Filarmônica em Câmara 1

Maria Fernanda Gonçalves, corne inglês
Luis Andrés Moncada, violino
Valentina Shmyreva, viola
Lucas Barros, violoncelo
Jovana Trifunovic, violino
Laura von Atzingen, violino
João Carlos Ferreira, viola
Robson Fonseca, violoncelo
Ara Harutyunyan, violino
Hyu-Kyung Jung, violino
Mikhail Bugaev, viola
Eduardo Swerts, violoncelo
Marcus Julius Lander, clarinete
Philip Hansen, violoncelo
Ayumi Shigeta, piano

|    Filarmônica em Câmara

FRANÇAIX
MOZART
WEBERN
BRAHMS
Quarteto para corne inglês, violino, viola e violoncelo
Quarteto nº 15 em ré menor, K.421
Movimento Lento
Trio para clarinete, violoncelo e piano em lá menor, op. 114

Maria Fernanda Gonçalves, corne inglês

Maria Fernanda Gonçalves iniciou seus estudos musicais na Banda Filarmônica Cardeal Leme, em Espírito Santo do Pinhal, SP, prosseguindo na Escola Municipal de Música, na capital paulista, com Benito Sanchez. Formou-se Bachareal em Música pela FIAM FAAM com Éser Menezes. Estudou ainda com Alexandre Ficarelli, Peter Apps e Washington Barella. Entre os festivais brasileiros, participou do Festival de Inverno de Campos do Jordão, Festival Música nas Montanhas de Poços de Caldas e Oficina de Música de Curitiba. Na Alemanha, participou de Masterkurs em Markneukirchen, com Ingo Goritzki e Gregor Witt, e em Bruhl, com Christian Wetzel. Realizou masterclass com Alex Klein, Humbert Lucarelli, Andreas Wittmann, Tomas Indermuhle, Isaac Duarte e Albrecht Mayer. Maria Fernanda integrou a Orquestra Experimental de Repertório e com o grupo venceu o Concurso Jovens Solistas duas vezes. Foi membro da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, atuando também como solista, e da Orquestra Sinfônica de Santo André. Como musicista da Orquestra Sinfônica Brasileira, teve a oportunidade de trabalhar com maestros como Lorin Maazel, Semyon Bychkov, Eiji Oue e Pinchas Zukerman. Integra ainda o Quarteto Françaix. Maria Fernanda faz parte do naipe de Oboés da Filarmônica como corne inglês solo.

O venezuelano Luis Andrés Moncada formou-se na Academia Latino-americana de Violino, parte do El Sistema, sob orientação de Sergio Celis e José Francisco del Castillo. Participou de festivais de música na Venezuela, em outros países latinos e também na Europa, recebendo aulas de Felicitas Clamor-Hofmeister, Daniel Stabrawa, Christian Stadelmann, Alexis Cardenas, Virginie Robbiliard, Donald Weilerstein e Markus Daunert. De 2007 a 2017, sob regência de Christian Vásquez, foi chefe de naipe da Sinfônica Teresa Carreño, na Venezuela. Com o grupo, apresentou-se em festivais como o de Salzburgo, o de Lucerna e o BBC Proms de Londres, e em salas como a Philharmonie de Berlim, o Concertgebouw de Amsterdam, o Konzerthaus de Viena, Teatro alla Scala de Milão e o National Performing Arts de Pequim. Já trabalhou com Claudio Abbado, Sir Simon Rattle, Gustavo Dudamel, Plácido Domingo, Itzhak Perlman, Yo-Yo Ma, Lang Lang, Yuja Wang, Juan Diego Flórez, Pinchas Zukerman, Rafael Frühbeck de Burgos, Ricardo Castro e Martha Argerich. Luis foi membro do Quarteto Teresa Carreño, com o qual venceu as três últimas edições do Concurso Nacional de Música de Câmara de Caracas. Entre 2017 e 2018, antes de se juntar à Filarmônica, trabalhou com o Neojiba e integrou a Orquestra Sinfônica da Bahia. Toda a sua carreira teve o apoio e a orientação do maestro José Antonio Abreu, fundador do El Sistema.

Natural de Novosibirsk, a violista russa Valentina Shmyreva completou o bacharelado e o mestrado em performance no Conservatório Estatal de sua província natal. Após trabalhar alguns anos na Orquestra de Câmara de Novosibirsk, tornou-se membro da Orquestra Sinfônica de Novosibirsk em 1992. Ingressou na Novosibirsk Kamerata em 1995, sendo violista principal do grupo a partir de 2001.

Valentina atuou como solista com a Orquestra Sinfônica de Novosibirsk e a Novosibirsk Kamerata. Como musicista desses grupos participou de turnês na França, Inglaterra, Alemanha, Suíça, Espanha e Japão. Ao longo de sua carreira, trabalhou com artistas como Mstislav Rostropovich, Valery Gergiev, Alexander Lazarev, Vladimir Spivakov, Natalia Gutman, Vadim Repin, Maxim Vengerov, Mikhail Pletnev, Alexander Knyazev e Denis Matsuev.

Nos Estados Unidos, participou do Cello Plus Music Festival na Universidade Estadual de Michigan e atuou nas orquestras sinfônicas de Grand Rapids, Kalamazoo, Lansing, Traverse, West-Michigan e West Virgina. Valentina foi membro da Midland Symphony e violista principal assistente das orquestras South-West Michigan e Battle Creek Symphony.

Lucas Barros nasceu em uma família de músicos. Começou pelo violino e oboé com seus tios e, aos nove anos de idade, decidiu seguir os estudos com o violoncelo, orientado por Antonio Viola, da Universidade Estadual de Minas Gerais. Dois anos mais tarde, passou a aperfeiçoar-se com Fabio Presgrave, na Escola de Música de São Brás do Suaçuí. Também foi regularmente orientado por seu tio Eliseu Barros, professor de violino na Universidade Federal de Minas Gerais. Participou de diversos festivais, como o Internacional de Campos do Jordão, o Música nas Montanhas e o Villa-Lobos. Atuou como solista com as orquestras Filarmônica e Sinfônica de Minas Gerais, Filarmônica de Goiás, Sinfônica da UFRN, a de Câmara Sesiminas, entre outras. Apresentou-se também na temporada de concertos do BNDES, no Rio de Janeiro. Lucas recebeu o Primeiro Prêmio no VI David Popper International Cello Competition (Hungria – 2015); o segundo lugar geral e o prêmio Nanny Devos para o brasileiro mais bem colocado no Rio International Cello Encounter (2013); o primeiro lugar no Concurso para Jovens Solistas da Sinfônica de Minas Gerais (2010 e 2011). Em 2015, venceu o concurso promovido pelo Mozarteum Brasileiro, que lhe proporcionou um ano na academia da Deutsches Symphonie-Orchester Berlin (DSO Berlin). Lá estudou com Matias de Oliveira Pinto, Mathias Donderer e Fabio Presgrave. Lucas é violoncelista na Filarmônica desde 2017.

Jovana nasceu em Páracin, na Sérvia. Lecionou violino na Escola de Música Miloje Milojevic, na cidade de Kragujevac, também em seu país natal. Em Belgrado, integrou a Orquestra Sinfônica RTS e as orquestras de câmara Dusan Skovran e St. George Strings. Em 2001, Jovana ganhou o terceiro lugar na Competição Internacional Petar Konjovic e, no ano seguinte, o primeiro lugar da Republic Competition na categoria Música de Câmara (duo) - Violino e laureat. Durante seus estudos, recebeu também prêmios da Fundação Miodrag Macic e da Fundação Meri Dragutinovic. É integrante da Filarmônica desde 2008.

Laura von Atzingen começou a estudar violino aos três anos de idade com Luciene Vilani na Escola de Formação de Instrumentistas de Cordas Sesiminas (Efic). Em 2002 tornou-se aluna de Edson Queiroz no curso de extensão da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Graduou-se nessa mesma universidade em 2013. Participou dos festivais de Campos do Jordão, de Santa Catarina, Oficina de Música de Curitiba e Junger Künstler Bayreuth, na Alemanha. Em 2017 obteve o mestrado na Duquesne University, Estados Unidos, na classe de Charles Stegeman. Foi spalla da Duquesne Symphony Orchestra e membro do grupo residente Quarteto de Cordas Graduate Frances DeBroff. Aos nove anos, Laura foi solista com a Orquestra Jovem Sesiminas Efic interpretando o Concertino para violino de Ernest Mahle. Em 2018, no Festival de Juiz de Fora, apresentou o Desafio III de Marlos Nobre com a Orquestra de Câmara Sesiminas. Venceu o concurso Jovens Solistas da UFMG 2011 e o Concurso para Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais 2012, ambos com o Concerto nº 1 de Max Bruch. Conquistou o segundo lugar no 14º Concurso Nacional de Cordas Paulo Bosísio. Laura integrou a Orquestra de Câmara Sesiminas e atuou como convidada na Westmoreland Symphony e Wheeling Symphony. É integrante da Filarmônica de Minas Gerais desde 2019.

João Carlos nasceu em Juiz de Fora e iniciou sua atuação como violista na Filarmônica, onde ocupa a posição de Viola Principal, em 2009. Foi também músico da Orquestra Sinfônica Brasileira e membro do Quarteto Radamés Gnattali, com o qual recebeu o Prêmio Rumos Itaú Cultural 2007-2009. Entusiasta da música de câmara, dirige o Trio Villani-Côrtes, composto também por Jovana Trifunovic e Eduardo Swerts. O grupo foi contemplado pelo Natura Musical e lançou recentemente o álbum Três Tons Brasileiros. Como solista, João Carlos apresentou-se junto à Petrobras Sinfônica e as orquestras sinfônicas do Espírito Santo, da UFMG, UFRJ e com a própria Filarmônica. Outras atuações de destaque foram ao lado de Antonio Meneses, Roman Simovic, Márcio Carneiro, Quarteto Bessler e Sigiswald Kuijken.

Mineiro de São João del-Rei, Robson já se apresentou nas principais salas de concerto do país, como recitalista e camerista. Em 2009, formou-se pela USP, instituição pela qual obteve o I Prêmio Olivier Toni. No ano seguinte, teve aulas com Matias de Oliveira Pinto na Alemanha, e, em 2011, concluiu seus estudos na Universidade de Münster e ingressou na Filarmônica. Durante seis anos, foi chefe de naipe dos violoncelos da Sinfônica de Ribeirão Preto e professor na Escola de Música de Sertãozinho. Robson também foi bolsista do Festival de Campos do Jordão e participou de vários outros festivais nacionais, além de ter se apresentado no Teatro Cólon (Buenos Aires) e em Montevidéu. Foi integrante do Quarteto Mineiro de Cordas, com o qual venceu o Concurso de Música de Câmara da UFMG. Hoje, Robson é membro do quarteto Horizonte e dos trios Belo Horizonte e Villa-Lobos.

Ara nasceu em uma família de músicos em Yerevan, na Armênia, onde começou a estudar violino aos oito anos. Ao longo de sua carreira, apresentou-se como solista e músico de câmara em seu país e também na Rússia, Geórgia, Quirguistão, Suíça, Líbano, Síria e Estados Unidos. Venceu o Jacoby Soloist Competition da Universidade de Wyoming e foi nomeado finalista nacional do MTNA Young Artist String Competition, ambas nos Estados Unidos. Como solista, músico de câmara e spalla da orquestra da Universidade de Wyoming, realizou muitos concertos na América do Norte, e lecionou violino como membro do String Project da instituição. Ara foi spalla assistente da Sinfônica de Cheyenne durante um ano, antes de se mudar para o Brasil, em 2014, para assumir o mesmo cargo na Filarmônica.

Hyu-Kyung Jung nasceu em Seul, Coreia do Sul, mas foi em Hamburgo, na Alemanha, que iniciou seus estudos de violino aos seis anos, recebendo aos onze anos a sua primeira premiação no Jugend Musiziert, em Frankfurt. Após concluir seu bacharelado em 2006 na Kyung Hee University em Seul, retornou à Alemanha, onde concluiu o Mestrado e o Artist Diploma na Musikhochschule Münster. Seus orientadores foram Ji-Yoon Ahn, Helge Slaatto e Martin Dehning. Também fez cursos com Malcolm Goldstein, Michael Gaiser e Young-Mi Cho. Hyu-Kyung foi membro da EuroAsian Symphony Orchestra e da Sinfonieorchester Münster, além de spalla da Kammerorchester Westfalen. Violinista do Emsland Quartett, apresentou-se na Holanda, no Chile e no prestigiado festival Schleswig-Holstein, na Alemanha. Ainda como camerista, atuou na WDR3 Musikfest e na Deutscher Rundfunk. Trabalhou com os compositores Rudolf Kelterborn, Kurt Schwertsik e Sidney Corbett em diferentes festivais de música contemporânea.

Mikhail Bugaev nasceu em Novosibirsk, Rússia. Durante sua formação no Conservatório Estatal de Novosibirsk, onde estudou com Yuri Mazchenko, Mikhail iniciou sua carreira profissional como membro da Orquestra Sinfônica de Novosibirsk e da Novosibirsk Kamerata. Em 2009, mudou-se para os Estados Unidos para prosseguir os estudos e, em 2013, completou seu doutorado na Michigan State University, sob orientação de Yuri Gandelsman. Durante esse período, Mikhail participou de masterclasses com Roberto Díaz, Roger Chase, Stanley Drucker e Valentin Berlinsky. Nos Estados Unidos, Bugaev tocou regularmente com Kalamazoo, Flint, Lansing e as sinfônicas de West Michigan e Traverse; foi músico convidado nas orquestras sinfônicas de Minnesota, Grand Rapids, Arkansas e West Virginia. Como solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfônica de Novosibirsk, a Novosibirsk Kamerata e a Orquestra Sinfônica de Livingston. É um ativo músico de câmara, tendo participado de festivais com o Quarteto São Petersburgo, Yuri Gandelsman, Ilya Kaler, Suren Bagratuni e Walter Verdehr. Como educador, desde 2012 é membro do corpo de professores do Blue Lake Fine Art Camp.

Eduardo integrou orquestras no Brasil, na Alemanha, no Festival delle Nazioni na Itália e, durante duas temporadas, foi Violoncelo Principal da Orquestra das Américas. Apresentou-se como solista em Portugal, na Alemanha e na estreia de Dos Pampa Sur, de Rufo Herrera, com a Orquestra de Câmara Ouro Preto. Venceu o Concurso de Música de Câmara de Münster com a pianista Risa Adachi, apresentando-se na Alemanha, na Grécia e em Portugal. Ainda na Alemanha, concluiu o mestrado, o Artist Diploma e fez cursos de Música de Câmara na Musikhochschule Münster e na Robert Schumann Hochschule. Lá, também atuou como professor em escolas de música durante três anos. Nascido em Belo Horizonte, Eduardo graduou-se em Música pela UEMG e é membro da Filarmônica desde 2012.

Marcus Julius é Bacharel em Clarinete pela Unesp, na classe de Sérgio Burgani. Também foi aluno de Luis Afonso “Montanha” na USP e de Jonathan Cohler no Conservatório de Boston. Atuou como spalla na Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo e chefe de naipe nas orquestras Jovem de Guarulhos, do Instituto Baccarelli e da Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Integrou a Orquestra Acadêmica da Cidade de São Paulo e o Quarteto Paulista de Clarinetas. Foi professor no Festival de Verão Maestro Eleazar De Carvalho 2014 (Itu – Brasil) e no VII Taller para Jóvenes Clarinetistas (Lima – Peru). Apresentou-se como palestrante nos conservatórios de Shenyang e Tai-Yuan (China) e no Instituto Superior de Música del Estado de Veracruz (Xalapa – México). Marcus Julius foi jurado na Royal Musical Collection International Clarinet Competition (Baoding – China) e no 3º Concurso Devon & Burgani (São Paulo – Brasil). Como artista residente, foi recebido no 8º Festival Internacional de Clarinete e Saxofone de Nan Ning (China, 2010), Festival Internacional de Clarinetes de Pequim (China, 2014), Dream Clarinet Academy em Baoding (China, 2017), IV Congresso Latino-americano de Clarinetistas (Lima – Peru, 2019) e na Thailand International Clarinet Academy (Bangkok – Tailândia, 2019). Atualmente é o Clarinete Principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, artista Royal Global e D’addario Woodwinds.

Violoncelo Principal da Filarmônica desde 2015, Philip é conhecido por transitar entre diversos gêneros musicais e por sua participação em projetos educacionais e comunitários. Foi embaixador do Departamento de Estado de Cultura dos Estados Unidos na Rússia e artista residente nos conservatórios centrais de Pequim e Shangai, além de membro por longa data da Académie Internationale Musicale em Provença, na França. É fundador e Diretor Artístico do Festival de Música de Câmara Quadra Island, no Canadá. Possui um álbum solo dedicado ao tango, Bragatissimo, que vem sendo tocado em rádios importantes como a NPR dos Estados Unidos e a CBC. Philip também compôs a música tema de Charlie the Cello, um livro infantil e também produção teatral de Deborah Nicholson, em que toca junto à Filarmônica de Calgary (Canadá).

Camerista premiada em diversos concursos nacionais, Ayumi apresentou-se como solista na Filarmônica de São Paulo, na Orquestra da Rádio e Televisão Cultura e na Osesp, onde tem atuado também como tecladista convidada. Aperfeiçoou-se em festivais, aulas e masterclasses com professores e pianistas renomados, como Paul Rutman, Paul Badura-Skoda e Gilberto Tinetti. Natural de Hyogo-ken, Japão, Ayumi se mudou para o Brasil em 1977. Aos quinze anos, realizou seu primeiro recital solo, no Masp, executando o Concerto de Brandemburgo nº 5 de Bach. Estudou na Escola Municipal de Música de São Paulo e na Fundação Magda Tagliaferro, onde é professora de piano desde 2000. Graduou-se pela Faculdade Mozarteum e é Mestre pela Unicamp, sob orientação de Eduardo Garcia e Mauricy Martin. Com bolsa da Fundação Vitae, formou-se em Cravo sob a orientação de Ilton Wjuniski na Fundação Magda Tagliaferro. É Tecladista Principal da Filarmônica desde 2010.

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