memória de seu passado de crimes. O tema inicial, associado ao protagonista, será ouvido por toda a sinfonia. A delicadeza do segundo movimento, com sua belíssima seção central, nos remete à fada dos Alpes que aparece a Manfredo sob um arco-íris, enquanto o solo de oboé e a orquestração leve garantem a atmosfera pastoral do terceiro movimento. Já o Finale, com sua agitação frenética, retrata a vida infernal no palácio subterrâneo de Arimane. No final da sinfonia, Manfredo morre. A obra é dedicada a Mily Balakirev, que, mesmo sem estudo musical formal, tornou-se mentor de um grupo de jovens estudantes de composição na São Petersburgo dos anos 1860, o chamado Grupo dos Cinco (formado por Borodin, César Cui, Mussorgsky, Rimsky-Korsakov e o próprio Balakirev), além de exercer influência considerável no próprio Tchaikovsky. A estreia, em 11 de março de 1886, em Moscou, sob a regência de Max Erdmannsdörfer, foi um sucesso estrondoso.

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adicione à agenda 27/03/2020 8:30 PM America/Sao_Paulo Uma sinfonia nos versos de Byron – filho false DD/MM/YYYY