Violoncelo entre mestres

Roberto Minczuk, regente convidado
Robson Fonseca, violoncelo
Lucas Barros, violoncelo

|    Allegro 2021

|    Vivace 2021

WAGNER
J. G. RIPPER
BRAHMS
Os mestres cantores de Nurenberg, WWV 96: Prelúdio
Duplum
Serenata nº 1 em Ré maior, op. 11

Roberto Minczuk, regente convidado

Roberto Minczuk já regeu mais de oitenta orquestras no mundo. Estreou nos Estados Unidos, ao reger a Filarmônica de Nova York, e foi convidado a assumir o posto de regente associado, cargo antes ocupado por Leonard Bernstein. Dentre os prêmios que recebeu, destaque para Martin Segall, Grammy Latino de Melhor Álbum Clássico – com o álbum Jobim Sinfônico –, Emmy, Carlos Gomes, APCA e Prêmio Tim. O maestro começou a carreira como um prodígio da trompa e, aos 16 anos, já atuava como solista da Sinfônica Municipal de São Paulo. Atualmente, é regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro, e diretor artístico e regente titular da Filarmônica de Calgary, no Canadá.

Mineiro de São João del-Rei, Robson já se apresentou nas principais salas de concerto do país, como recitalista e camerista. Em 2009, formou-se pela USP, instituição pela qual obteve o I Prêmio Olivier Toni. No ano seguinte, teve aulas com Matias de Oliveira Pinto na Alemanha, e, em 2011, concluiu seus estudos na Universidade de Münster e ingressou na Filarmônica. Durante seis anos, foi chefe de naipe dos violoncelos da Sinfônica de Ribeirão Preto e professor na Escola de Música de Sertãozinho. Robson também foi bolsista do Festival de Campos do Jordão e participou de vários outros festivais nacionais, além de ter se apresentado no Teatro Cólon (Buenos Aires) e em Montevidéu. Foi integrante do Quarteto Mineiro de Cordas, com o qual venceu o Concurso de Música de Câmara da UFMG. Hoje, Robson é membro do quarteto Horizonte e dos trios Belo Horizonte e Villa-Lobos.

Lucas Barros nasceu em uma família de músicos. Começou pelo violino e oboé com seus tios e, aos nove anos de idade, decidiu seguir os estudos com o violoncelo, orientado por Antonio Viola, da Universidade Estadual de Minas Gerais. Dois anos mais tarde, passou a aperfeiçoar-se com Fabio Presgrave, na Escola de Música de São Brás do Suaçuí. Também foi regularmente orientado por seu tio Eliseu Barros, professor de violino na Universidade Federal de Minas Gerais. Participou de diversos festivais, como o Internacional de Campos do Jordão, o Música nas Montanhas e o Villa-Lobos. Atuou como solista com as orquestras Filarmônica e Sinfônica de Minas Gerais, Filarmônica de Goiás, Sinfônica da UFRN, a de Câmara Sesiminas, entre outras. Apresentou-se também na temporada de concertos do BNDES, no Rio de Janeiro. Lucas recebeu o Primeiro Prêmio no VI David Popper International Cello Competition (Hungria – 2015); o segundo lugar geral e o prêmio Nanny Devos para o brasileiro mais bem colocado no Rio International Cello Encounter (2013); o primeiro lugar no Concurso para Jovens Solistas da Sinfônica de Minas Gerais (2010 e 2011). Em 2015, venceu o concurso promovido pelo Mozarteum Brasileiro, que lhe proporcionou um ano na academia da Deutsches Symphonie-Orchester Berlin (DSO Berlin). Lá estudou com Matias de Oliveira Pinto, Mathias Donderer e Fabio Presgrave. Lucas é violoncelista na Filarmônica desde 2017.

Programa de Concerto

Os mestres cantores de Nurenberg, WWV 96: Prelúdio | WAGNER

Os mestres cantores de Nuremberg é uma das últimas óperas, e a única ópera cômica, que Wagner compôs. Embora os primeiros esboços da ópera sejam de 1845, Wagner só iniciou a confecção do libreto em 1861. No ano seguinte deu início à composição da música, que só seria finalizada em 1867, quando o compositor contava 54 anos de idade. A primeira apresentação da ópera completa deu-se no Teatro Nacional de Munique, em 1868, sob a regência de Hans von Bülow. No século XIX, a abertura de uma ópera era, geralmente, a última parte a ser composta. Isso se dava, principalmente, porque as aberturas eram constituídas de uma coletânea dos temas principais; o compositor precisava ter a obra pronta para escolher os trechos que utilizaria na abertura. Obviamente, a prioridade era dada aos temas que representassem momentos importantes da trama. Mas, no caso de Os mestres cantores de Nurenberg, o Prelúdio foi a primeira parte a ser escrita por Wagner, já no início de 1862, tão logo terminou o libreto. Embora a música ainda não estivesse composta, ele já tinha ao menos vários esboços. O que o autor não previu, no entanto, foi que os tempos seguintes seriam alguns dos mais tumultuados de sua vida, o que retardaria a finalização da ópera em muitos anos. Em 1867, ao terminar finalmente a composição, Wagner havia acrescentado novos temas que, embora importantíssimos para a trama, não foram incluídos no Prelúdio. O Prelúdio já havia sido estreado em Leipzig, no dia 31 de outubro de 1862, sob a direção do compositor.

16 set 2021
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

17 set 2021
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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